sentia que os pés flutuavam levemente enquanto a cabeça girava
e a crisális vagava em meio à neblina vindo em meu caminho
negações me impediam de fugir da maldita espada incandescente
no fundo eu sonhava em não ter que cair sozinho
e segredos já batiam em ouvidos teimosos que foram
acostumados com mentiras prontas e a feracidade
de chagas e cicatrizes de longas batalhas feitas
a fim de acabar no leito, e poder alcançar aquela
paz já há muito esquecida, idealizada por muitos
mas no fim, nada existia além daquela pequena linha
marcada a ferro rubro, que na carne ardia ao percorrer
os pulsos sem forças
o sangue se misturava com o suor aflito de quem não tinha
escolhas a fazer ou sequer uma vida a viver
engrenagens se completavam mecânicas, mas a beleza
se perdera nos longos dias do passado
pouco a pouco, as moedas nos olhos faziam sentido
quando aqueles muros caíram e expuseram o ventre desprotegido
a lâmina não refletiria duas vezes antes de acariciar os lençóis
e tingir sua roupa com a marca da desistência
tudo escorria e as palavras já faltavam à boca
o ar parecia se solidificar, e ainda conseguia falar
"estou indo, está acabado" gritava por entre os fios
de tecido rasgado, "está acabado, eu sei, está acabado"
por fim, desceu a luz para buscar as lembranças perdidas no tempo
um sussurro correu pelo quarto, e o claro se tornava mais aconchegante
as sirenes tocavam alto mas já não importava, "estou livre depois de tudo"
e aquele que dançava entre os véus da casa pretoebranco se foi
o qual ansiava mais do que tudo descansar após fechadas as cortinas.
domingo, dezembro 11, 2005
terça-feira, dezembro 06, 2005
à la vie, ne cesse jamais la continuité
mais uma vez nos encontramos por aqui
pensando nas horas que passamos
pulando em bordas de prédios com
vasos em nossas mãos. tudo era tão
seguro e nossos nós não iriam desatar
os dias na porta daquele bar, onde risadas
fluiam sem se importar se lá fora a
chuva dizia para voltar para casa
os tempos que se foram voltam agora
que vendados atiramos em garrafas
até perceber que os cacos que ecoavam
pelas parades refletiam o torpor
de vidas programadas. levados
pela correnteza do nilo, onde a esfinge sorri
irônica da nossa queda.
pensando nas horas que passamos
pulando em bordas de prédios com
vasos em nossas mãos. tudo era tão
seguro e nossos nós não iriam desatar
os dias na porta daquele bar, onde risadas
fluiam sem se importar se lá fora a
chuva dizia para voltar para casa
os tempos que se foram voltam agora
que vendados atiramos em garrafas
até perceber que os cacos que ecoavam
pelas parades refletiam o torpor
de vidas programadas. levados
pela correnteza do nilo, onde a esfinge sorri
irônica da nossa queda.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
fechado para reformas
toda vez que o coração se esvai
um grande impacto pode ser sentido
as nuvens que outrora se ausentaram
voltam a tumultuar seu caminho
repetidas vezes que sangraste
não aguenta mais ser dilacerado
sangre em paz, pobre coração
sinta toda a fúria de um cinza
gélidoamargofracovaziotriste
quando as cores também somem
e os sorrisos mais verdadeiros
se tornam máscaras mais uma vez
foge do mundo e das pessoas
pra longe num lugar desconhecido
onde possa tentar viver
pois desse inferno já bastam as lembranças
um grande impacto pode ser sentido
as nuvens que outrora se ausentaram
voltam a tumultuar seu caminho
repetidas vezes que sangraste
não aguenta mais ser dilacerado
sangre em paz, pobre coração
sinta toda a fúria de um cinza
gélidoamargofracovaziotriste
quando as cores também somem
e os sorrisos mais verdadeiros
se tornam máscaras mais uma vez
foge do mundo e das pessoas
pra longe num lugar desconhecido
onde possa tentar viver
pois desse inferno já bastam as lembranças
sábado, novembro 19, 2005
music played up and loud
maybe you can dance a little more
and forget problems, forget life
just relax and let the music flow
from the jukebox to your heart
m u s i c
p l a y e d
u p
a n d
l o u d
porque nada melhor do que um amplificador berrando na sua orelha.
e dançar de mãos dadas com alguém, mesmo que a música seja imaginária.
rodopiar no quarto, até cair no chão. e rir de si mesmo depois.
felicidade transmitida. felicidade transmitida pelo som.
and forget problems, forget life
just relax and let the music flow
from the jukebox to your heart
m u s i c
p l a y e d
u p
a n d
l o u d
porque nada melhor do que um amplificador berrando na sua orelha.
e dançar de mãos dadas com alguém, mesmo que a música seja imaginária.
rodopiar no quarto, até cair no chão. e rir de si mesmo depois.
felicidade transmitida. felicidade transmitida pelo som.
roadaway
do you fear our ways split
and we grow apart
even at this times
i still feel your heart
and after all those years
that i'm lonely, sad
you're inside my mind
and i still want you bad
you broke this vase inside
i have no other choice than keep going
on and never looking away
but still at my side, i want you to stay
and i'll never let you go again
from my arms...
and we grow apart
even at this times
i still feel your heart
and after all those years
that i'm lonely, sad
you're inside my mind
and i still want you bad
you broke this vase inside
i have no other choice than keep going
on and never looking away
but still at my side, i want you to stay
and i'll never let you go again
from my arms...
terça-feira, novembro 15, 2005
burn and bury
nunca mais iria ouvir falar sobre esse lugar
horizontes em chamas e corações em prantos
todos apenas corriam pra longe dali
como uma explosão carbonizando esperanças
cinzas ao chao
corpos em combustão
simples assim. morte.
presos lá dentro.
i g n i s
consumindo tudo em seu leito.
horizontes em chamas e corações em prantos
todos apenas corriam pra longe dali
como uma explosão carbonizando esperanças
cinzas ao chao
corpos em combustão
simples assim. morte.
presos lá dentro.
i g n i s
consumindo tudo em seu leito.
quarta-feira, novembro 09, 2005
lillith e o resígnio
depois de tanto tempo navegando sem razão
desisto de encontrar o prêmio que eu já perdi
adaga enferrujada perfurava e a sensação
da morte invadindo as artérias que eu vivi
mas foi quando um anjo desceu do céu e me ofereceu
e enquanto ouvia longe dizer (seus) versos a sumir
"volta pra perto da essência e do amor que deixaste pra trás
e das pessoas que irão sentir a amargura de ver você partir"
o remorso causado por lágrimas
me seguia até o fim da noite (corroendo a mim)
"e num lampejo, o anjo tornou-se cinzas, caindo por entre meus dedos. eu havia escorrido cada resto de vida dele naquele mar onde tantas esperanças de salvação já foram dissolvidas. e daquele dia em diante, aquela imagem se tornara meu pesadelo íntimo, marca de uma guerra santa, exposta em minha alma."
desisto de encontrar o prêmio que eu já perdi
adaga enferrujada perfurava e a sensação
da morte invadindo as artérias que eu vivi
mas foi quando um anjo desceu do céu e me ofereceu
e enquanto ouvia longe dizer (seus) versos a sumir
"volta pra perto da essência e do amor que deixaste pra trás
e das pessoas que irão sentir a amargura de ver você partir"
o remorso causado por lágrimas
me seguia até o fim da noite (corroendo a mim)
"e num lampejo, o anjo tornou-se cinzas, caindo por entre meus dedos. eu havia escorrido cada resto de vida dele naquele mar onde tantas esperanças de salvação já foram dissolvidas. e daquele dia em diante, aquela imagem se tornara meu pesadelo íntimo, marca de uma guerra santa, exposta em minha alma."
domingo, novembro 06, 2005
cemitério de amores, jardim das rosas mortas
sonhar alto tem seus perigos. como cair do alto, com força, meter a cara no chão. depois, ficar lá, saboreando os cacos do azulejo cobertos de sangue, o gosto amargo de concreto e hemácias. olhar pra frente, o vermelho tomava a cena.
lírios manchados pedindo socorro.
flores, em todos os cantos, espirrando pólen, numa última tentativa de sobrevivência, desesperada. correndo contra o sol, os raios cegando a vista já cega, fazia daquele momento uma cena de piedade, uma criança correndo sem ver o seu destino, se apoiando nos caules espinhosos daquele jardim de rosas mortas. o perfume inebriante de éter emanado fazia daquele lugar um verdadeiro cemitério de amores, pra onde todas as frustações e o remanescente dos corações estilhaçados encontram seu último suspiro e o descanso eterno.
as pétalas espalhadas pelo chão choravam mais e mais, e o murmúrio de lamento delas se propagava entre os troncos retorcidos do que outrora foi um bosque, e ecoava, fazendo parecer vir de todos os lados. até que a criança achou descanso deitando numa lápide, e teve apenas poucos segundos pra se perguntar como havia caído em tal lugar, pois uivos denunciaram a presença de cães ceifadores, que caçam e trazem a morte para qualquer ser vivo que pisasse naquelas terras caídas.
seu único impulso foi correr para longe, entre as árvores, esperançoso. apenas querendo sobreviver. fitou as estrelas um momento antes de tropeçar nas raízes que se ergueram para pará-lo, e caiu de olhos fechados, para nunca mais abrí-los.
lírios manchados pedindo socorro.
flores, em todos os cantos, espirrando pólen, numa última tentativa de sobrevivência, desesperada. correndo contra o sol, os raios cegando a vista já cega, fazia daquele momento uma cena de piedade, uma criança correndo sem ver o seu destino, se apoiando nos caules espinhosos daquele jardim de rosas mortas. o perfume inebriante de éter emanado fazia daquele lugar um verdadeiro cemitério de amores, pra onde todas as frustações e o remanescente dos corações estilhaçados encontram seu último suspiro e o descanso eterno.
as pétalas espalhadas pelo chão choravam mais e mais, e o murmúrio de lamento delas se propagava entre os troncos retorcidos do que outrora foi um bosque, e ecoava, fazendo parecer vir de todos os lados. até que a criança achou descanso deitando numa lápide, e teve apenas poucos segundos pra se perguntar como havia caído em tal lugar, pois uivos denunciaram a presença de cães ceifadores, que caçam e trazem a morte para qualquer ser vivo que pisasse naquelas terras caídas.
seu único impulso foi correr para longe, entre as árvores, esperançoso. apenas querendo sobreviver. fitou as estrelas um momento antes de tropeçar nas raízes que se ergueram para pará-lo, e caiu de olhos fechados, para nunca mais abrí-los.
segunda-feira, outubro 31, 2005
thoughts of a loser, act IV - depression acts, fallen warriors, lost moods
vazio.
.
quem almeija felicidade, prima pela enorme esperança e persistência. esses, que se acreditam e consideram felizes, irradiam o seu estado de espírito, lançando-o aos sete ventos.
eu, já fui, ou sou assim. mas onde foi parar meu estado de espírito? tanto tempo para conseguir encontrar um pouco de equilíbrio, no final das contas um espectro do pretérito (que está mais pra gerúndio) sentou junto à bomba, e a pena saiu voando.
.
doce ironia, agora uma situação inversa.
-
arrependimento mata?
.
(silêncio)
.
de repente, assustado, eu olho pro lado. ouvi uma voz, chamar. parecia a voz daquela pessoa, mas não podia ser, não a essa hora, não nesse lugar. mas era, e eu é que estava perdido.
lugar errado, hora errada, pessoa errada. vida errada.
fogo saindo dos becos, latas queimando, fumaça me atrapalha a ver essa terra destruida. esse horizonte já se fez tão presente...
e por vezes e vezes eu quis sumir, voltar ou mesmo consertar. mas não deu, juro, não deu, não tinha como. e agora eu queimo, queimo, queimo. meu coração se desfez.
por apenas mais uma vez.
contar as estrelas me salvaria
desse fim.
.
quem almeija felicidade, prima pela enorme esperança e persistência. esses, que se acreditam e consideram felizes, irradiam o seu estado de espírito, lançando-o aos sete ventos.
eu, já fui, ou sou assim. mas onde foi parar meu estado de espírito? tanto tempo para conseguir encontrar um pouco de equilíbrio, no final das contas um espectro do pretérito (que está mais pra gerúndio) sentou junto à bomba, e a pena saiu voando.
.
doce ironia, agora uma situação inversa.
-
arrependimento mata?
.
(silêncio)
.
de repente, assustado, eu olho pro lado. ouvi uma voz, chamar. parecia a voz daquela pessoa, mas não podia ser, não a essa hora, não nesse lugar. mas era, e eu é que estava perdido.
lugar errado, hora errada, pessoa errada. vida errada.
fogo saindo dos becos, latas queimando, fumaça me atrapalha a ver essa terra destruida. esse horizonte já se fez tão presente...
e por vezes e vezes eu quis sumir, voltar ou mesmo consertar. mas não deu, juro, não deu, não tinha como. e agora eu queimo, queimo, queimo. meu coração se desfez.
por apenas mais uma vez.
contar as estrelas me salvaria
desse fim.
sábado, outubro 29, 2005
green notebook chronicles, pt XII
(mon corps)
depois da guerra épica
tudo se desfez como
mágica. a alegria
do vilarejo havia
ido com os corpos
que os grandes caminhões
transportavam pra longe
toda a minha felicidade tinha
sido tirada. mes amei, minha
familia, minha juventude
agora, só me resta a morte
depois da guerra épica
tudo se desfez como
mágica. a alegria
do vilarejo havia
ido com os corpos
que os grandes caminhões
transportavam pra longe
toda a minha felicidade tinha
sido tirada. mes amei, minha
familia, minha juventude
agora, só me resta a morte
green notebook chronicles, pt XI
até o ultimo suspiro dado naquela noite, eu havia pensado mais do que nunca. pela ultima vez, olhei pela janela e vi as nuvens escondendo a lua, como se precisasse protege-la das pessoas aqui embaixo. a televisão desligada, a luz apagada. teto azul, trste, refletindo meu estado. será que ele se sente assim? sozinho, coração vazio? tetos não falam, apenas observam a um garoto perdido, sonhando com uma felicidade inexistente.
green notebook chronicles, pt X
carros importados e carros ao pedaços. vidros blindados e vidros inexistentes. olho aberto, fech, ab, fechad, aberto. ainda falta um pouco. arrancaram o adesivo "156" que eu tanto quero. o onibus balança muuuuuuito. "po, para a merda do onibus, tou tentando escrever!". 4708.
green notebook chronicles, pt IX
luzes apagadas, é essa a impressão que a minha vida tá dando a cada dia que se passa. eu ando sem saber pra onde nem porque, guiado por uma voz que, agora que eu prestei atenção, vem da minha cabeça. me conduz do nada ao nada.
passos inúteis
procuro um rosto
no escuro do meu quarto
mas ainda estou longe
demais
pra tocar suas mãos
passos inúteis
procuro um rosto
no escuro do meu quarto
mas ainda estou longe
demais
pra tocar suas mãos
green notebook chronicles, pt VIII
"e caminhamos de mãos dadas por trafalgar square naquela manhã de setembro."
green notebook chronicles, pt VI
fios que fazem pular as marionetes não se romperão tão cedo na cidade da chuva (que agora pode ser chamada de cidade dos espelhos) onde todos parecem meros reflexos, onde o original já se distorceu devido às aguas passageiras.
andar entre um bando de corpos-sem-personalidade uniformizados é como andar em uma cidade fantasma. vazia, essa sensação de ser um dos poucos sobreviventes. olha a janela, derrama uma ou outra lágrima, com a certeza de que amanhã provavelmente não será um bom dia.
andar entre um bando de corpos-sem-personalidade uniformizados é como andar em uma cidade fantasma. vazia, essa sensação de ser um dos poucos sobreviventes. olha a janela, derrama uma ou outra lágrima, com a certeza de que amanhã provavelmente não será um bom dia.
green notebook chronicles, pt V
tudo se encaixa agora, a felicidade é relativa, dependente de um ponto de vista. triste, pois se o observador for um garoto pessimista, por mais que aparente, nunca vai estar feliz. assim como os otimistas, por mais fodidos que estejam, sempre estarão vendo a felicidade em cada pequena coisa. eu vejo a tristeza pelos caminhos que trilho a cada dia que acordo. e continua, fala, fala, mas não diz nada, não consegue. as palavras que sempre surgiram com a maior das facilidades se tornam cada vez mais escassas.
falta algo
?
falta algo
?
sexta-feira, outubro 28, 2005
green notebook chronicles, pt IV
palavras se confundem
com gritos e lamúria
armas de fogo despejam
toda sua fúria
sua nação inescrupulada
sua política exagerada
vão acabar culminando
na vida alheia acabando
bombas que queimam os
jardins do oriente médio
lançadas loucamente
pra acabar com o tédio
dos donos ricos do mundo
que o escavam bem fundo
pra encher a banheira
de petróleo e sangue.
com gritos e lamúria
armas de fogo despejam
toda sua fúria
sua nação inescrupulada
sua política exagerada
vão acabar culminando
na vida alheia acabando
bombas que queimam os
jardins do oriente médio
lançadas loucamente
pra acabar com o tédio
dos donos ricos do mundo
que o escavam bem fundo
pra encher a banheira
de petróleo e sangue.
green notebook chronicles, pt III
é, garoto, sua vida sofreu mais uma mudança. é um novo começo, quem sabe dessa vez você se acerta. ainda não dá pra imaginar o futuro desse jeito, sim, é cedo e também não é pra menos, afinal forma quatro semestres, cada um com um ponto de vista diferente.
no primeiro, depressão.
no segundo, esperanças.
no terceiro, uma pseudo-superação que quase o convenceu.
e finalmente, no quarto, veio a certeza de que á muito o que amadurecer ainda. ao final desses dois anos, a recompensa não poderia ter sido melhor: uma pura e perfeita amizade. mesmo assim, a vida continua, meu caro. mesmo que o último ato dessa peça já tenha sido escrito.
sim, mudanças são difíceis de serem realizadas, e mais difícil ainda é assimilá-las. mas quem sabe não é melhor?
agora, comece a olhar outros condomínios, esqueça o teto por algumas horas, viva. afinal, foi sempre essa a sua reclamação, garoto, a falta de viver,
e por aí vai...
no primeiro, depressão.
no segundo, esperanças.
no terceiro, uma pseudo-superação que quase o convenceu.
e finalmente, no quarto, veio a certeza de que á muito o que amadurecer ainda. ao final desses dois anos, a recompensa não poderia ter sido melhor: uma pura e perfeita amizade. mesmo assim, a vida continua, meu caro. mesmo que o último ato dessa peça já tenha sido escrito.
sim, mudanças são difíceis de serem realizadas, e mais difícil ainda é assimilá-las. mas quem sabe não é melhor?
agora, comece a olhar outros condomínios, esqueça o teto por algumas horas, viva. afinal, foi sempre essa a sua reclamação, garoto, a falta de viver,
e por aí vai...
green notebook chronicles, pt II
qual é o sentido num mundo onde tempo é dinheiro, se a pressa é inimiga da perfeição? o dinheiro não é pra sempre, o céu e o inferno não cobram taxa de admissão.
no purgatório, somos todos mendigos, implorando pela esmola chamada "vida eterna".
no purgatório, somos todos mendigos, implorando pela esmola chamada "vida eterna".
green notebook chronicles, pt I
cinza, cor da estaticidade, uma cor morta, quieta, faz sentido a vida monótona de um garoto (que a cada dia deixa um pouco da sua mente pra trás) ser cada vez mais acinzentada. as pessoas a volta dele não passam (em sua maioria) de bonecos sem vida, que seguem a linha que lhes foi imposta. seus olhos, sempre acinzentados, não tem brilho. suas vidas falsas não tem fogo.
e continua o silêncio assassino.
as pessoas falam, falam, mas eu só escuto "biiiiiiiiiiiin".
está na hora de mudar de estação, mas me parece que o botão do rádio quebrou.
e continua o silêncio assassino.
as pessoas falam, falam, mas eu só escuto "biiiiiiiiiiiin".
está na hora de mudar de estação, mas me parece que o botão do rádio quebrou.
quinta-feira, outubro 27, 2005
stars, pt III
muita coisa já se passou desde aquele primeiro dia.
aquele primeiro olhar, palavras, contato.
e como o fogo que nasceu de uma pequena faísca
vira chamas e consome tudo a sua volta, assim.
ora adormecido, pelas circunstâncias.
ora mais vivo do que nunca, pela sua presença.
mas sempre,
amor.
e agora perco as palavras, engasgo.
não consigo dizer o que penso, ou o que sinto.
e tudo que parecia tão simples, hoje se mostra
algo gigantesco, complexo. indecifrável.
e a sensação de estar em tua presença, me faz flutuar.
viajar pra longe longe, me sentindo tão leve.
presença, algo que inebria, contagia.
magia.
sentimento puro, dificil de entender.
nada como sonhar contigo.
contar as estrelas.
dançar abraçado.
sentir.
ser.
seu.
para sempre.
todo o sempre.
talvez,
aquele primeiro olhar, palavras, contato.
e como o fogo que nasceu de uma pequena faísca
vira chamas e consome tudo a sua volta, assim.
ora adormecido, pelas circunstâncias.
ora mais vivo do que nunca, pela sua presença.
mas sempre,
amor.
e agora perco as palavras, engasgo.
não consigo dizer o que penso, ou o que sinto.
e tudo que parecia tão simples, hoje se mostra
algo gigantesco, complexo. indecifrável.
e a sensação de estar em tua presença, me faz flutuar.
viajar pra longe longe, me sentindo tão leve.
presença, algo que inebria, contagia.
magia.
sentimento puro, dificil de entender.
nada como sonhar contigo.
contar as estrelas.
dançar abraçado.
sentir.
ser.
seu.
para sempre.
todo o sempre.
talvez,
terça-feira, outubro 25, 2005
janelas
então tudo parece longe
mais do que sempre foi
e percebo que alcançar algo
já é uma tarefa impossivel
e de longe vejo voarem
andorinhas brancas como
leite, e me recordo de
dias mais felizes.
abraços e palavras perdidas
voltam para se despedir, apenas
mais uma vez, com um adeus
melancólico, de quem um dia
já esteve tão perto de
tanta felicidade.
mais do que sempre foi
e percebo que alcançar algo
já é uma tarefa impossivel
e de longe vejo voarem
andorinhas brancas como
leite, e me recordo de
dias mais felizes.
abraços e palavras perdidas
voltam para se despedir, apenas
mais uma vez, com um adeus
melancólico, de quem um dia
já esteve tão perto de
tanta felicidade.
segunda-feira, outubro 24, 2005
stars, pt II
'-oi, você vem sempre aqui?
-venho, e você?
-só quando eu sinto que você vai vir.
-e você vem contar as estrelas que nem eu?
-venho sim. as vezes eu peço respostas pra elas.
-elas são tão lindas, me lembram seus olhos.'
e foi esse o diálogo que iniciou uma daquelas longas conversas na qual duas pessoas trocavam olhares indecifráveis por distâncias enormes. e trazia de novo algo que a muito se encontrava enterrado no fundo das páginas de um caderno amarelado pelo passar dos anos, e alguns sonhos que foram sonhados em palavras de amor.
e mais uma vez, o coração batia mais rápido só de ver o nome subindo ali no cantinho, e várias coisas se passavam naquela cabeça.
'ninguém me faz sentir como você me faz.
ninguém me entende como você me entende.
ninguém faz a diferença, como você faz.'
e hoje, mesmo podendo me ouvir, receio que o tempo tenha apagado as pegadas que deixamos naquela praia que sonhamos caminhar, e teu cheiro tenha sumido da nossa pousada, onde fomos tão felizes.
'sinto agonia, medo, tristeza, arrependimento.
e me sinto extremamente perdido.
sinto que a cada dia eu vou ficando pior.
falta você aqui, pra me guiar novamente...'
e o futuro me vira a cabeça, como fez com você um dia.
e as estrelas lá no céu... são como seus olhos me olhando, mas tão longe, que não dá pra alcançar. mas ao mesmo tempo, ali, inspirando confiança.
tempo passa, coisas mudam.
queria que o tempo tivesse parado, a um ano e pouco atrás.
.
stars above us.
-venho, e você?
-só quando eu sinto que você vai vir.
-e você vem contar as estrelas que nem eu?
-venho sim. as vezes eu peço respostas pra elas.
-elas são tão lindas, me lembram seus olhos.'
e foi esse o diálogo que iniciou uma daquelas longas conversas na qual duas pessoas trocavam olhares indecifráveis por distâncias enormes. e trazia de novo algo que a muito se encontrava enterrado no fundo das páginas de um caderno amarelado pelo passar dos anos, e alguns sonhos que foram sonhados em palavras de amor.
e mais uma vez, o coração batia mais rápido só de ver o nome subindo ali no cantinho, e várias coisas se passavam naquela cabeça.
'ninguém me faz sentir como você me faz.
ninguém me entende como você me entende.
ninguém faz a diferença, como você faz.'
e hoje, mesmo podendo me ouvir, receio que o tempo tenha apagado as pegadas que deixamos naquela praia que sonhamos caminhar, e teu cheiro tenha sumido da nossa pousada, onde fomos tão felizes.
'sinto agonia, medo, tristeza, arrependimento.
e me sinto extremamente perdido.
sinto que a cada dia eu vou ficando pior.
falta você aqui, pra me guiar novamente...'
e o futuro me vira a cabeça, como fez com você um dia.
e as estrelas lá no céu... são como seus olhos me olhando, mas tão longe, que não dá pra alcançar. mas ao mesmo tempo, ali, inspirando confiança.
tempo passa, coisas mudam.
queria que o tempo tivesse parado, a um ano e pouco atrás.
.
stars above us.
sábado, outubro 15, 2005
forgettttt
justo quando a vida tava indo pro lado certo
você tropeçou e ficou no chão, chorando.
foi pra casa e não quis saber de nada.
e você esqueceu de novo...
tudo que importava, tudo que fazia feliz
pois apenas uma queda é capaz de te destruir
você perdeu de novo as forças, sem olhar pros lados
e ver que nem tudo estava perdido, era só o agora.
e você esqueceu de novo...
você tropeçou e ficou no chão, chorando.
foi pra casa e não quis saber de nada.
e você esqueceu de novo...
tudo que importava, tudo que fazia feliz
pois apenas uma queda é capaz de te destruir
você perdeu de novo as forças, sem olhar pros lados
e ver que nem tudo estava perdido, era só o agora.
e você esqueceu de novo...
sábado, outubro 08, 2005
morning depression (concept car)
o cheiro da manhã me devolve da ficção
que as madrugadas me remetem e eu vou
para longe, longe, e sempre acabo perdendo
os limites entre o chão no qual bato a cara
e o céu que me traz flores com a cor vermelha
como sangue. fluindo como um rio, lágrimas
ou algo parecido, tonalidade saturada ou
luz demais, não sei se é algo da minha mente
ou realmente sangro, não sei nem se penso, se
estou dormindo. e quando um estalo faz pop na
madeira alaranjada acordo acordado ou será que
perdi de novo a noção? o caminhão e o ônibus ainda
sobem a rua pela décima quinta vez, mas pra eles não.
meus segundos que se tornaram mais longos do que de
costume e eu continuo navegando, remando, remando, mas
a porta bateu e o navio afundou. e o monitor resolveu
tomar forma de novo, pro meu desespero.
realmente, computadores me deprimem. madrugadas sem
sono também, principalmente quando elas amanhecem e
eu continuo com cara de nada na frente dessa tela.
(pelo menos dessa vez não é o teto.)
fui e voltei, mas ainda estou aqui.
fui e voltei.
fui e voltei.
fui e não voltei.
praonde?
viajeinaminhaprópriahistóriadenovo.
m e t i r a d a q u i
a realidade nem tá tão salgada assim.
and i'm glad to be back.
que as madrugadas me remetem e eu vou
para longe, longe, e sempre acabo perdendo
os limites entre o chão no qual bato a cara
e o céu que me traz flores com a cor vermelha
como sangue. fluindo como um rio, lágrimas
ou algo parecido, tonalidade saturada ou
luz demais, não sei se é algo da minha mente
ou realmente sangro, não sei nem se penso, se
estou dormindo. e quando um estalo faz pop na
madeira alaranjada acordo acordado ou será que
perdi de novo a noção? o caminhão e o ônibus ainda
sobem a rua pela décima quinta vez, mas pra eles não.
meus segundos que se tornaram mais longos do que de
costume e eu continuo navegando, remando, remando, mas
a porta bateu e o navio afundou. e o monitor resolveu
tomar forma de novo, pro meu desespero.
realmente, computadores me deprimem. madrugadas sem
sono também, principalmente quando elas amanhecem e
eu continuo com cara de nada na frente dessa tela.
(pelo menos dessa vez não é o teto.)
fui e voltei, mas ainda estou aqui.
fui e voltei.
fui e voltei.
fui e não voltei.
praonde?
viajeinaminhaprópriahistóriadenovo.
m e t i r a d a q u i
a realidade nem tá tão salgada assim.
and i'm glad to be back.
stars, pt I
todo dia quando eu voltava do colégio, eu passava por um beco que, no fundo, um dia ou outro, tinha uma garota sentada olhando as estrelas. e por mais que eu quisesse me juntar a ela, algo me impedida, e me fazia continuar andando, e andando. mas uma noite dessas, ela apareceu na entrada do beco, e disse que estava me esperando. foi quando meu coração bateu mais rápido.
então, um dia ou outro, ele acelerava. era quando eu sentava e olhava as estrelas, lá do fundo do beco, de mãos dadas. e foi assim, por muitas noites felizes, um pouco mais estreladas, quando de repente apareciam pontos brilhantes no céu, e um ponto brilhante aqui na cidade.
mas nem toda felicidade é eterna.
um dia, havia muitas estrelas no céu, mas ela não estava ali. e eu apenas segui andando, como se todo aquele tempo tivesse sumido. nunca havia existido beco nem estrelas, e foi com essa impressão que eu voltei pra casa aquela noite.
e depois de muito tempo, ela me surpreende.
e aquela sensação de boca seca aparece de novo, com um "oi" e um sorriso. mas dessa vez, eu não entrava no beco, nem parava pra olhar o céu. e ela voltava pro fundo do beco, sentava, e ficava ali.
e eu olhava de longe...
como se esperasse ela voltar, mas eu também não queria, ou pelo menos não podia. e voltei a me limitar a olhar apenas, e algo me impede, e me faz continuar andando, e andando. e tem sido assim, por toda a eternidade.
então, um dia ou outro, ele acelerava. era quando eu sentava e olhava as estrelas, lá do fundo do beco, de mãos dadas. e foi assim, por muitas noites felizes, um pouco mais estreladas, quando de repente apareciam pontos brilhantes no céu, e um ponto brilhante aqui na cidade.
mas nem toda felicidade é eterna.
um dia, havia muitas estrelas no céu, mas ela não estava ali. e eu apenas segui andando, como se todo aquele tempo tivesse sumido. nunca havia existido beco nem estrelas, e foi com essa impressão que eu voltei pra casa aquela noite.
e depois de muito tempo, ela me surpreende.
e aquela sensação de boca seca aparece de novo, com um "oi" e um sorriso. mas dessa vez, eu não entrava no beco, nem parava pra olhar o céu. e ela voltava pro fundo do beco, sentava, e ficava ali.
e eu olhava de longe...
como se esperasse ela voltar, mas eu também não queria, ou pelo menos não podia. e voltei a me limitar a olhar apenas, e algo me impede, e me faz continuar andando, e andando. e tem sido assim, por toda a eternidade.
segunda-feira, setembro 26, 2005
16 days to heaven
então outra manhã acordo com o relógio a soar
apenas onze horas e eu já estava a pensar naquele
dia que viria pra me levar pra aquele canto
da estrada que trazia mil lembranças
e com razão
contava os dias e as horas pra que eu pudesse ver
aquela cena novamente onde eu tinha você em meus braços
por um instante que durava eternidade
enquanto o onibus nos levava pra fora dessa cidade
e o coração
acelerava e os olhos brilhavam claros como o sol
e o reflexo da estrada imprimido no farol
tornava esse aquele dia especial
um dia a mais que foi riscado no calendário de papel
me deixava ansioso pra poder tocar o céu de novo e
caminhar por entre os castelos e montanhas
com você o paraíso era muito mais gostoso
de viver
pois eu sabia finalmente que existia um lugar
onde toda a tristeza nunca poderia entrar
e estragar aquele dia especial
.
um dia no paraíso
.
é tudo que eu preciso
e eu sei que nada vai tirar de mim
a sensação de estar de novo de mãos dadas
com você por só mais uma vez
apenas onze horas e eu já estava a pensar naquele
dia que viria pra me levar pra aquele canto
da estrada que trazia mil lembranças
e com razão
contava os dias e as horas pra que eu pudesse ver
aquela cena novamente onde eu tinha você em meus braços
por um instante que durava eternidade
enquanto o onibus nos levava pra fora dessa cidade
e o coração
acelerava e os olhos brilhavam claros como o sol
e o reflexo da estrada imprimido no farol
tornava esse aquele dia especial
um dia a mais que foi riscado no calendário de papel
me deixava ansioso pra poder tocar o céu de novo e
caminhar por entre os castelos e montanhas
com você o paraíso era muito mais gostoso
de viver
pois eu sabia finalmente que existia um lugar
onde toda a tristeza nunca poderia entrar
e estragar aquele dia especial
.
um dia no paraíso
.
é tudo que eu preciso
e eu sei que nada vai tirar de mim
a sensação de estar de novo de mãos dadas
com você por só mais uma vez
domingo, setembro 25, 2005
nel centro di realtà, resti un bambino
então mais uma vez me pego a fitar o céu
em vão, por um momento que me toca a alma
em vão, por um momento que me toca a alma
sem saber porque, rumos que nunca imaginei tomar
acabam me levando uma outra direção
longe do que esperava
(sensação)
de medo e retrocesso
(num perdão)
procuro encontrar
você
sem ver me envolvi em tantos jogos que já não
me lembro quantas vezes parei pra refletir
sobre os modos e os acasos que vivi até aqui
acabam me levando uma outra direção
longe do que esperava
(sensação)
de medo e retrocesso
(num perdão)
procuro encontrar
você
sem ver me envolvi em tantos jogos que já não
me lembro quantas vezes parei pra refletir
sobre os modos e os acasos que vivi até aqui
por ter levado a vida sempre no limite das emoções
pulando consequências
(estações)
de puras desavenças
(mas perdões)
deixaram encontrar
você
depois da tempestade,
entre os raios de luz
que tanto persegui
achava um sentido
pra toda aquela rotina que por tanto tempo eu vivi
podia voar sobre as águas passadas
avistar os corais de rancores que deixei pra trás
pulando consequências
(estações)
de puras desavenças
(mas perdões)
deixaram encontrar
você
depois da tempestade,
entre os raios de luz
que tanto persegui
achava um sentido
pra toda aquela rotina que por tanto tempo eu vivi
podia voar sobre as águas passadas
avistar os corais de rancores que deixei pra trás
longe do que esperava
pulando consequências
de medo e retrocesso
e puras desavenças
procuro encontrar você
e esquecer os corais de rancores que deixei pra trás
terça-feira, setembro 20, 2005
b e h a p p y
talvez seja melhor assim, andar entre pessoas sem olhar pra trás
não ter porque prender a vida num fio de tristeza.
aprender coisas novas como ver a felicidade num floco de algodão doce.
enquanto andamos pelas ruas da cidade dos ventos, o frenético movimento
das pessoas preocupadas com horários e agendas. reuniões, tudo isso
fica longe do nosso tempo, enquanto ouvimos ataris pelos comodos da casa
de madeira cor-de-mel.
ventos que impulsam nossas mentes e corações para o mesmo caminho e nos
levam a sentir de novo a janela a pintar nossas faces.
andar por novas trilhas sem precisar de mapas.
sem indicações, aventurar-se entre as árvores pois nada
mais conseguirá derrubar.
to simplify all
h a p i n e s s
in our hearts.
.
b e h a p p y
não ter porque prender a vida num fio de tristeza.
aprender coisas novas como ver a felicidade num floco de algodão doce.
enquanto andamos pelas ruas da cidade dos ventos, o frenético movimento
das pessoas preocupadas com horários e agendas. reuniões, tudo isso
fica longe do nosso tempo, enquanto ouvimos ataris pelos comodos da casa
de madeira cor-de-mel.
ventos que impulsam nossas mentes e corações para o mesmo caminho e nos
levam a sentir de novo a janela a pintar nossas faces.
andar por novas trilhas sem precisar de mapas.
sem indicações, aventurar-se entre as árvores pois nada
mais conseguirá derrubar.
to simplify all
h a p i n e s s
in our hearts.
.
b e h a p p y
domingo, setembro 18, 2005
finais
pra todo lugar que se olha
pra toda palavra que se fala
pra todo olhar que se perde
pra toda fala que se mistura
pra toda perda que se supera
pra toda mistura que se acerta
pra toda superação que se recompensa
pra todo acerto que se comemora
pra toda recompensa que se grita
pra toda comemoração que se alegra
pra todo grito que se cala
pra toda alegria que se acaba
há sempre um final.
nem sempre feliz.
nem triste.
nem menos
merecedor de se viver.
carpe diem. mesmo que você se foda no final.
.
pra todo final que se alcança...
... há um novo começo a ser explorado.
pra toda palavra que se fala
pra todo olhar que se perde
pra toda fala que se mistura
pra toda perda que se supera
pra toda mistura que se acerta
pra toda superação que se recompensa
pra todo acerto que se comemora
pra toda recompensa que se grita
pra toda comemoração que se alegra
pra todo grito que se cala
pra toda alegria que se acaba
há sempre um final.
nem sempre feliz.
nem triste.
nem menos
merecedor de se viver.
carpe diem. mesmo que você se foda no final.
.
pra todo final que se alcança...
... há um novo começo a ser explorado.
sexta-feira, setembro 16, 2005
revirando o porão
achei uma caixinha de musica.
e ela cantava canon de pachbell.
e a bailarina dançava dançava dançava.
me fez lembrar o dia que dançamos.
achei também um envelope velho.
pela segunda vez chorei ao ler.
.
papéis velhos com pequenas gotas de sonho.
palavras mais ou menos ordenadas formando canções.
as quais entreguei pra você.
melodias que cantei olhando pela janela
de mãos dadas contigo, enquanto o ônibus
nos levava ao paraíso.
agora imagino o futuro, aquelas pessoas pulando.
ali do lado, te encontro cantando.
olhando em meus olhos.
e nos seus, cantava mais um dia.
voltavamos de mãos dadas de novo
até aquele 72 da bandeirantes.
do fundo da imaginação os trago,
trechos de um filme inacabado que
vieram a tona de repente.
esperando ter de volta
os dias que tanto sonhei.
e ela cantava canon de pachbell.
e a bailarina dançava dançava dançava.
me fez lembrar o dia que dançamos.
achei também um envelope velho.
pela segunda vez chorei ao ler.
.
papéis velhos com pequenas gotas de sonho.
palavras mais ou menos ordenadas formando canções.
as quais entreguei pra você.
melodias que cantei olhando pela janela
de mãos dadas contigo, enquanto o ônibus
nos levava ao paraíso.
agora imagino o futuro, aquelas pessoas pulando.
ali do lado, te encontro cantando.
olhando em meus olhos.
e nos seus, cantava mais um dia.
voltavamos de mãos dadas de novo
até aquele 72 da bandeirantes.
do fundo da imaginação os trago,
trechos de um filme inacabado que
vieram a tona de repente.
esperando ter de volta
os dias que tanto sonhei.
domingo, setembro 04, 2005
métrica incerta
pra onde vai toda essa dor?
pra onde é levado o rancor?
uma vida sem sentido, sem rumo,
caminho sem destino, pobre menino.
chuta uma lata, descobre a recompensa
da vida sem sentido, triste desavença.
futuro incerto que alguém reservou.
e na lata-tristeza, o garoto tropeçou.
chão frio acorda pra finalmente ver
tudo que poderia e iria acontecer.
depender não é, amar sim, é estar consciente,
e eu amo você, no passado, no futuro e no presente.
com todas as letras, de todos os jeitos.
pra sempre e sempre, nossos laços estão feitos.
pra onde é levado o rancor?
uma vida sem sentido, sem rumo,
caminho sem destino, pobre menino.
chuta uma lata, descobre a recompensa
da vida sem sentido, triste desavença.
futuro incerto que alguém reservou.
e na lata-tristeza, o garoto tropeçou.
chão frio acorda pra finalmente ver
tudo que poderia e iria acontecer.
depender não é, amar sim, é estar consciente,
e eu amo você, no passado, no futuro e no presente.
com todas as letras, de todos os jeitos.
pra sempre e sempre, nossos laços estão feitos.
sexta-feira, setembro 02, 2005
canção de inverno
gritos de desespero, silêncio no corredor
mente transtornada, coração faltando amor
discursos sem sentido, tela do computador
me dizendo pra parar de chorar
(procurando por seus braços no meio da escuridão,
apenas as orquídeas para compartilhar
aquela noite sem você)
e então te vejo caminhando pelas rochas
e as estátuas de marfim
e então esqueço que tudo desmoronou
e me deixou olhando assim
porque seus olhos me levaram para um lugar
longe daqui, e por mais que eu precise
nunca mais quero sair
porque teus lábios
me diziam que a história acabou, mas
seu beijo de despedida de repente me acordou
e então sem medo de mãos dadas caminhamos
num lugar sem se importar
e então percebo que tudo acabaria
te deixando abandonar
minha vida.
mente transtornada, coração faltando amor
discursos sem sentido, tela do computador
me dizendo pra parar de chorar
(procurando por seus braços no meio da escuridão,
apenas as orquídeas para compartilhar
aquela noite sem você)
e então te vejo caminhando pelas rochas
e as estátuas de marfim
e então esqueço que tudo desmoronou
e me deixou olhando assim
porque seus olhos me levaram para um lugar
longe daqui, e por mais que eu precise
nunca mais quero sair
porque teus lábios
me diziam que a história acabou, mas
seu beijo de despedida de repente me acordou
e então sem medo de mãos dadas caminhamos
num lugar sem se importar
e então percebo que tudo acabaria
te deixando abandonar
minha vida.
terça-feira, agosto 30, 2005
winter of 05'
nos campos gélidos da europa, um garoto admirava os flocos caindo, enquanto permanecia deitado no colo de uma estátua de mármore.
ele perguntava pro céu coisas que o céu não podia responder.
e ele respirava aquele ar gelado como se esperasse por algo.
ele perguntava pro céu coisas que o céu não podia responder.
e ele respirava aquele ar gelado como se esperasse por algo.
segunda-feira, agosto 29, 2005
good side for a picture
é dificil de acreditar, mas as coisas começaram a andar.
minha vida se tocou que eu tenho pernas, e finalmente, os longos finais de semana que eu passava trancado no quarto pouco a pouco vão sumindo. os laços com o antigo guilherme, aquele que sempre fez me odiar, vão se cortando.
se essa mudança foi pra melhor ou pra pior, sinceramente, não sei. isso só o tempo vai dizer. sim, eu sei, é um puta clichê, mas é a verdade, pois a incerteza vem me comandando já faz um tempo. mas certamente, experiências novas virão.
algumas coisas mudam, eu mudo, a vida muda, e eu vou aprendendo a lidar com certas situações que o antigo não conseguiria nem se imaginar vivendo. e cá estou eu, sendo outro, mas sempre sendo eu mesmo.
aonde eu vou chegar, aonde eu quero chegar, tudo ainda está encoberto, mas não por muito tempo. finalmente, idéias como "minha idéia de felicidade está morta" dão lugar para outras tipo "a minha felicidade só depende de mim mesmo".
L I F E C A N B E S O D U L L
mas se eu quiser, não.
minha vida se tocou que eu tenho pernas, e finalmente, os longos finais de semana que eu passava trancado no quarto pouco a pouco vão sumindo. os laços com o antigo guilherme, aquele que sempre fez me odiar, vão se cortando.
se essa mudança foi pra melhor ou pra pior, sinceramente, não sei. isso só o tempo vai dizer. sim, eu sei, é um puta clichê, mas é a verdade, pois a incerteza vem me comandando já faz um tempo. mas certamente, experiências novas virão.
algumas coisas mudam, eu mudo, a vida muda, e eu vou aprendendo a lidar com certas situações que o antigo não conseguiria nem se imaginar vivendo. e cá estou eu, sendo outro, mas sempre sendo eu mesmo.
aonde eu vou chegar, aonde eu quero chegar, tudo ainda está encoberto, mas não por muito tempo. finalmente, idéias como "minha idéia de felicidade está morta" dão lugar para outras tipo "a minha felicidade só depende de mim mesmo".
L I F E C A N B E S O D U L L
mas se eu quiser, não.
terça-feira, agosto 23, 2005
flores e meteoros, pt II
quando do castelo só sobravam ruínas, eu tive coragem pra voltar
e ver como tudo aquilo havia se tornado pó. no peito, uma pontada.
após todo aquele esforço para sair do buraco, no final foi tudo inútil.
eu poderia ter apodrecido lá, com incerteza, quem sabe seria mais facil.
mas meu coração falou mais alto, persistente como sempre, e me trouxe a isso.
apenas algumas paredes ainda se mantiveram de pé após a tragédia
como se não bastasse, um pedaço do teto havia sobrevivido para rir
da catastrofe que me atingira com tal precisão.
os campos agora apenas traziam restos de flores, que me furavam os pés descalços.
a armadura havia se partido, não passava de uma lembrança.
todos os sentimentos se misturaram por um sublime momento, me trazendo todo o passado de volta a meus olhos. novamente, tudo que eu tinha era dor, sofrimento e arrependimento, por ter visto tudo que importava reduzido a nada.
dei meia volta, e selei meu futuro...
... e o castelo, finalmente veio ao chão.
e ver como tudo aquilo havia se tornado pó. no peito, uma pontada.
após todo aquele esforço para sair do buraco, no final foi tudo inútil.
eu poderia ter apodrecido lá, com incerteza, quem sabe seria mais facil.
mas meu coração falou mais alto, persistente como sempre, e me trouxe a isso.
apenas algumas paredes ainda se mantiveram de pé após a tragédia
como se não bastasse, um pedaço do teto havia sobrevivido para rir
da catastrofe que me atingira com tal precisão.
os campos agora apenas traziam restos de flores, que me furavam os pés descalços.
a armadura havia se partido, não passava de uma lembrança.
todos os sentimentos se misturaram por um sublime momento, me trazendo todo o passado de volta a meus olhos. novamente, tudo que eu tinha era dor, sofrimento e arrependimento, por ter visto tudo que importava reduzido a nada.
dei meia volta, e selei meu futuro...
... e o castelo, finalmente veio ao chão.
segunda-feira, agosto 22, 2005
em everwood...
me peguei dançando sozinho sob a fraca luz do sol nascente, ainda escondido atrás das nuvens, e de repente não estava mais em meu corpo. fui para um lugar diferente. onde haviam montanhas e florestas verdes-musgo, na placa de madeira na entrada da cidade estava escrito everwood, e foi isso que uma voz me disse.
então, numa cabana, ela me abraçou. dançamos valsa, beijamos, sonhamos, ela disse "a casa está cheia de flores e você nem percebeu..." e eu respondi "percebi, lindas as orquídeas". "babaca!" ela respondeu, e me beijou. noites e noites se passaram desde o primeiro abraço, e nunca mais ela ia me soltar. nunca mais eu queria ser solto, também. dançamos valsa, andamos nas florestas, nos beijamos debaixo de uma cerejeira, corremos, "você é tão bonita de admirar", "quando eu te quiser, esteja em casa, esteja na sala", e pra sempre ali eu estaria, sempre.
nós nos beijamos no sofá. dançamos com taças de champagne na mão, nos abraçamos sempre, fizemos amor aquecidos pela lareira. vivemos juntos eu e ela. disse "amo amo amo você". "também amo você", mas de repente uma voz me acordou daquele transe.
"em everwood, é tempo de abraços".
então, numa cabana, ela me abraçou. dançamos valsa, beijamos, sonhamos, ela disse "a casa está cheia de flores e você nem percebeu..." e eu respondi "percebi, lindas as orquídeas". "babaca!" ela respondeu, e me beijou. noites e noites se passaram desde o primeiro abraço, e nunca mais ela ia me soltar. nunca mais eu queria ser solto, também. dançamos valsa, andamos nas florestas, nos beijamos debaixo de uma cerejeira, corremos, "você é tão bonita de admirar", "quando eu te quiser, esteja em casa, esteja na sala", e pra sempre ali eu estaria, sempre.
nós nos beijamos no sofá. dançamos com taças de champagne na mão, nos abraçamos sempre, fizemos amor aquecidos pela lareira. vivemos juntos eu e ela. disse "amo amo amo você". "também amo você", mas de repente uma voz me acordou daquele transe.
"em everwood, é tempo de abraços".
domingo, agosto 21, 2005
cherries for you
- o que é isso? - ela perguntou, com um leve sorriso.
- isso é um colar. com pequenas cerejas de vidro. espero que você goste... - realmente, ele esperava mesmo. depois de colocado, o colar veio a se encontrar no meio de dois corpos que se abraçavam e se beijavam com muito amor. então, de mãos dadas caminharam pelo parque, observando as pessoas que passavam e era como se fossem apenas projeções, pois nada mais importava para aqueles dois. aquela era apenas mais uma volta como tantas que deram ao longo desses dois anos que passaram juntos.
foi então que uma tragédia abalou para sempre aquele corações frágeis. um carro desgovernado entrou no meio do parque, e deslizou em direção à garota. ela acordou no hospital, assustada, perguntando pelo namorado. a enfermeira então disse que em minutos alguém viria esclarecer todas as duvidas.
o médico disse que ela havia apenas sofrido arranhões na perna devido a uma queda, e que perdera a consciencia por causa do susto. mas ela não queria saber dela, ela não importava, queria saber se o namorado estava bem. foi na hora que ela olhou a expressão de tristeza na cara do médico, e os olhos dele percorrendo o rosto daquela garota denunciaram o ocorrido. uma lágrima foi derramada, mas ela logo engoliu o choro contra sua vontade, pois sabia que onde quer que ele estivesse, estaria olhando por ela, e a ultima coisa que queria ver depois de tudo era ela sofrendo.
os anos foram passando, e aquela garota nunca mais havia recuperado o sorriso e o brilho dos olhos. ela havia se tornado fria, aparentemente sem sentimentos, mas com um grande amor adormecido por dentro. então, num dia frio de dezembro, celebrava-se o natal, e aquela mesma menina havia se tornado mulher, e estava sentada numa cadeira, sozinha no canto de uma sala de reuniões. ela fitava um copo cheio de água, e via o mundo distorcido. até que se deu conta de que um amigo estava parado em sua frente, com uma caixinha embrulhada com papel decorado.
- feliz natal adiantado pra você... - e a garota percebia claramente que ele estava embaraçado, com o rosto corado.
- ah, obrigada... é muita gentileza sua e... - então as palavras ficaram presas na garganta. dentro do embrulho, um colar com cerejas, igual ao que o namorado havia dado à ela anos atrás. então, o coração dela disparou, e o brilho nos olhos subitamente voltou, enquanto ela analisava melhor o rosto daquele à quem ele nunca dera muita atenção.
- o que foi, você não gostou? - perguntou, preocupado. - ouvi dizer que você gosta de cerejas, então eu pensei que... - ele se perdia em explicações enquanto ela apenas observava.
- adorei o presente. muito obrigada mesmo. eu estava indo tomar café, você me faz companhia? - ela disse, com um notável sorriso.
no dia seguinte, acordou mais disposta do que nunca, e seguiu rumo à firma onde trabalhava. desceu as escadas com pressa, e sorriu ao ver ele esperando junto à porta. conversaram um pouco, e foram cada um para a sua sala, e pela primeira vez, aquela menina mulher sentiu ansiedade pelo horário do almoço.
- isso é um colar. com pequenas cerejas de vidro. espero que você goste... - realmente, ele esperava mesmo. depois de colocado, o colar veio a se encontrar no meio de dois corpos que se abraçavam e se beijavam com muito amor. então, de mãos dadas caminharam pelo parque, observando as pessoas que passavam e era como se fossem apenas projeções, pois nada mais importava para aqueles dois. aquela era apenas mais uma volta como tantas que deram ao longo desses dois anos que passaram juntos.
foi então que uma tragédia abalou para sempre aquele corações frágeis. um carro desgovernado entrou no meio do parque, e deslizou em direção à garota. ela acordou no hospital, assustada, perguntando pelo namorado. a enfermeira então disse que em minutos alguém viria esclarecer todas as duvidas.
o médico disse que ela havia apenas sofrido arranhões na perna devido a uma queda, e que perdera a consciencia por causa do susto. mas ela não queria saber dela, ela não importava, queria saber se o namorado estava bem. foi na hora que ela olhou a expressão de tristeza na cara do médico, e os olhos dele percorrendo o rosto daquela garota denunciaram o ocorrido. uma lágrima foi derramada, mas ela logo engoliu o choro contra sua vontade, pois sabia que onde quer que ele estivesse, estaria olhando por ela, e a ultima coisa que queria ver depois de tudo era ela sofrendo.
os anos foram passando, e aquela garota nunca mais havia recuperado o sorriso e o brilho dos olhos. ela havia se tornado fria, aparentemente sem sentimentos, mas com um grande amor adormecido por dentro. então, num dia frio de dezembro, celebrava-se o natal, e aquela mesma menina havia se tornado mulher, e estava sentada numa cadeira, sozinha no canto de uma sala de reuniões. ela fitava um copo cheio de água, e via o mundo distorcido. até que se deu conta de que um amigo estava parado em sua frente, com uma caixinha embrulhada com papel decorado.
- feliz natal adiantado pra você... - e a garota percebia claramente que ele estava embaraçado, com o rosto corado.
- ah, obrigada... é muita gentileza sua e... - então as palavras ficaram presas na garganta. dentro do embrulho, um colar com cerejas, igual ao que o namorado havia dado à ela anos atrás. então, o coração dela disparou, e o brilho nos olhos subitamente voltou, enquanto ela analisava melhor o rosto daquele à quem ele nunca dera muita atenção.
- o que foi, você não gostou? - perguntou, preocupado. - ouvi dizer que você gosta de cerejas, então eu pensei que... - ele se perdia em explicações enquanto ela apenas observava.
- adorei o presente. muito obrigada mesmo. eu estava indo tomar café, você me faz companhia? - ela disse, com um notável sorriso.
no dia seguinte, acordou mais disposta do que nunca, e seguiu rumo à firma onde trabalhava. desceu as escadas com pressa, e sorriu ao ver ele esperando junto à porta. conversaram um pouco, e foram cada um para a sua sala, e pela primeira vez, aquela menina mulher sentiu ansiedade pelo horário do almoço.
segunda-feira, agosto 15, 2005
imagine um dia, um conto de fadas
me imagino, daqui a mais ou menos um ano, numa dessas noites tristes e entediantes (pois eu se que isso não vai mudar tão cedo).
dou uma ligação, ouço ela confirmar com satisfação, pois também estava entediada e sem sono.
eu desço até a garagem, dou a partida na velha belina verde, e dirijo até a avenida.
ela entra no carro, me dá um beijo de boa noite e parabéns, coloca no rádio minha musica favorita, deita a cabeça no meu ombro.
vai cantando até que chegamos naquele restaurante com pista de dança, com as paredes vermelhas e brancas.
o calendário com fotos antigas marcava 17 de setembro, dançavamos ao som de cap'n jazz, felizes.
um ano havia se passado desde aquele primeiro beijo, aquele primeiro show juntos, aquela primeira emoção.
mais e mais madrugadas como essa já haviam se passado desde então, me deixando bem feliz.
noites onde duas pessoas que muito se gostam se encontram e juntos dão um jeito de matar o tédio que assola suas vidas.
juntos, nós dançamos, rimos, e nos fazemos felizes.
juntos, nós dois.
quem sabe um dia a gente constrói nossa própria cidade.
livres para podermos ser o que quisermos, sem ninguém para ditar as regras ou limitar nossas vontades.
.
dou uma ligação, ouço ela confirmar com satisfação, pois também estava entediada e sem sono.
eu desço até a garagem, dou a partida na velha belina verde, e dirijo até a avenida.
ela entra no carro, me dá um beijo de boa noite e parabéns, coloca no rádio minha musica favorita, deita a cabeça no meu ombro.
vai cantando até que chegamos naquele restaurante com pista de dança, com as paredes vermelhas e brancas.
o calendário com fotos antigas marcava 17 de setembro, dançavamos ao som de cap'n jazz, felizes.
um ano havia se passado desde aquele primeiro beijo, aquele primeiro show juntos, aquela primeira emoção.
mais e mais madrugadas como essa já haviam se passado desde então, me deixando bem feliz.
noites onde duas pessoas que muito se gostam se encontram e juntos dão um jeito de matar o tédio que assola suas vidas.
juntos, nós dançamos, rimos, e nos fazemos felizes.
juntos, nós dois.
quem sabe um dia a gente constrói nossa própria cidade.
livres para podermos ser o que quisermos, sem ninguém para ditar as regras ou limitar nossas vontades.
.
domingo, agosto 14, 2005
buona notte (13/01/05)
as luzes das casas lá fora apagadas dão a sensação de vazio, de solidão.
silêncio da madrugada, um silêncio que faz meus tímpanos quase explodirem com tal calmaria.
pessoas com passos rapidos e sussurros abafados cruzam a avenida, enquanto o frio penetra seus agasalhos.
eu estou aqui, sozinho, aquecido sob a luz do meu quarto, mas a falta da tua presença me congela a alma, e nem o mais quente cobertor pode fazer meu coração silenciar o ruído dessa geada. é triste estar aqui, é triste estar sem você.
acho que seu sorriso me aqueceria agora.
acho que você não vem.
acho que vou até a cozinha, acalmar minha saudade com um gole de chocolate quente
(que não é tão doce quanto o sabor de estar ao teu lado).
acho que vou dormir.
sonhar com você.
boa noite.
silêncio da madrugada, um silêncio que faz meus tímpanos quase explodirem com tal calmaria.
pessoas com passos rapidos e sussurros abafados cruzam a avenida, enquanto o frio penetra seus agasalhos.
eu estou aqui, sozinho, aquecido sob a luz do meu quarto, mas a falta da tua presença me congela a alma, e nem o mais quente cobertor pode fazer meu coração silenciar o ruído dessa geada. é triste estar aqui, é triste estar sem você.
acho que seu sorriso me aqueceria agora.
acho que você não vem.
acho que vou até a cozinha, acalmar minha saudade com um gole de chocolate quente
(que não é tão doce quanto o sabor de estar ao teu lado).
acho que vou dormir.
sonhar com você.
boa noite.
ao vento teus olhos ardem (15/01/05)
ao vento teus olhos ardem
a ponte implantada move o curso
da vida em teu interior
e teu semblante ja não mais resplandece
teu peito não exalta mais calor
vingado agora permanece bem
em teu leito jaz o som
do silencio da morte afônica
a berrar por teu perdão
falido você me deixou aqui
perdido e sem ter pra quem
chorar pois estou como ti
morto, miserável, morto
andando entre casas destroçadas
vejo você a implorar
por um punhado de dignidade falsa
pois agora é alma penada e fria
e sua memória de nada adianta
pois fica sempre a procurar
por fragmentos de felicidade
que tua avareza nunca te deixou achar
e cego você permanece aqui
e a bondade não existe mais pra ti
e nunca mais você daqui vai fugir
e agora não mais irá sair daqui
a ponte implantada move o curso
da vida em teu interior
e teu semblante ja não mais resplandece
teu peito não exalta mais calor
vingado agora permanece bem
em teu leito jaz o som
do silencio da morte afônica
a berrar por teu perdão
falido você me deixou aqui
perdido e sem ter pra quem
chorar pois estou como ti
morto, miserável, morto
andando entre casas destroçadas
vejo você a implorar
por um punhado de dignidade falsa
pois agora é alma penada e fria
e sua memória de nada adianta
pois fica sempre a procurar
por fragmentos de felicidade
que tua avareza nunca te deixou achar
e cego você permanece aqui
e a bondade não existe mais pra ti
e nunca mais você daqui vai fugir
e agora não mais irá sair daqui
volta (06/02/05)
casa vazia
eu vazio
aqui sozinho
aqui, tudo muito estranho
sonhos estranhos
sonhos bons
sonhos que me confundem
sonhos bonitos
vida sem graça
vida parada
vida vazia
eu grito por socorro
casa vazia
ninguem me ouve
volta...
eu vazio
aqui sozinho
aqui, tudo muito estranho
sonhos estranhos
sonhos bons
sonhos que me confundem
sonhos bonitos
vida sem graça
vida parada
vida vazia
eu grito por socorro
casa vazia
ninguem me ouve
volta...
a tragédia da vida (01/03/05)
sabe, quando tudo parece que não vai dar certo
e seu mundo parece desmoronar ante seus pés
e todo e qualquer esforço parece não surtir efeito
sempre parecendo que não há um jeito
de saltar fora dessa peça maldita que encenamos
durante nossas longas e batidas vidas
à tragédia, ato triste com final melancólico
aquele que move nossas vidas contrastando com a comédia
de nossas mais sinceras felicidades.
à vida, um teatro que nos mata ao fechar suas longas cortinas vermelhas.
e seu mundo parece desmoronar ante seus pés
e todo e qualquer esforço parece não surtir efeito
sempre parecendo que não há um jeito
de saltar fora dessa peça maldita que encenamos
durante nossas longas e batidas vidas
à tragédia, ato triste com final melancólico
aquele que move nossas vidas contrastando com a comédia
de nossas mais sinceras felicidades.
à vida, um teatro que nos mata ao fechar suas longas cortinas vermelhas.
cap'n jazz (23/05/05)
it`s all about playing;
don`t matter what the
hell happens in life,
just put your cap on
and go have some fun.
- - - - - - - - - - - -
don`t matter what the
hell happens in life,
just put your cap on
and go have some fun.
- - - - - - - - - - - -
a valsa da estação
saí daquele lugar abafado por mais uma vez, correndo de ônibus em direção ao metrô, munido apenas de um discman e um punhado de coragem. comprei o bilhete e desci as escadas barulhentas até a plataforma, mas os vagões não haviam chegado. então, me sentei nos bancos e liguei o discman, e a musica começou a se desenrolar em meus ouvidos. eu havia largado as mesmas batidas de sempre por um tempo, estava ouvindo uma batida meio jazz com pop, numa lingua que eu não entendia, mas acho que captava o que a mulher estava tentando dizer com aquelas palavras. ao ver o trem chegando, me veio subitamente a lembrança de quando eu passava ali quase todo dia, varando a metrópole da chuva de ponta a ponta e saindo em busca de um algo mais, e me veio uma saudade. sorri, bons tempos aqueles. agora eu raramente descia até a estação, pois a responsabilidade da universidade me tomava praticamente todo o tempo livre, e mesmo que não tomasse, é deprimente não ter alguém pra segurar minha mão enquanto o trem viaja. foi então que a velha sentada a minha frente me perguntou porque eu chorava assim. eu finji que não ouvi, finji que o som estava alto, e ela virou-se pro lado, com uma expressão de pena na cara. então mergulhei nas minhas melancolias de novo. o cd já estava na metade, e uma baladinha tocada a violão e piano acompanhava aquela linda voz, que me trazia de volta uma série de lembranças, que serviam de combustivel para aquelas lágrimas que brotavam repentinamente.
as pessoas que estavam no mesmo vagão me encaravam como a velha, com cara de pena, compaixão, e apesar da tristeza, eu sentia um pouco raiva, pois não queria que eles sentissem dó de mim. eu chorava até os olhos não aguentarem mais, mas mesmo vermelhos eles enxergavam as pessoas sussurrando e apontando pra mim. não queria isso, queria apenas chorar em paz, sentir o trem deslizar pela cidade, isso me acalmava. então, foi anunciada a estação de baldeação, e o vagão ficou vazio. a porta do outro lado se abriu, e várias pessoas começaram a entrar. mais e mais pessoas, e quando percebi, já havia duzias delas em pé na minha frente, todas encarando em silêncio, ora eu, ora a poça de água ali no chão. senti um vazio enorme, e uma vontade louca de sair dali, mas ainda não era minha parada. pedi pra que o trem fosse logo, estava começando a ficar claustrofóbico no meio daquelas pessoas que me fitavam com tanta concentração. daria tudo pra sair dalí. então, logo na próxima parada, eu saí e corri para fora da estação. a luz do sol me bombardeou, e meu olho ardeu mais do que já ardia. o cd acabou, o discman começou a tocar ele de novo, e a velha ficou para trás. me peguei andando sem rumo, e parei na frente daquela enorme ponte, caminhei devagar até o meio dela e me debrucei no parapeito, e fiquei mais de meia hora ali, admirando a agua jorrando da fonte, as pessoas passando, os passaros voando. ali, de costas para os transeuntes, eu me senti melhor, pois ninguém ia ficar me encarando e indagando porque aquele garoto estava tão triste. fiquei ali por mais de meia hora, apenas olhando sem pensar em nada, e saí dali quando a vontade de chorar passou. então, caminhei o outro lado da ponte, e voltei a andar sem rumo, até que me deparei com a fonte que eu admirava lá de cima. sentei ali e a agua que respingava me refrescou o rosto. de repente, uma revoada de pombos passou rapido acima de minha cabeça, e eu me levantei para ve-los passar por entre as arvores, quando pousei a visão numa garota do outro lado da fonte, sentada na beirada assim como eu. ela olhou pra mim, deu a volta e sentou-se ao meu lado. 'porque choras?' - ela perguntou - 'é solidão?', e eu assenti com a cabeça. então, ela deitou-se em meu colo e disse 'é, eu também.' e só então que eu percebi que ela estava com os olhos vermelhos assim como os meus. juntos ali, passamos a tarde, e vimos o sol se por por detrás dos arranha-céus daquela cidade. então, ela disse 'vamos sair daqui.', e me puxou pelo braço. corremos de mãos dadas até a estação de metrô, pulamos a catraca e nos sentamos, e foi só então que percebi que tanto eu quanto ela estavamos sorrindo. ela disse conhecer um barzinho aconchegante perto da ultima estação, então com apenas alguns trocados no bolso, o discman e um pouco de esperança, deitei a cabeça no ombro dela e concordei em ir.
chegamos lá, e um saxofonista tocava uma melodia alegre, acompanhado por quarteto de blues. sentamos e ficamos ali abraçados ouvindo a musica, que pouco a pouco foi se transformando numa musica linda e lenta, e os casais foram se levantando e se dirigindo à pista de dança. ela me olhou sorrindo e eu apenas disse 'porque não?'. então levantamos também e deslizamos para a pista. rodamos abraçados pelo salão, sempre sorrindo e tropeçando as vezes. aquela sequencia se extendeu madrugada afora, e depois de muito dançar e já quase sem poder andar, saimos do bar. sentamos num morrinho e assistimos o sol nascer e nos beijamos mais uma vez. foi então ela disse 'tenho que ir agora. me acompanha?' e descemos para a estação novamente. no caminho, entre abraços, risadas, carinhos e beijos, ela me disse que havia sido a melhor noite da vida dela. concordei, pois nunca havia me sentido tão feliz. chegamos à porta, ela disse 'essa é a ultima da noite. me concede essa honra?' e mesmo sem forças, ainda dançamos ao som de uma valsa imaginária, abraçados e cansados. beijo, e pulamos a catraca novamente. já instalados no vagão, eu deitei em seu colo, e ainda sentia seu doce perfume quando adormeci. sonhei com ela, num vestido longo e preto, sentada numa mesa com uma taça na mão. eu a tomava em meus braços, e andavamos em direção à lua.
quando acordei com uma voz anunciando a minha parada, ela já havia partido, mas havia deixado algo comigo. então, voltei para casa, exausto e feliz. destranquei a porta, entrei no meu quarto e guardei o discman já sem bateria, e o celular que ela havia deixado em meu bolso, que só veio a tocar na tarde seguinte. deixei o discman em casa antes de sair, dessa vez eu não ia leva-lo comigo, pois estaria de mãos dadas com alguém quando entrasse na estação.
as pessoas que estavam no mesmo vagão me encaravam como a velha, com cara de pena, compaixão, e apesar da tristeza, eu sentia um pouco raiva, pois não queria que eles sentissem dó de mim. eu chorava até os olhos não aguentarem mais, mas mesmo vermelhos eles enxergavam as pessoas sussurrando e apontando pra mim. não queria isso, queria apenas chorar em paz, sentir o trem deslizar pela cidade, isso me acalmava. então, foi anunciada a estação de baldeação, e o vagão ficou vazio. a porta do outro lado se abriu, e várias pessoas começaram a entrar. mais e mais pessoas, e quando percebi, já havia duzias delas em pé na minha frente, todas encarando em silêncio, ora eu, ora a poça de água ali no chão. senti um vazio enorme, e uma vontade louca de sair dali, mas ainda não era minha parada. pedi pra que o trem fosse logo, estava começando a ficar claustrofóbico no meio daquelas pessoas que me fitavam com tanta concentração. daria tudo pra sair dalí. então, logo na próxima parada, eu saí e corri para fora da estação. a luz do sol me bombardeou, e meu olho ardeu mais do que já ardia. o cd acabou, o discman começou a tocar ele de novo, e a velha ficou para trás. me peguei andando sem rumo, e parei na frente daquela enorme ponte, caminhei devagar até o meio dela e me debrucei no parapeito, e fiquei mais de meia hora ali, admirando a agua jorrando da fonte, as pessoas passando, os passaros voando. ali, de costas para os transeuntes, eu me senti melhor, pois ninguém ia ficar me encarando e indagando porque aquele garoto estava tão triste. fiquei ali por mais de meia hora, apenas olhando sem pensar em nada, e saí dali quando a vontade de chorar passou. então, caminhei o outro lado da ponte, e voltei a andar sem rumo, até que me deparei com a fonte que eu admirava lá de cima. sentei ali e a agua que respingava me refrescou o rosto. de repente, uma revoada de pombos passou rapido acima de minha cabeça, e eu me levantei para ve-los passar por entre as arvores, quando pousei a visão numa garota do outro lado da fonte, sentada na beirada assim como eu. ela olhou pra mim, deu a volta e sentou-se ao meu lado. 'porque choras?' - ela perguntou - 'é solidão?', e eu assenti com a cabeça. então, ela deitou-se em meu colo e disse 'é, eu também.' e só então que eu percebi que ela estava com os olhos vermelhos assim como os meus. juntos ali, passamos a tarde, e vimos o sol se por por detrás dos arranha-céus daquela cidade. então, ela disse 'vamos sair daqui.', e me puxou pelo braço. corremos de mãos dadas até a estação de metrô, pulamos a catraca e nos sentamos, e foi só então que percebi que tanto eu quanto ela estavamos sorrindo. ela disse conhecer um barzinho aconchegante perto da ultima estação, então com apenas alguns trocados no bolso, o discman e um pouco de esperança, deitei a cabeça no ombro dela e concordei em ir.
chegamos lá, e um saxofonista tocava uma melodia alegre, acompanhado por quarteto de blues. sentamos e ficamos ali abraçados ouvindo a musica, que pouco a pouco foi se transformando numa musica linda e lenta, e os casais foram se levantando e se dirigindo à pista de dança. ela me olhou sorrindo e eu apenas disse 'porque não?'. então levantamos também e deslizamos para a pista. rodamos abraçados pelo salão, sempre sorrindo e tropeçando as vezes. aquela sequencia se extendeu madrugada afora, e depois de muito dançar e já quase sem poder andar, saimos do bar. sentamos num morrinho e assistimos o sol nascer e nos beijamos mais uma vez. foi então ela disse 'tenho que ir agora. me acompanha?' e descemos para a estação novamente. no caminho, entre abraços, risadas, carinhos e beijos, ela me disse que havia sido a melhor noite da vida dela. concordei, pois nunca havia me sentido tão feliz. chegamos à porta, ela disse 'essa é a ultima da noite. me concede essa honra?' e mesmo sem forças, ainda dançamos ao som de uma valsa imaginária, abraçados e cansados. beijo, e pulamos a catraca novamente. já instalados no vagão, eu deitei em seu colo, e ainda sentia seu doce perfume quando adormeci. sonhei com ela, num vestido longo e preto, sentada numa mesa com uma taça na mão. eu a tomava em meus braços, e andavamos em direção à lua.
quando acordei com uma voz anunciando a minha parada, ela já havia partido, mas havia deixado algo comigo. então, voltei para casa, exausto e feliz. destranquei a porta, entrei no meu quarto e guardei o discman já sem bateria, e o celular que ela havia deixado em meu bolso, que só veio a tocar na tarde seguinte. deixei o discman em casa antes de sair, dessa vez eu não ia leva-lo comigo, pois estaria de mãos dadas com alguém quando entrasse na estação.
quinta-feira, agosto 11, 2005
t r a p
e quando tudo cai aos seus pés, e você procura proteção mas não encontra?
quando você se sente que seu mundo acabou, que não há mais forças para continuar?
quando parece que o fogo te consome... e quando não há como escapar?
feche os olhos, e sonhe.
abrace, sinta, beije, ria, ame.
mesmo que seja em sua imaginação.
mesmo que ela esteja a quilômetros
e mais quilômetros de distância.
não importa, não importa mais.
apenas feche os olhos, e seja feliz.
quando você se sente que seu mundo acabou, que não há mais forças para continuar?
quando parece que o fogo te consome... e quando não há como escapar?
feche os olhos, e sonhe.
abrace, sinta, beije, ria, ame.
mesmo que seja em sua imaginação.
mesmo que ela esteja a quilômetros
e mais quilômetros de distância.
não importa, não importa mais.
apenas feche os olhos, e seja feliz.
segunda-feira, agosto 08, 2005
foi apenas um s o n h o
então me peguei a conversar de novo com ela, dessa vez num daqueles restaurantes de beira de estrada. ela me olhava de novo daquele jeito que seus sentimentos transbordavam pelos olhos, e era estranho, pois algumas horas atrás, ela me olhava como se nada tivesse se passado em nossas vidas. era estranho demais estar na frente dela após anos ao seu lado. gritamos, discutimos, rimos, e ainda sim me incomodava essa absurda negação. como isso? como não conseguiamos ficar juntos se nos amavamos? doía demais em meu peito tudo isso. eu já não aguentava mais então corri pela porta do restaurante, quase levando junto uma cadeira que estava em meu caminho. corri como nunca havia corrido antes, e acabei por me encontrar de joelhos frente a uma cachoeira, com um vazio enorme no peito.
foi então que me caiu a primeira lágrima, e como a cachoeira que me lançava um olhar de compaixão, as gotas começaram a cair de meus olhos e lavar minha alma. chorei por tanto tempo que não percebi que havia amanhecido. me lembrei de quando assistiamos o sol nascer juntos, e parecia que nada conseguiria tirar-nos um do outro. mas nós mesmos acabamos fazendo isso. ainda atordoado, caminhei de volta para o restaurante na esperança de encontrá-la lá ainda, e rezando para que houvesse alguma chance de uma conversa acertar tudo, e pra variar, foi esperança jogada fora.
quando cheguei, ela já havia partido. em meu carro, havia apenas um bilhete, dizendo que tudo ia acabar bem, que tudo se acertaria no final. mas a que preço? ao preço de não sermos mais os mesmos de antes no fim da história? liguei o carro e corri até o lugar onde costumavamos nos encontrar nas madrugadas frias para falar da vida, tanto as nossas quanto as de todo o resto do mundo, pensando que talvez ainda pudesse estar lá, se despedindo desse lugar que já havia nos escutado por tantas e tantas noites. mas ao chegar lá, só havia o vazio. ela realmente havia partido.
sentei ali e todos os nossos momentos juntos passaram pela minha cabeça como um filme. então era assim que cada um seguiria seu caminho, direções opostas e futuros incertos. fitei as estrelas por um momento, e mais uma lágrima brotou de meus olhos. deslizou por minha face, me fazendo relembrar de cada segundo em que esteve presente em minha vida. ao tocar o chão, aquela lágrima evaporou e uma estrela começou a brilhar mais forte. meu último pensamento foi feito em forma de pedido.
quando acordei em seus braços o céu estava iluminado pela lua com uma claridade serena. "eu tive um sonho ruim, sonhei que te perdia". então ela acariciou meu rosto. sorrindo, ela disse "tudo acabou bem, eu não te disse?". e lentamente o sol foi surgindo no horizonte, cortando as montanhas. o cheiro doce que vinha da plantação de amoras contagiava a brisa matinal, e o sol iluminou o sorriso daquela garota que nunca mais sairia da minha vida.
foi então que me caiu a primeira lágrima, e como a cachoeira que me lançava um olhar de compaixão, as gotas começaram a cair de meus olhos e lavar minha alma. chorei por tanto tempo que não percebi que havia amanhecido. me lembrei de quando assistiamos o sol nascer juntos, e parecia que nada conseguiria tirar-nos um do outro. mas nós mesmos acabamos fazendo isso. ainda atordoado, caminhei de volta para o restaurante na esperança de encontrá-la lá ainda, e rezando para que houvesse alguma chance de uma conversa acertar tudo, e pra variar, foi esperança jogada fora.
quando cheguei, ela já havia partido. em meu carro, havia apenas um bilhete, dizendo que tudo ia acabar bem, que tudo se acertaria no final. mas a que preço? ao preço de não sermos mais os mesmos de antes no fim da história? liguei o carro e corri até o lugar onde costumavamos nos encontrar nas madrugadas frias para falar da vida, tanto as nossas quanto as de todo o resto do mundo, pensando que talvez ainda pudesse estar lá, se despedindo desse lugar que já havia nos escutado por tantas e tantas noites. mas ao chegar lá, só havia o vazio. ela realmente havia partido.
sentei ali e todos os nossos momentos juntos passaram pela minha cabeça como um filme. então era assim que cada um seguiria seu caminho, direções opostas e futuros incertos. fitei as estrelas por um momento, e mais uma lágrima brotou de meus olhos. deslizou por minha face, me fazendo relembrar de cada segundo em que esteve presente em minha vida. ao tocar o chão, aquela lágrima evaporou e uma estrela começou a brilhar mais forte. meu último pensamento foi feito em forma de pedido.
quando acordei em seus braços o céu estava iluminado pela lua com uma claridade serena. "eu tive um sonho ruim, sonhei que te perdia". então ela acariciou meu rosto. sorrindo, ela disse "tudo acabou bem, eu não te disse?". e lentamente o sol foi surgindo no horizonte, cortando as montanhas. o cheiro doce que vinha da plantação de amoras contagiava a brisa matinal, e o sol iluminou o sorriso daquela garota que nunca mais sairia da minha vida.
sexta-feira, agosto 05, 2005
história de ninar
caiu no buraco sem fim, que leva ao país das maravilhas
a toca do coelho parece mais sombria do que você imaginava
o relógio parou de bater, as cartas estão estáticas olhando
para aquele intruso que carregava mais amargura do que
qualquer bruxa malvada de contos de fadas.
nuvens cinzas a sua volta demonstravam todo o potencial
de tristeza e sofrimento que ele poderia causar.
as rosas se assustaram e suspiraram antes de murchar
a xicara gritou pela mãe antes de ser esmagada
mas a chaleira nada pode fazer para salvá-la.
as fadas fugiram para longe, deixando medo
no rastro de pó magico que caia de suas asas
batendo em retirada para um lugar desconhecido.
a sereia, que antes cantava alegremente
morreu no lago, envenenada com angustia.
triste história de ninar
daquelas de criar pesadelos
para um garotinho amedrontado
com o mundo lá fora.
dorme, criança.
a toca do coelho parece mais sombria do que você imaginava
o relógio parou de bater, as cartas estão estáticas olhando
para aquele intruso que carregava mais amargura do que
qualquer bruxa malvada de contos de fadas.
nuvens cinzas a sua volta demonstravam todo o potencial
de tristeza e sofrimento que ele poderia causar.
as rosas se assustaram e suspiraram antes de murchar
a xicara gritou pela mãe antes de ser esmagada
mas a chaleira nada pode fazer para salvá-la.
as fadas fugiram para longe, deixando medo
no rastro de pó magico que caia de suas asas
batendo em retirada para um lugar desconhecido.
a sereia, que antes cantava alegremente
morreu no lago, envenenada com angustia.
triste história de ninar
daquelas de criar pesadelos
para um garotinho amedrontado
com o mundo lá fora.
dorme, criança.
quarta-feira, agosto 03, 2005
a tragédia da vida, pt II
abrem-se as cortinas novamente.
entra em cena um garoto estranho, carregando seus 16 anos com muito esforço, como se viver tão pouco o deixasse com o cansaço de uma vida inteira. se pergunta o motivo de tanta confusão, de tanta depressão, tristeza. grita a todos, mas ninguém o ouve, ele está sozinho, em seu mundo fechado cheio de flores asfixiadas pela nuvem de amargura. entra uma pessoa, o apunhala no peito. ele cai ao chão, e a muito custo se levanta e retira aquela adaga. a ferida sangra, e uma poça se forma no chão.
entra outra pessoa, limpa um pouco do sangue, faz um curativo, abraça, e o garoto deita em seu colo, e quando ele menos espera, essa pessoa desaparece. de repente, o curativo cede, e todo aquele sangue barrado cai ao chão.
em desespero, o garoto chora, se perguntando porque tudo isso acontecia com ele. justo ele, que sempre tentou fazer os outros felizes, estava ficando tão arrasado ao ponto de desejar sua própria morte. eis que volta a primeira pessoa.
põe a mão em seu peito com a finalidade de estancar o sangramento. sobe a maré.
o garoto começa a boiar, indo pra longe, e a pessoa ainda está ali, parada, no mesmo lugar, com a mão posicionada onde antes havia um coração escorrendo. e foi indo cada vez mais para longe, rumo ao horizonte. o garoto ficou a deriva, e aquele pedaço de oceano tingido de vermelho havia se acalmado. desce a maré.
então, ali naquele deserto encharcado, se encontrava rodeado de estátuas. ficou ali ainda a sangrar por alguns dias, quando finalmente chegou a beira da morte.
de súbito, surge um anjo.
o garoto chora, implora para que o mate, o leve para o céu e acabe com esse sofrimento, se entrega por completo. o anjo o olha, sorri, e apenas diz "babaca".
fecham as cortinas.
e o final da história fica a critério da imaginação de um tal de futuro.
entra em cena um garoto estranho, carregando seus 16 anos com muito esforço, como se viver tão pouco o deixasse com o cansaço de uma vida inteira. se pergunta o motivo de tanta confusão, de tanta depressão, tristeza. grita a todos, mas ninguém o ouve, ele está sozinho, em seu mundo fechado cheio de flores asfixiadas pela nuvem de amargura. entra uma pessoa, o apunhala no peito. ele cai ao chão, e a muito custo se levanta e retira aquela adaga. a ferida sangra, e uma poça se forma no chão.
entra outra pessoa, limpa um pouco do sangue, faz um curativo, abraça, e o garoto deita em seu colo, e quando ele menos espera, essa pessoa desaparece. de repente, o curativo cede, e todo aquele sangue barrado cai ao chão.
em desespero, o garoto chora, se perguntando porque tudo isso acontecia com ele. justo ele, que sempre tentou fazer os outros felizes, estava ficando tão arrasado ao ponto de desejar sua própria morte. eis que volta a primeira pessoa.
põe a mão em seu peito com a finalidade de estancar o sangramento. sobe a maré.
o garoto começa a boiar, indo pra longe, e a pessoa ainda está ali, parada, no mesmo lugar, com a mão posicionada onde antes havia um coração escorrendo. e foi indo cada vez mais para longe, rumo ao horizonte. o garoto ficou a deriva, e aquele pedaço de oceano tingido de vermelho havia se acalmado. desce a maré.
então, ali naquele deserto encharcado, se encontrava rodeado de estátuas. ficou ali ainda a sangrar por alguns dias, quando finalmente chegou a beira da morte.
de súbito, surge um anjo.
o garoto chora, implora para que o mate, o leve para o céu e acabe com esse sofrimento, se entrega por completo. o anjo o olha, sorri, e apenas diz "babaca".
fecham as cortinas.
e o final da história fica a critério da imaginação de um tal de futuro.
quinta-feira, julho 28, 2005
caleidoscópio
acontece tudo tão rapido
que num piscar de olhos
as folhas caem, as pessoas mudam
fluxo contínuo de energia
que transforma, constrói
remodelando
cada pedaço de seu ser
em uma nova criação
você se vira, se mexe
se renova a cada dia
o mundo pode até não entender
mas você sabe o que tem que
ser feito ou deixar incompleto
ninguém te entende
não, tudo estranho
tempestade
lava a alma com lágrimas e flores
cores no jardim, que te deixam
inebriado com seu perfume
de jasmim
as orquídeas balançam ao vento
tudo parece confuso, tudo balança
a vida, essa triste dança
onde a mais simples mudança
canta no profundo escuro da alma
que feliz ou triste, chora ou sorri
.
mas a lua sabe,
a lua sabe que você está aqui
ela te acaricia com sua claridade
novidade, de novo você apagou
e busca sua luz
.
num eterno giro do girassol
que num piscar de olhos
as folhas caem, as pessoas mudam
fluxo contínuo de energia
que transforma, constrói
remodelando
cada pedaço de seu ser
em uma nova criação
você se vira, se mexe
se renova a cada dia
o mundo pode até não entender
mas você sabe o que tem que
ser feito ou deixar incompleto
ninguém te entende
não, tudo estranho
tempestade
lava a alma com lágrimas e flores
cores no jardim, que te deixam
inebriado com seu perfume
de jasmim
as orquídeas balançam ao vento
tudo parece confuso, tudo balança
a vida, essa triste dança
onde a mais simples mudança
canta no profundo escuro da alma
que feliz ou triste, chora ou sorri
.
mas a lua sabe,
a lua sabe que você está aqui
ela te acaricia com sua claridade
novidade, de novo você apagou
e busca sua luz
.
num eterno giro do girassol
terça-feira, julho 26, 2005
e quando a verdade não convém?*
Quantas vezes você negou para si mesmo sobre suas virtudes e defeitos? Foi modesto com os outros, nunca com seu próprio “eu”.Deixando que o desejo te guiasse para a beira da mentira, em muitas ocasiões a verdade lhe é mostrada com um instante de epifânia, porém a recusa é imediata talvez por não acreditar na verdade ou, como na maioria das vezes, prefere ignora-la, pois esta não lhe convém.Fugindo sempre para o caminho mais fácil evitando ao máximo encarar tal situação, tal verdade. O anseio para se livrar dela é grande, no entanto o medo te domina e você busca outros caminhos, jamais autenticidade, sinceridade e força de vontade para superar o obstáculo.Não. Você prefere se esconder na sombra do obstáculo esperando por sua queda.
Tente em algum momento da rotina diária se repreender e contar as vezes que você desvia o olhar ou fecha-o, simplesmente ignorando, desfila pelo caminho enquanto o mundo se desfaz diante de ti.Triste, mas é o que realmente acontece, cada vez que você desvia sua visão para enxergar apenas aquilo que te agrada e traz conforto sem nunca tomar frente e encarar a verdade, transpondo a barreira, quebrando o limite, você se torna decadente junto com o mundo que você está. Viver requer mais do que covardia para se esconder quando a fera aparece para se alimentar, é necessário se levantar e mostrar a todos que você está lá, o problema também, mas diferente de muitos você vai derruba-lo e se tornar mais forte a cada queda. A verdade tem que ser admitida, encarada e resolvida na medida do possível, claro que aqui falo da verdade como um problema, um obstáculo, não como uma verdade de caráter imutável ou uma boa verdade. Nem sempre o caminho mais fácil é o certo.
texto por kadu morgado
Tente em algum momento da rotina diária se repreender e contar as vezes que você desvia o olhar ou fecha-o, simplesmente ignorando, desfila pelo caminho enquanto o mundo se desfaz diante de ti.Triste, mas é o que realmente acontece, cada vez que você desvia sua visão para enxergar apenas aquilo que te agrada e traz conforto sem nunca tomar frente e encarar a verdade, transpondo a barreira, quebrando o limite, você se torna decadente junto com o mundo que você está. Viver requer mais do que covardia para se esconder quando a fera aparece para se alimentar, é necessário se levantar e mostrar a todos que você está lá, o problema também, mas diferente de muitos você vai derruba-lo e se tornar mais forte a cada queda. A verdade tem que ser admitida, encarada e resolvida na medida do possível, claro que aqui falo da verdade como um problema, um obstáculo, não como uma verdade de caráter imutável ou uma boa verdade. Nem sempre o caminho mais fácil é o certo.
texto por kadu morgado
segunda-feira, julho 25, 2005
o que eu fiz? o que eu faço? o que me resta fazer?*
tic... tac... tic... tac...
Não tou bem.
O que acontece comigo?
O que foi aquilo? Não aconteceu?
Aquela conversa, olhares, o beijo... o que são? onde ficam?
Sim, gostei de verdade... me apaixonei... mas isso não existe mais. Paixão? Gostar? Gostar e não ser gostado?
A gente tenta tirar resposta, a gente tenta, por mais que isso declare fragilidade, escancarar suas portas pra pessoa, dizer que gostou dela, morrendo de medo da resposta.
E que resposta? Desconversa, não diz nada, não deixa a dizer.
(...)
tic... tac... tic... tac...
O relógio da cozinha bate.
Não! Eu não vou mais voltar pra lá; não vou mais falar com ninguém. Chega de internet, nada mais importa. Pra uma coisa boa são cinquenta decepções. Amigos, esses sim, valem o esforço, mas nada mais parece ter sentido.
Por que acontece comigo?
Os outros têm amores perfeitos, acham pessoas especiais.
Será que não sobra uma pra mim?
(...)
Paixão? Gostar? Gostar e não ser gostado?
Isso não existe mais. Agora, não se apaixona; se olha, se beija, se vai. Te conheço? Não! Vc gosta de mim? Eu tb.
Legal.
Demais.
(...)
tic... tac... tic... tac...
Quem ouve (e é raro quem se dá ao trabalho) pensa: "que coitado, não consegue resolver coisas tão simples."
Mas eu pergunto:
O que aconteceu?
O que foi aquilo?
(...)
― Momento?
Sim, ele pode estar certo.
E posso estar errado sobre tudo isso.
Mas esse tipo de surpresa contrária não acontece comigo.
Eu não faço por merecer? O que sou? Por que não?
O que eu faço de errado?
O que há com elas?¹
¹Acho que depois que faz essa pergunta, você acaba fazendo a outra inevitável em seguida: "o que há comigo?" e descobre que não há nada de errado.
Acaba descobrindo que sua sina é a solidão. Eles têm, você não. Você já teve, ou pensou ter tido, mas não é capaz de ter novamente.
Perguntas e perguntas... ninguém sabe responder; e a única pessoa que sabe é aquela que você não pode e tem medo de perguntar.
tic... tac... tic... tac...
To começando a gostar desse som.
Estou enganado sobre tudo? Acho que não.
Milagre? Não se pode viver deles.
Sim...
― Esquece.
Ele tá certo. Dar as costas pra quem tomou conta do seu pensamento dias atrás. Será a melhor solução?
(...)
Sei que não, mas o que me resta? Implorar pra gostarem de mim?
Esquece.
tic... tac... tic... tac...
texto por andré orodeschi
Não tou bem.
O que acontece comigo?
O que foi aquilo? Não aconteceu?
Aquela conversa, olhares, o beijo... o que são? onde ficam?
Sim, gostei de verdade... me apaixonei... mas isso não existe mais. Paixão? Gostar? Gostar e não ser gostado?
A gente tenta tirar resposta, a gente tenta, por mais que isso declare fragilidade, escancarar suas portas pra pessoa, dizer que gostou dela, morrendo de medo da resposta.
E que resposta? Desconversa, não diz nada, não deixa a dizer.
(...)
tic... tac... tic... tac...
O relógio da cozinha bate.
Não! Eu não vou mais voltar pra lá; não vou mais falar com ninguém. Chega de internet, nada mais importa. Pra uma coisa boa são cinquenta decepções. Amigos, esses sim, valem o esforço, mas nada mais parece ter sentido.
Por que acontece comigo?
Os outros têm amores perfeitos, acham pessoas especiais.
Será que não sobra uma pra mim?
(...)
Paixão? Gostar? Gostar e não ser gostado?
Isso não existe mais. Agora, não se apaixona; se olha, se beija, se vai. Te conheço? Não! Vc gosta de mim? Eu tb.
Legal.
Demais.
(...)
tic... tac... tic... tac...
Quem ouve (e é raro quem se dá ao trabalho) pensa: "que coitado, não consegue resolver coisas tão simples."
Mas eu pergunto:
O que aconteceu?
O que foi aquilo?
(...)
― Momento?
Sim, ele pode estar certo.
E posso estar errado sobre tudo isso.
Mas esse tipo de surpresa contrária não acontece comigo.
Eu não faço por merecer? O que sou? Por que não?
O que eu faço de errado?
O que há com elas?¹
¹Acho que depois que faz essa pergunta, você acaba fazendo a outra inevitável em seguida: "o que há comigo?" e descobre que não há nada de errado.
Acaba descobrindo que sua sina é a solidão. Eles têm, você não. Você já teve, ou pensou ter tido, mas não é capaz de ter novamente.
Perguntas e perguntas... ninguém sabe responder; e a única pessoa que sabe é aquela que você não pode e tem medo de perguntar.
tic... tac... tic... tac...
To começando a gostar desse som.
Estou enganado sobre tudo? Acho que não.
Milagre? Não se pode viver deles.
Sim...
― Esquece.
Ele tá certo. Dar as costas pra quem tomou conta do seu pensamento dias atrás. Será a melhor solução?
(...)
Sei que não, mas o que me resta? Implorar pra gostarem de mim?
Esquece.
tic... tac... tic... tac...
texto por andré orodeschi
quinta-feira, julho 21, 2005
jardim de orquídeas, pt I
reviravoltas acontecem, principalmente quando você menos espera. lá está você, com um copo de coca na mão, andando por um lugar desconhecido quando subitamente se pega olhando na direção daquela garota. ela, simples e ingênua, te olha também, e num daqueles gestos sem muita intenção e com um punhado de inocência, ela pisca para você. então, meio acanhado, você olha pro chão sem saber como agir, com o rosto corado. quando leva o olhar a ela de novo, ela já está posta a sua frente, a te perguntar o nome.
'muito prazer, meu nome é...' então, seja qual for o nome, bonito ou feio, você se encanta completamente por aquela garota que acabou de conhecer. começam a conversar, e você nem tem idéia de como prosseguir. olha para o nada a todo instante, e quando fita o rosto dela, surge uma ligeira sensação de flutuar à brisa dessa tarde. a conversa se prolonga por mais alguns minutos, quando ela sugere que saissem de lá, pois o barulho a estava incomodando, e você concorda, diz que precisava de ar fresco. então seguem para o jardim, que estava um pouco mais colorido agora do que quando você passou ali pela primeira vez. a brisa se transformara em vento, e dava um ar cinematográfico àquela situação. então, ela senta num muro, e fica a te observar, como se visse através de sua alma e te entendesse os pensamentos. você fica atônito, tentando entender como tudo isso estava acontecendo com aquele garoto sempre sem esperança. de repente, ela aproxima o rosto do seu, e numa fração de segundo, você compreende o que estava acontecendo, e aproxima o seu rosto também.
beijo, uma das formas mais básicas de demonstração de carinho, algo tão comum mas que lança calafrios ao ventre de qualquer um. aqueles 15 segundos pra você duraram 15 minutos, e então, ela diz que tem que ir embora, e pergunta 'a gente se encontra aqui amanhã?' e você assente com a cabeça e ela parte, e você anseia pelo dia seguinte.
chega em casa, se joga na cama e reflete sobre tudo que aconteceu. talvez isso não passasse de um sonho, e você sente um medo repentino de acordar e se ver de novo sozinho, com um livro de romance na mão e imaginando como seria se fosse você a personagem a viver aquela história de amor.
mais sonhos de uma noite de inverno.
'muito prazer, meu nome é...' então, seja qual for o nome, bonito ou feio, você se encanta completamente por aquela garota que acabou de conhecer. começam a conversar, e você nem tem idéia de como prosseguir. olha para o nada a todo instante, e quando fita o rosto dela, surge uma ligeira sensação de flutuar à brisa dessa tarde. a conversa se prolonga por mais alguns minutos, quando ela sugere que saissem de lá, pois o barulho a estava incomodando, e você concorda, diz que precisava de ar fresco. então seguem para o jardim, que estava um pouco mais colorido agora do que quando você passou ali pela primeira vez. a brisa se transformara em vento, e dava um ar cinematográfico àquela situação. então, ela senta num muro, e fica a te observar, como se visse através de sua alma e te entendesse os pensamentos. você fica atônito, tentando entender como tudo isso estava acontecendo com aquele garoto sempre sem esperança. de repente, ela aproxima o rosto do seu, e numa fração de segundo, você compreende o que estava acontecendo, e aproxima o seu rosto também.
beijo, uma das formas mais básicas de demonstração de carinho, algo tão comum mas que lança calafrios ao ventre de qualquer um. aqueles 15 segundos pra você duraram 15 minutos, e então, ela diz que tem que ir embora, e pergunta 'a gente se encontra aqui amanhã?' e você assente com a cabeça e ela parte, e você anseia pelo dia seguinte.
chega em casa, se joga na cama e reflete sobre tudo que aconteceu. talvez isso não passasse de um sonho, e você sente um medo repentino de acordar e se ver de novo sozinho, com um livro de romance na mão e imaginando como seria se fosse você a personagem a viver aquela história de amor.
mais sonhos de uma noite de inverno.
flores e meteoros, pt I*
a chuva que começou a cair
pingos brilhantes que até confundi
com as lágrimas que brotavam no rosto
'ele olha pra trás e vê o castelo em chamas
o medo domina sua coragem
e enquanto isso
as pedras caiam do céu'
rancor, dor...
me deixa lutar em paz
por favor
medo querendo te carregar
e o coração implorando a ficar
e os olhos apenas podiam ver
as chamas acesas
braços moles não aguentam mais
o peso de espadas e escudos, jamais
depois de tantas batalhas pagãs
em solo sagrado o guerreiro caiu no chão
olha e percebe suas marcas de sangue
espinhos de flores machucam bastante
enquanto as pedras caiam do céu
e pra se defender
não vai ter fim
não pode mais lutar
vai cicatrizar...
...atira as flores nos meteoros.
texto por diego diegues.
pingos brilhantes que até confundi
com as lágrimas que brotavam no rosto
'ele olha pra trás e vê o castelo em chamas
o medo domina sua coragem
e enquanto isso
as pedras caiam do céu'
rancor, dor...
me deixa lutar em paz
por favor
medo querendo te carregar
e o coração implorando a ficar
e os olhos apenas podiam ver
as chamas acesas
braços moles não aguentam mais
o peso de espadas e escudos, jamais
depois de tantas batalhas pagãs
em solo sagrado o guerreiro caiu no chão
olha e percebe suas marcas de sangue
espinhos de flores machucam bastante
enquanto as pedras caiam do céu
e pra se defender
não vai ter fim
não pode mais lutar
vai cicatrizar...
...atira as flores nos meteoros.
texto por diego diegues.
sábado, julho 16, 2005
un senso trovare le vostre emozioni
por quantas vezes tentei tocar o sol, em vão
mesmo sabendo que alcançar os monumentos
levaria mais tempo do que eu tinha para viver
por quantas vezes tentei me livrar das garras
sem ter sucesso, sem conseguir passo algum
apenas esforço jogado a esmo por mais uma vez
e tudo o que eu temia havia se concretizado
o mal que me consumia novamente aparecera
surgindo do mais profundo abismo do esquecimento
tocou-me novamente, triste repugnância
tirando o nascer da esperança dessa alma
que se perdeu no buraco acinzentado
naquele longo caminho onde a estrada arde em chamas
não há nada além de seus próprios medos
nada além da sua imaginação a te pregar peças
ela, assim como você, almeija a liberdade
pois de nada adianta viver se não se pode correr
de nada serve a mente se não se pode soltá-la
.
aquela criança ficou para trás mais uma vez
deitada no meio fio se debatendo entre lágrimas
sentindo seu corpo evaporar-se ao sol e sumir
(até que novas centelhas incandescentes o tomassem aos braços e em demonstração de compaixão o jogassem aos trilhos novamente, para que o caminho pudesse recomeçar e quem sabe um dia chegar ao pote de ouro que se encontra no âmago de seus pensamentos mais profundos)
mesmo sabendo que alcançar os monumentos
levaria mais tempo do que eu tinha para viver
por quantas vezes tentei me livrar das garras
sem ter sucesso, sem conseguir passo algum
apenas esforço jogado a esmo por mais uma vez
e tudo o que eu temia havia se concretizado
o mal que me consumia novamente aparecera
surgindo do mais profundo abismo do esquecimento
tocou-me novamente, triste repugnância
tirando o nascer da esperança dessa alma
que se perdeu no buraco acinzentado
naquele longo caminho onde a estrada arde em chamas
não há nada além de seus próprios medos
nada além da sua imaginação a te pregar peças
ela, assim como você, almeija a liberdade
pois de nada adianta viver se não se pode correr
de nada serve a mente se não se pode soltá-la
.
aquela criança ficou para trás mais uma vez
deitada no meio fio se debatendo entre lágrimas
sentindo seu corpo evaporar-se ao sol e sumir
(até que novas centelhas incandescentes o tomassem aos braços e em demonstração de compaixão o jogassem aos trilhos novamente, para que o caminho pudesse recomeçar e quem sabe um dia chegar ao pote de ouro que se encontra no âmago de seus pensamentos mais profundos)
04:07 AM, já passou da hora
blá blá blá, pensamentos voando, sensação de fim de madrugada, relógio quase imóvel, barulhos do silêncio lá fora, cachorros latindo na rua de baixo. tudo isso, somado a uma ansiedade esmagadora mais a minha cabeça perturbada resulta em mais uma das longas e homéricas crises de falta de sono, nas quais eu me torno prisioneiro da energia do meu corpo, e a cafeína do refrigerante se prova uma cruel inimiga.
tentar descontar tudo no teclado não vai adiantar de nada, mas é melhor que olhar pro velho inimigo acima de minha cabeça e ouvir suas críticas. agora ele dorme, é uma chance de me livrar da pressão que ele exerce e ter meus pensamentos livres por alguns momentos. música para ajudar a engolir a noite e passar por esse dia sem nenhum corte muito profundo. sim, corte, é o que acontece quando tudo parece me encurralar contra a parede. claustrofóbico? não. apenas com uma dose pequena de paranóia adolescente.
biiiiiiiiiiiiiiiiiin, odeio quando isso acontece, o nivel de percepção sobe, sobe, sobe, e eu escuto uma mosca andando pela janela. a musica de nada adianta, a ausencia de um barulho que não faz parte da paisagem irrita. e a inspiração resolveu ir dormir e me deixar aqui sozinho.
tentar descontar tudo no teclado não vai adiantar de nada, mas é melhor que olhar pro velho inimigo acima de minha cabeça e ouvir suas críticas. agora ele dorme, é uma chance de me livrar da pressão que ele exerce e ter meus pensamentos livres por alguns momentos. música para ajudar a engolir a noite e passar por esse dia sem nenhum corte muito profundo. sim, corte, é o que acontece quando tudo parece me encurralar contra a parede. claustrofóbico? não. apenas com uma dose pequena de paranóia adolescente.
biiiiiiiiiiiiiiiiiin, odeio quando isso acontece, o nivel de percepção sobe, sobe, sobe, e eu escuto uma mosca andando pela janela. a musica de nada adianta, a ausencia de um barulho que não faz parte da paisagem irrita. e a inspiração resolveu ir dormir e me deixar aqui sozinho.
terça-feira, julho 12, 2005
thoughts of a loser, act III - outside lies another ceiling larger than yours
tá, sua vida agora monocroma os dias de inverno da cidade que já é cinza, e cada vez mais você fica surdo. o teto ainda ri de você, as paredes continuam te encarando, a rotina de sempre. então, você resolve mudar. vai até a rua, respira um pouco, pega um ônibus pra lugar nenhum tentando achar o diferencial que completaria essa patética existência feita de coca cola e palavras choradas. o ônibus então chega ao ponto final.
-
você se viu naquele lugar onde todos parecem hostis, ninguém conhecido por perto, e te bate aquela secura na garganta. ah, precisa de alguma coisa para beber. então você bate à porta de um bar, senta e observa à tua volta. pessoas, vivendo a vida sem se preocupar, trabalhando, fofocando ou paquerando. algumas até se beijam. os bêbados viram mais uma caneca de cerveja sem se importar se aquele garoto cuja vida vai ficando cada vez mais trêmula está a beira do delírio olhando sua garrafa ou não. eles apenas bebem, e se divertem. então, você vê que aquele bar foi apenas a fuga das pessoas do mundo lá fora.
-
senta na calçada enquanto os ônibus passam em sua correria rotineira. todo mundo tem rotina, até ônibus tem rotina, então porque a sua te incomoda tanto? de repente, uma revoada de pombos passa sobre sua cabeça, e te faz olhar novamente pra cima. dessa vez, não é o seu teto, mas sim o sol, que te queima o rosto ao invés de dar risada de suas atitudes. as nuvens brancas continuam passando como se você não estivesse olhando. até elas tem rotina, e você continua incomodado.
-
desce as escadas e encontra o colo da mãe que te leva pra casa. o vento bate com força, gela, mas você continua, afinal você nunca viu graça em andar sozinho por ai, seus pensamentos são previsíveis, não é como conversar com outra pessoa. então, já deitado em seu leito, ela começa a se mover, e você adormece ao som daquela melodia que vem debaixo da terra. então você acorda em um outro lugar.
-
desce, mas ao invés de ir ao outro lado pra retomar seu caminho de casa, volta a superfície pra tentar achar algum sentido nos dias longos que vem passando. ora, foi apenas uma estação que você passou, e já que se encontra naquele lugar onde todos vão para procurar alguma coisa, porque não tentar achar o tal diferencial? mas então, você caminha, e no meio daquela multidão se encontra sozinho, como se todos a sua volta tivessem parado no tempo, e você, preso na estaticidade do limbo. sua cabeça gira, então você resolve voltar pra casa e deixar as estátuas para trás.
-
de volta àquele mesmo ônibus de sempre, até já marcado com tinta por você, sempre do lado esquerdo no ultimo assento. e é para lá que você se dirige, e fica remoendo esse dia que por mais inútil que tenha sido, te consola sabendo que ele está quase no fim, e que o próximo pode ser diferente. você, já sem forças, encosta a cabeça e tenta dormir para esquecer tudo isso, e percebe que talvez esse diferencial pode nem existir.
-
de volta ao lar, alguém lhe diz que o telefone tocara, e alguém havia perguntado por você. o nome, ninguém se lembra. então você se questiona se há algo melhor pra fazer do que dormir, e também se não é hora de desistir de achar o sentido. mas, o telefone toca de novo, e dessa vez é você que atende. e se dá conta de que o diferencial pode estar mais perto do que você pensa, e que talvez já o tenha achado sem perceber.
-
volta, dorme, sorri. afinal, os dias não param nem que você realmente queira. mas, será que essa procura épica finalmente encontrou seu final feliz ali onde as pombas dormem? só vivendo pra descobrir se amanhã será mesmo um lindo dia.
-
você se viu naquele lugar onde todos parecem hostis, ninguém conhecido por perto, e te bate aquela secura na garganta. ah, precisa de alguma coisa para beber. então você bate à porta de um bar, senta e observa à tua volta. pessoas, vivendo a vida sem se preocupar, trabalhando, fofocando ou paquerando. algumas até se beijam. os bêbados viram mais uma caneca de cerveja sem se importar se aquele garoto cuja vida vai ficando cada vez mais trêmula está a beira do delírio olhando sua garrafa ou não. eles apenas bebem, e se divertem. então, você vê que aquele bar foi apenas a fuga das pessoas do mundo lá fora.
-
senta na calçada enquanto os ônibus passam em sua correria rotineira. todo mundo tem rotina, até ônibus tem rotina, então porque a sua te incomoda tanto? de repente, uma revoada de pombos passa sobre sua cabeça, e te faz olhar novamente pra cima. dessa vez, não é o seu teto, mas sim o sol, que te queima o rosto ao invés de dar risada de suas atitudes. as nuvens brancas continuam passando como se você não estivesse olhando. até elas tem rotina, e você continua incomodado.
-
desce as escadas e encontra o colo da mãe que te leva pra casa. o vento bate com força, gela, mas você continua, afinal você nunca viu graça em andar sozinho por ai, seus pensamentos são previsíveis, não é como conversar com outra pessoa. então, já deitado em seu leito, ela começa a se mover, e você adormece ao som daquela melodia que vem debaixo da terra. então você acorda em um outro lugar.
-
desce, mas ao invés de ir ao outro lado pra retomar seu caminho de casa, volta a superfície pra tentar achar algum sentido nos dias longos que vem passando. ora, foi apenas uma estação que você passou, e já que se encontra naquele lugar onde todos vão para procurar alguma coisa, porque não tentar achar o tal diferencial? mas então, você caminha, e no meio daquela multidão se encontra sozinho, como se todos a sua volta tivessem parado no tempo, e você, preso na estaticidade do limbo. sua cabeça gira, então você resolve voltar pra casa e deixar as estátuas para trás.
-
de volta àquele mesmo ônibus de sempre, até já marcado com tinta por você, sempre do lado esquerdo no ultimo assento. e é para lá que você se dirige, e fica remoendo esse dia que por mais inútil que tenha sido, te consola sabendo que ele está quase no fim, e que o próximo pode ser diferente. você, já sem forças, encosta a cabeça e tenta dormir para esquecer tudo isso, e percebe que talvez esse diferencial pode nem existir.
-
de volta ao lar, alguém lhe diz que o telefone tocara, e alguém havia perguntado por você. o nome, ninguém se lembra. então você se questiona se há algo melhor pra fazer do que dormir, e também se não é hora de desistir de achar o sentido. mas, o telefone toca de novo, e dessa vez é você que atende. e se dá conta de que o diferencial pode estar mais perto do que você pensa, e que talvez já o tenha achado sem perceber.
-
volta, dorme, sorri. afinal, os dias não param nem que você realmente queira. mas, será que essa procura épica finalmente encontrou seu final feliz ali onde as pombas dormem? só vivendo pra descobrir se amanhã será mesmo um lindo dia.
quinta-feira, julho 07, 2005
(diferentemente,) mais um dia (again)
the truth slaps my face again, so, here i am again, almost washing my keyboard again as my fingertips gain their own life and keep slacking the letters.
the life remains the same old whore, putting those stones for me to stumble. and every fall my hope gets smaller, but i never give up. because it is love that makes me take one more step after each time i kiss the floor.
love... what did this word means? if i'm correct, is a feeling of extreme care and a huge will to be together. but in this case, it isn't. for you, i think.
what when words don't justify, and acts are missing?
maybe it's not so right writing all this things here, but, i'm already showing them in front of you. i don't know what is going to happen, really, i don't know.
maybe this will reach an end... still, i'll be there for you.
maybe this will tear us apart again... still i'll be there for you.
even with all this clothwashing that we are in now, i'll ever be your friend.
whatever happens with all this... still, i'll be there for you.
the life remains the same old whore, putting those stones for me to stumble. and every fall my hope gets smaller, but i never give up. because it is love that makes me take one more step after each time i kiss the floor.
love... what did this word means? if i'm correct, is a feeling of extreme care and a huge will to be together. but in this case, it isn't. for you, i think.
what when words don't justify, and acts are missing?
maybe it's not so right writing all this things here, but, i'm already showing them in front of you. i don't know what is going to happen, really, i don't know.
maybe this will reach an end... still, i'll be there for you.
maybe this will tear us apart again... still i'll be there for you.
even with all this clothwashing that we are in now, i'll ever be your friend.
whatever happens with all this... still, i'll be there for you.
quarta-feira, junho 29, 2005
biiiiiiiiiiiiiiiiiiin
então quando eu olho, de novo dou de cara com essas paredes que me encaram nesses dias mortos de inverno. os corredores, de novo me dão a impressão de que tem quilômetros e mais quilômetros de largura, e fica a sensação de andar, andar, andar e nunca sair do lugar. tédio, tédio, cinza, preto, branco, aaaah, isso ainda vai me enlouquecer. esse triste semblante de rotina, corta, faz sangrar, faz chorar, ah, dá vontade de correr pra longe, pra um lugar colorido.
uma praia, o sol se pondo, árvores balançando, areia branca na companhia de uma pessoa especial. então, ela diz "e ae, o que faremos agora?". seu sorriso me encanta mais uma vez, então de mãos dadas caminhamos até a outra beira da praia. o sol beija nossos rostos e nos faz fechar os olhos. a sensação de arder a pele e sentir a brisa marinha batendo no corpo dá vontade de nunca mais sair desse sonho.
mas, é apenas i m a g i n a ç ã o.
o refrigerante desce pela garganta e me faz lembrar da realidade, as nuvens azuis lá fora brincam e me fazem lembrar que o sol está escondido. o quarto vazio me lembra que ela está longe. e o corredor cinza me lembra do silêncio catastrófico em que eu me encontro, onde soa alto e ensurdecedor o zumbido desse dia congelado.
a folha que caía da arvore parou no ar...
os cachorros dos vizinhos pararam de latir...
o rádio parou de tocar...
a realidade se distorceu...
o tempo parou, as horas se estenderam por anos...
e enfim, o dia morreu em silêncio.
ficou a sua imagem acinzentada jogada ao vento.
uma praia, o sol se pondo, árvores balançando, areia branca na companhia de uma pessoa especial. então, ela diz "e ae, o que faremos agora?". seu sorriso me encanta mais uma vez, então de mãos dadas caminhamos até a outra beira da praia. o sol beija nossos rostos e nos faz fechar os olhos. a sensação de arder a pele e sentir a brisa marinha batendo no corpo dá vontade de nunca mais sair desse sonho.
mas, é apenas i m a g i n a ç ã o.
o refrigerante desce pela garganta e me faz lembrar da realidade, as nuvens azuis lá fora brincam e me fazem lembrar que o sol está escondido. o quarto vazio me lembra que ela está longe. e o corredor cinza me lembra do silêncio catastrófico em que eu me encontro, onde soa alto e ensurdecedor o zumbido desse dia congelado.
a folha que caía da arvore parou no ar...
os cachorros dos vizinhos pararam de latir...
o rádio parou de tocar...
a realidade se distorceu...
o tempo parou, as horas se estenderam por anos...
e enfim, o dia morreu em silêncio.
ficou a sua imagem acinzentada jogada ao vento.
segunda-feira, junho 20, 2005
de olhos fechados, o mundo é outro
a cada dia que passa;
a cada brisa que me toca;
a cada céu que eu contemplo;
a cada vez que eu respiro;
eu lembro de você.
o tempo todo, sinto tua presença.
fecho os olhos e te contemplo em minha frente.
ali, tão perto, mas é só até abrir olhos
pois logo você desaparece.
o mundo inteiro então, perde a cor.
se mistura numa valsa monocromática onde tudo
parece que vai desmoronar, até a hora que você chega.
o mundo reganha forças.
meu mundo reganha forças.
a cada brisa que me toca;
a cada céu que eu contemplo;
a cada vez que eu respiro;
eu lembro de você.
o tempo todo, sinto tua presença.
fecho os olhos e te contemplo em minha frente.
ali, tão perto, mas é só até abrir olhos
pois logo você desaparece.
o mundo inteiro então, perde a cor.
se mistura numa valsa monocromática onde tudo
parece que vai desmoronar, até a hora que você chega.
o mundo reganha forças.
meu mundo reganha forças.
sexta-feira, junho 17, 2005
thoughts of a loser, act II - and the years pass, but the heart remains the same
eu tou ficando velho, eu sei. dezessete e poucos anos, é estranho, me sinto com quinze ainda, mas isso é o de menos. o que importa não é a idade em si, mas a transformação que isso causa. a partir mais ou menos dessa idade, já somos considerados adultos. homens. e isso me leva à seguinte pergunta: será que eu já tou velho demais pra chorar?
peguei aquele cartão de aniversário guardado no fundo da gaveta, aquele único que eu recebi, aquele que mesmo se tivesse no meio de milhares, continuaria sendo o mais importante. aquele que ela me mandou.
eu chorei lendo pois me lembrei que a alguns dias era diferente. chorei pelo "te amo" que eu li naquele cartão, chorei de felicidade também pois lembrei que ela sempre vai estar lá pra se preocupar comigo. chorei por tanta coisa que nem consigo lembrar. resumindo, chorei por ela. é estranho, hoje ser desse jeito.
não sei se foi melhor assim, mas a decisão não foi minha. nem entendi porque num foi tudo diferente, porque não correu tudo bem.
é a vida, sempre pregando peças, e fazendo parecer que desceu uma nuvem negra sobre a minha cabeça. e cada ano que passa, tenho mais certeza que é ela que eu quero, que é ela que eu amo. e a cada dia que passa, mesmo tão perto, me sinto cada vez mais distante dos sonhos que eu já tive.
peguei aquele cartão de aniversário guardado no fundo da gaveta, aquele único que eu recebi, aquele que mesmo se tivesse no meio de milhares, continuaria sendo o mais importante. aquele que ela me mandou.
eu chorei lendo pois me lembrei que a alguns dias era diferente. chorei pelo "te amo" que eu li naquele cartão, chorei de felicidade também pois lembrei que ela sempre vai estar lá pra se preocupar comigo. chorei por tanta coisa que nem consigo lembrar. resumindo, chorei por ela. é estranho, hoje ser desse jeito.
não sei se foi melhor assim, mas a decisão não foi minha. nem entendi porque num foi tudo diferente, porque não correu tudo bem.
é a vida, sempre pregando peças, e fazendo parecer que desceu uma nuvem negra sobre a minha cabeça. e cada ano que passa, tenho mais certeza que é ela que eu quero, que é ela que eu amo. e a cada dia que passa, mesmo tão perto, me sinto cada vez mais distante dos sonhos que eu já tive.
sábado, junho 11, 2005
stardust in the sky
brilha brilha, estrela no céu
você é tão linda dançando tão alto
deixando rastro de poeira de luz
sobre o escuro e celeste véu
brilha brilha, estrela amarela
hipnotizando quem te admira
encantando a todos com sua cor
saida da mais pura e rica aquarela
brilha brilha, estrela saltitante
explodindo em reação
deslumbrando o coração
de todos que te olham apenas um instante
brilha, estrela, e me leve com você
pra um lugar onde eu seja feliz
você é tão linda dançando tão alto
deixando rastro de poeira de luz
sobre o escuro e celeste véu
brilha brilha, estrela amarela
hipnotizando quem te admira
encantando a todos com sua cor
saida da mais pura e rica aquarela
brilha brilha, estrela saltitante
explodindo em reação
deslumbrando o coração
de todos que te olham apenas um instante
brilha, estrela, e me leve com você
pra um lugar onde eu seja feliz
quinta-feira, junho 09, 2005
mais uma história sobre uma madrugada que termina bem, vol I
depois de ter se afogado em lágrimas, o garoto já sem forças limpou o rosto, e foi-se deitar, achando que talvez o próximo dia não fosse o mesmo inferno no qual seu presente havia se tornado. e naquela noite, ele sonhou com uma garota que nunca havia visto em sua vida. sonhou que essa garota o fazia feliz, que ela o compreendia, se entristecia e se alegrava como ele. sonhou com uma pessoa como ele, com sentimentos, com amor, com vida, com alma. acordou no meio da madrugada reclamando que coisas como essa só aconteciam em sonhos mesmo. foi até a cozinha, tomou um gole de café, e desistiu de dormir, já que aquele sonho maravilhoso havia sido estragado. então foi até a janela e admirou a madrugada estrelada, e se deu conta que faziam meses que ele não saia na rua de madrugada para pensar. resolveu então dar uma caminhada pela cidade silenciosa e escura.
passando o portão de sua casa, viu lá longe uma garota sentada no meio fio, e mesmo de longe, pode ver que ela era familiar. ele caminhou na direção dela, e quando estava mais ou menos próximo, ela se levantou e correu em sua direção. eles se abraçaram, se beijaram, e ela disse "antes que você pergunte, eu também sonhei com você". surpreso, o garoto sorriu. ela também, e ele disse "fazia um bom tempo que eu não me sentia feliz, você também, né?". ela concordou, e passaram aquela madrugada juntos de mãos dadas, olhando as estrelas. ele adormeceu nos braços daquela garota.
quando acordou, estava sozinho. voltou pra casa abatido, achando que havia sonhado e que o inferno havia voltado. na porta de sua casa, um bilhete, escrito em letras grandes e azuis "finalmente te achei, garoto dos meus sonhos". pegou o bilhete, e foi para o colégio. quando chegou em casa, se trancou no quarto, e dormiu. sorrindo, esperando a madrugada cair, com a certeza de que seria mais uma noite que a tristeza não conseguiria invadir.
passando o portão de sua casa, viu lá longe uma garota sentada no meio fio, e mesmo de longe, pode ver que ela era familiar. ele caminhou na direção dela, e quando estava mais ou menos próximo, ela se levantou e correu em sua direção. eles se abraçaram, se beijaram, e ela disse "antes que você pergunte, eu também sonhei com você". surpreso, o garoto sorriu. ela também, e ele disse "fazia um bom tempo que eu não me sentia feliz, você também, né?". ela concordou, e passaram aquela madrugada juntos de mãos dadas, olhando as estrelas. ele adormeceu nos braços daquela garota.
quando acordou, estava sozinho. voltou pra casa abatido, achando que havia sonhado e que o inferno havia voltado. na porta de sua casa, um bilhete, escrito em letras grandes e azuis "finalmente te achei, garoto dos meus sonhos". pegou o bilhete, e foi para o colégio. quando chegou em casa, se trancou no quarto, e dormiu. sorrindo, esperando a madrugada cair, com a certeza de que seria mais uma noite que a tristeza não conseguiria invadir.
presença
nas estrelas eu vejo teus olhos, assim como tua face na lua branca,
escuto teu nome em cada frase, enxergo teu sorriso em cada rosto,
sinto tua presença em cada sala, radiante e aconchegante,
e ao mesmo tempo intensa, me deixa flutuando,
ofegante, sem saber o que fazer.
sinto seu perfume em cada flor que se abre no mais belo jardim,
o seu respirar na brisa doce que me acha em cada manhã,
vislumbro tua beleza como o mais belo horizonte sem fim.
eu vejo você no céu, no mar, nos meus sonhos.
te escuto nas rádios, nas vitrolas.
todas as canções de amor que há
parece que foram feitos pra nós.
você está no meu coração.
você está na minha mente.
você está em minha vida.
escuto teu nome em cada frase, enxergo teu sorriso em cada rosto,
sinto tua presença em cada sala, radiante e aconchegante,
e ao mesmo tempo intensa, me deixa flutuando,
ofegante, sem saber o que fazer.
sinto seu perfume em cada flor que se abre no mais belo jardim,
o seu respirar na brisa doce que me acha em cada manhã,
vislumbro tua beleza como o mais belo horizonte sem fim.
eu vejo você no céu, no mar, nos meus sonhos.
te escuto nas rádios, nas vitrolas.
todas as canções de amor que há
parece que foram feitos pra nós.
você está no meu coração.
você está na minha mente.
você está em minha vida.
processo
psicodelicamente falando, minha cabeça dá voltas e voltas sem sair do lugar, começo a viajar, começo a flutuar, me sentir mais leve, assim como meus dedos, que sozinhos assumem o comando de si mesmos e escrevem frenéticamente, sem se importar com o resto, com o pensamento alheio ou a própria indole. apenas escrevem, por prazer, por necessidade, por pura felicidade. vontade de parar? não, só a gana de escrever mais e mais, perder as horas, varar as noites, transpor as barreiras e botar pra fora as visceras de meus pensamentos subconscientes mais profundos. faze-los sangrar sem opacidade pelos meus dedos, infestar o teclado, possuir minhas mãos e quando percebo, já estou de olhos fechados escrevendo por impulso, alguns parágrafos já se desenvolveram sozinho. é a mágica da redação. é a força da criatividade misturada com o sexo entre as palavras, resultando numa orgásmica quimica literária.
terça-feira, junho 07, 2005
hoje, mais uma vez
eu me encontro aqui, sem perceber o tempo passar (se passaram 2 horas e eu achando que havia olhado o relógio somente a 20 minutos) e as palavras dos discos entram em minha cabeça e me bombardeiam com realidade, aquela que fica me cutucando de vez em quando, pra me mostrar que nem sempre a gente sorri, nem sempre as coisas saem do jeito que a gente quer, que por mais que nossa felicidade não parece ter fim, uma hora ela acaba. seja lá o que for que a tire, você percebe que ainda está preso naquela vidinha na qual tijolos chamados tristeza te acertam de vez em quando. seus planos falham, sua visão entorta, suas lágrimas reaparecem como mágica e você se vê como a x meses atrás, quando você chorava por uma causa ou outra.
é incrível como a felicidade nos dá uma impressão de firmeza no chão. por menor que ela seja, qualquer pedaço dela te dá a impressão de que nunca ninguém nem nada vai te derrubar, e que a vida agora parece perfeita. será? será que não estamos apenas cegos pela temporária alegria que nos tomou, e esquecemos de perceber, mas nossos problemas ainda estão ali, espreitando? é, a gente não vê. fica feliz do mesmo jeito, e ignora tudo em volta, por mais crítica que a situação esteja. continuamos sorrindo e falando "foda-se, eu tou feliz".
mas então, alguma coisa que acontece te derruba, é uma porrada tão grande que além de nos tirar a felicidade, ainda faz a gente voltar a ver todos os outros problemas que nos cercam. seja ela minima ou não, a causa de nossa infelicidade parece que veio pra nos tirar de um trono no qual eramos reis do mundo, aquele quarto fechado onde ninguém ia te ferir. mas, a porta se escancara e ela entra, sinistra, e te joga pela janela, você cai, cai, cai, até dar de cara com o chão lá embaixo, aquele bem duro que a gente chama de realidade, sabe? então voltamos a ser nós mesmos, a ver a vida com os olhos que não enxergam só o lado bom da vida.
hoje novamente me encontro com a cara espatifada nesse chão, sentindo bem os antigos problemas e sentindo de novo na pele, finalmente, os cacos afiados do ladrilho que se partiu com a queda. sentindo, mais uma vez, a amarga, triste e pura realidade.
é incrível como a felicidade nos dá uma impressão de firmeza no chão. por menor que ela seja, qualquer pedaço dela te dá a impressão de que nunca ninguém nem nada vai te derrubar, e que a vida agora parece perfeita. será? será que não estamos apenas cegos pela temporária alegria que nos tomou, e esquecemos de perceber, mas nossos problemas ainda estão ali, espreitando? é, a gente não vê. fica feliz do mesmo jeito, e ignora tudo em volta, por mais crítica que a situação esteja. continuamos sorrindo e falando "foda-se, eu tou feliz".
mas então, alguma coisa que acontece te derruba, é uma porrada tão grande que além de nos tirar a felicidade, ainda faz a gente voltar a ver todos os outros problemas que nos cercam. seja ela minima ou não, a causa de nossa infelicidade parece que veio pra nos tirar de um trono no qual eramos reis do mundo, aquele quarto fechado onde ninguém ia te ferir. mas, a porta se escancara e ela entra, sinistra, e te joga pela janela, você cai, cai, cai, até dar de cara com o chão lá embaixo, aquele bem duro que a gente chama de realidade, sabe? então voltamos a ser nós mesmos, a ver a vida com os olhos que não enxergam só o lado bom da vida.
hoje novamente me encontro com a cara espatifada nesse chão, sentindo bem os antigos problemas e sentindo de novo na pele, finalmente, os cacos afiados do ladrilho que se partiu com a queda. sentindo, mais uma vez, a amarga, triste e pura realidade.
sábado, maio 28, 2005
thoughts of a loser, act I - of when you realize that love is different than what you saw on tv
o que eu faço, quando tudo parece desmoronar, quando tudo parece cair, quando tudo parece sumir, quando minha vida parece estar mais do que errada?
o que fazer quando minha cabeça está para explodir, e nada mais faz sentido, pois as poucas coisas que me importam não parecem se importar?
"i get nothing and in return you get it all, i give my life for you, that's how we play the game."
quando parece que deus traçou meu plano de vida usando uma régua velha e uma grafite sem ponta, numa folha rasgada. quando tudo gira e meus olhos já não acompanham mais o movimento. quando os pensamentos sobregarregam minha mente. quando meus olhos ardem e não dá mais pra fechá-los.
"even known i tried, i can't get my head around you"
ou quando não entendo nada minha volta, quando não entendo quem está a minha volta, quando a lógica perde o sentido, quando comportamentos não justificam atos, quando as pessoas já não mais se importam, quando a vida vai ficando previsível, o que fazer?
"me diz o que você quer de mim, me diz porque tem que ser assim."
e quando tudo parece ali pra me machucar? quando me dou conta de que está acontecendo de novo? quando percebo que eu preciso de certas coisas? quando dói no peito ver que o esforço foi inútil?
"i think i'm paranoid."
as vezes isso é apenas papo de um garoto cheio de suas mainas e seus pensamentos absurdos. mas quando eu vou descobrir se é verdade ou é só ilusão?
"never gonna find me."
porque sempre parece que tá errado? porque sempre parece estar estranho? porque sempre parece que nunca tenho importância? porque eu fico com tudo isso na cabeça?
"i got pictures on my mind."
um jogo de sete erros com a realidade. alguns deles sem importância. mas um ou outro fazendo toda a diferença. essa imagem, parece tão real, tão próxima, será que é isso que me faz pensar em tudo?
"start living like i'm still alive, one dream at a time."
um sonho de cada vez. preciso mesmo aprender essa lição. e termino o primeiro ato da minha auto-análise com uma frase que seria muito bom apreneder também.
"i gotta learn how to fall before i learn how to fly."
eu voei e caí, pela segunda vez sem aprender como me preparar para o próximo tombo.
só espero que eu não caia de novo, do fundo do coração.
o que fazer quando minha cabeça está para explodir, e nada mais faz sentido, pois as poucas coisas que me importam não parecem se importar?
"i get nothing and in return you get it all, i give my life for you, that's how we play the game."
quando parece que deus traçou meu plano de vida usando uma régua velha e uma grafite sem ponta, numa folha rasgada. quando tudo gira e meus olhos já não acompanham mais o movimento. quando os pensamentos sobregarregam minha mente. quando meus olhos ardem e não dá mais pra fechá-los.
"even known i tried, i can't get my head around you"
ou quando não entendo nada minha volta, quando não entendo quem está a minha volta, quando a lógica perde o sentido, quando comportamentos não justificam atos, quando as pessoas já não mais se importam, quando a vida vai ficando previsível, o que fazer?
"me diz o que você quer de mim, me diz porque tem que ser assim."
e quando tudo parece ali pra me machucar? quando me dou conta de que está acontecendo de novo? quando percebo que eu preciso de certas coisas? quando dói no peito ver que o esforço foi inútil?
"i think i'm paranoid."
as vezes isso é apenas papo de um garoto cheio de suas mainas e seus pensamentos absurdos. mas quando eu vou descobrir se é verdade ou é só ilusão?
"never gonna find me."
porque sempre parece que tá errado? porque sempre parece estar estranho? porque sempre parece que nunca tenho importância? porque eu fico com tudo isso na cabeça?
"i got pictures on my mind."
um jogo de sete erros com a realidade. alguns deles sem importância. mas um ou outro fazendo toda a diferença. essa imagem, parece tão real, tão próxima, será que é isso que me faz pensar em tudo?
"start living like i'm still alive, one dream at a time."
um sonho de cada vez. preciso mesmo aprender essa lição. e termino o primeiro ato da minha auto-análise com uma frase que seria muito bom apreneder também.
"i gotta learn how to fall before i learn how to fly."
eu voei e caí, pela segunda vez sem aprender como me preparar para o próximo tombo.
só espero que eu não caia de novo, do fundo do coração.
sexta-feira, maio 27, 2005
just can't
i can't live knowing that someone have the control
and i got just a few bucks, never more than that
i can't live knowing that i'm getting older to death
i can't live knowing that someday i will die
i can't sit and hear your excuses for everything
that goes wrong in your life or in mine
i can't sit and watch as the sun goes down
i can't sit and wait without drawning a line
between everything you really believe
and everything you were told to
all the things that you are obrigated
and all the things that you love to do
now it's just a blur
now it's just a blur
i can't run away from all those who hate me
and just want to beat me all way down
i can't run from an ocean of sickness
i can't run because i'm gonna drown
i can't change my ideals because they
look so wrong to a person with no vision
i can't change my life just for money
i can't change my enourmos confusion
between everything you really believe
and everything you were told to
all the things that you are obrigated
and all the things that you love to do
now it's just a blur
now i'm just a blur
and i got just a few bucks, never more than that
i can't live knowing that i'm getting older to death
i can't live knowing that someday i will die
i can't sit and hear your excuses for everything
that goes wrong in your life or in mine
i can't sit and watch as the sun goes down
i can't sit and wait without drawning a line
between everything you really believe
and everything you were told to
all the things that you are obrigated
and all the things that you love to do
now it's just a blur
now it's just a blur
i can't run away from all those who hate me
and just want to beat me all way down
i can't run from an ocean of sickness
i can't run because i'm gonna drown
i can't change my ideals because they
look so wrong to a person with no vision
i can't change my life just for money
i can't change my enourmos confusion
between everything you really believe
and everything you were told to
all the things that you are obrigated
and all the things that you love to do
now it's just a blur
now i'm just a blur
terça-feira, maio 24, 2005
cheiro de chuva, pt II
agora a chuva martela a janela do meu quarto, sem piedade, achando que vai me deixar mal. sim, mal, pois ela me lembra que há várias coisas que eu queria poder sentir enquanto as gotas tocam meu rosto, mas não vou. minhas expectativas mais desejadas são as mais distantes. meus sonhos menos realizáveis são os que eu mais almeijo. todo um mundo diferente, toda uma vida diferente da minha rotina afônica, onde cada berro parece mais um gemido abafado. cada segundo que parece uma década, o relógio que bate em marcha ré, tudo contribuindo para esse ambiente semi-escuro em que me encontro. as músicas batem em meu ouvido e me causam a sensação de estar cada vez mais longe, e a chuva me leva cada vez mais para um mundo de imaginação, onde todas as minhas vontades se completam.
a vontade de crescer.
a vontade de sentir.
a vontade de viver mais intensamente.
a vontade de poder correr sem me importar com nada.
a vontade de ser livre.
a vontade de poder gritar o mais alto que conseguir.
e também...
o meu relógio bate mais devagar, minha vida se estende por mais tempo, cada segundo corresponde a uma eternidade, meu tempo é maior, meu tempo é mais vazio, meus sentidos se aguçam.
sinto o frio batendo no rosto;
vejo a luz fraca entrando em meu quarto;
ouço o vento batendo na janela;
sinto o gosto da tua boca;
e sinto, acima de tudo, o cheiro da chuva penetrando minha alma de novo.
a vontade de crescer.
a vontade de sentir.
a vontade de viver mais intensamente.
a vontade de poder correr sem me importar com nada.
a vontade de ser livre.
a vontade de poder gritar o mais alto que conseguir.
e também...
o meu relógio bate mais devagar, minha vida se estende por mais tempo, cada segundo corresponde a uma eternidade, meu tempo é maior, meu tempo é mais vazio, meus sentidos se aguçam.
sinto o frio batendo no rosto;
vejo a luz fraca entrando em meu quarto;
ouço o vento batendo na janela;
sinto o gosto da tua boca;
e sinto, acima de tudo, o cheiro da chuva penetrando minha alma de novo.
sábado, maio 14, 2005
vitae perfectuosa
tantas coisas girando, tantas coisas mudando
o mundo, nunca para, nem que eu queira
ele continua correndo pra tentar me ultrapassar
mas não, nunca vou deixar!
se eu paro o mundo me atropela, então
o jeito é correr com convicção.
movido pela brisa que vem do céu azul
não importa a direção, norte ou sul
leste ou oeste, pra pra baixo ou para cima
pra não cair, aprender os truques que a vida ensina
pois se você tropeça, meu amigo... um abraço!
é como uma vaca caindo no laço
incapacitada de correr para sua liberdade
incapaz de sentir o sol que a pele arde
sol, lua, chuva
quente, frio
sensações
estações
a vida é assim
sincera e inocente
apenas seguindo o caminho que tem que percorrer
mas atropelando todos que insistem em parar de viver
o mundo, nunca para, nem que eu queira
ele continua correndo pra tentar me ultrapassar
mas não, nunca vou deixar!
se eu paro o mundo me atropela, então
o jeito é correr com convicção.
movido pela brisa que vem do céu azul
não importa a direção, norte ou sul
leste ou oeste, pra pra baixo ou para cima
pra não cair, aprender os truques que a vida ensina
pois se você tropeça, meu amigo... um abraço!
é como uma vaca caindo no laço
incapacitada de correr para sua liberdade
incapaz de sentir o sol que a pele arde
sol, lua, chuva
quente, frio
sensações
estações
a vida é assim
sincera e inocente
apenas seguindo o caminho que tem que percorrer
mas atropelando todos que insistem em parar de viver
segunda-feira, maio 09, 2005
sob um céu azul*
Eu que sempre senti a mais pura adrenalina correr em minhas veias, nesse meio entre milhares de pessoas me senti só e um remorso apertou o meu coração. Um estranho medo de que talvez tudo o que eu ainda tenho de fazer e dizer fique pela metade, por um instante lembrei de você (assim como vários outros), nas pessoas que eu amo e julgo me amarem também, cada sentimento que me prende a esse lugar, cada sensação.
Olho para o céu azul, admirando toda sua imensidão, pressentindo que a qualquer momento eu possa partir e descobrir o que existe lá. Vendo todos os corpos em movimento e sentindo toda a pulsação que irradia, são milhares, mas eu sinto falta apenas de um. Você. Entenda, não um sentimento de amizade ou, muito menos, de simples atração, mas sim todo o amor, o qual não existe outros meios de ser. Não te quero ao meu lado infeliz, porém se aqui somos completos, vamos nos unir como um só. Já não pense mais em tantas conseqüências nem reflita com tanta razão, use o coração. Não digo isso apenas para ‘nós’, me refiro a todos nós, pois para que razões demais, amanhã, quem sabe? Talvez jamais.Agora já não posso mais dizer, espero o dia acabar e sob o mesmo céu te encontrar.Você.
texto por kadu morgado
Olho para o céu azul, admirando toda sua imensidão, pressentindo que a qualquer momento eu possa partir e descobrir o que existe lá. Vendo todos os corpos em movimento e sentindo toda a pulsação que irradia, são milhares, mas eu sinto falta apenas de um. Você. Entenda, não um sentimento de amizade ou, muito menos, de simples atração, mas sim todo o amor, o qual não existe outros meios de ser. Não te quero ao meu lado infeliz, porém se aqui somos completos, vamos nos unir como um só. Já não pense mais em tantas conseqüências nem reflita com tanta razão, use o coração. Não digo isso apenas para ‘nós’, me refiro a todos nós, pois para que razões demais, amanhã, quem sabe? Talvez jamais.Agora já não posso mais dizer, espero o dia acabar e sob o mesmo céu te encontrar.Você.
texto por kadu morgado
domingo, maio 08, 2005
usina da mente
como seria, relatar todo um mundo de pensamentos, dúvidas e incertezas existenciais? como seria uma carta relatando tudo que uma mente cheia de conflitos produz, tanto consciente quanto inconscientemente?
as idéias fluem num ritmo muito mais acelerado do que se pode imaginar. o concerto de luzes piscanado à minha volta me seduz, tudo se desfaz e se mistura em extase, eu entro em transe, começo a viajar, e as palavras começam a sangrar da minha massa cinzenta. palavras, idéias, vontades, são todos apenas impulsos elétricos descarregados, de acordo com a física. mas será que se pode resumir a grandeza de pensamentos de uma mente humana a apenas elétrons dançando por entre as cordas bambas do sistema neural? não... não se pode cometer um erro desses.
nossas idéias reais, aquelas que na maioria das vezes nem sabemos que existem, tem uma complexidade devastadora, e são tão incompreensiveis que a maioria de nós ficaria louco ao tentar desvendar uma mente criativa em processo de trabalho. é algo além do nosso entendimento, idéias capazes de mudar o mundo e a concepção de vida de muita gente. a verdade absoluta, as respostas para as perguntas que ninguém fez ou as que ninguém nunca conseguiu responder, as fórmulas que ninguém teorizou, aquelas que simplificariam toda a vida e as verdades em poucos números. sim, números que simplificariam a vida, números que resolveriam equações que à séculos estão ali, jogadas em uma lousa empoerada num porão de uma universidade antiga, pois os grandes sábios daquela época não conseguiram resolver. tudo isso, tudo que a humanidade procura, está num dos poucos lugares onde nós não procuramos.
d e n t r o
d o
n o s s o
s u b c o n s c i e n t e
vagando ali, esperando o dia que um de nós acordará e enxergará dentro de si mesmo, e verá que está tudo ali, tudo que pode completar a expressão da vida. tudo ali. escondido. adormecido.
"ali, onde nós achavamos que haviam apenas impulsos elétricos, há na verdade uma sucessão infinita de poderosas usinas atômicas, onde cada idéia representa uma nova reação em cadeia, podendo acabar no segundo seguinte ou durar para sempre."
as idéias fluem num ritmo muito mais acelerado do que se pode imaginar. o concerto de luzes piscanado à minha volta me seduz, tudo se desfaz e se mistura em extase, eu entro em transe, começo a viajar, e as palavras começam a sangrar da minha massa cinzenta. palavras, idéias, vontades, são todos apenas impulsos elétricos descarregados, de acordo com a física. mas será que se pode resumir a grandeza de pensamentos de uma mente humana a apenas elétrons dançando por entre as cordas bambas do sistema neural? não... não se pode cometer um erro desses.
nossas idéias reais, aquelas que na maioria das vezes nem sabemos que existem, tem uma complexidade devastadora, e são tão incompreensiveis que a maioria de nós ficaria louco ao tentar desvendar uma mente criativa em processo de trabalho. é algo além do nosso entendimento, idéias capazes de mudar o mundo e a concepção de vida de muita gente. a verdade absoluta, as respostas para as perguntas que ninguém fez ou as que ninguém nunca conseguiu responder, as fórmulas que ninguém teorizou, aquelas que simplificariam toda a vida e as verdades em poucos números. sim, números que simplificariam a vida, números que resolveriam equações que à séculos estão ali, jogadas em uma lousa empoerada num porão de uma universidade antiga, pois os grandes sábios daquela época não conseguiram resolver. tudo isso, tudo que a humanidade procura, está num dos poucos lugares onde nós não procuramos.
d e n t r o
d o
n o s s o
s u b c o n s c i e n t e
vagando ali, esperando o dia que um de nós acordará e enxergará dentro de si mesmo, e verá que está tudo ali, tudo que pode completar a expressão da vida. tudo ali. escondido. adormecido.
"ali, onde nós achavamos que haviam apenas impulsos elétricos, há na verdade uma sucessão infinita de poderosas usinas atômicas, onde cada idéia representa uma nova reação em cadeia, podendo acabar no segundo seguinte ou durar para sempre."
terça-feira, abril 12, 2005
mudança a demorar
longe de entender o modus operandi da vida, eu continuo aqui, enfrentando cada desafio e cada surpresa. decepções, atitudes erradas, enganos e falhas, estamos a mercê de tudo isso.
hoje é mais um dia no qual minha mente fica a deriva no mar de pensamentos.
tem coisas que eu não consigo compreender, não consigo mesmo, como o fato da ultima perda que eu sofri. eu sei que há males que vem para o nosso bem, mas e quando os males vem para nos machucar, e o bem fica lá no ponto de partida, longe de chegar? e se o mal toma o metrô enquanto o bem vem se arrastando num ônibus enguiçado? qual a chance de eu me sentir feliz, se a cada dia uma nova má noticia aparece?
"o silêncio sempre foi o ruído mais ensurdecedor."
e eu fico aqui como sempre, quieto, olhando o teto, admirando o horizonte imaginario que liga a realidade com meus sonhos. quando percebo que estou hipnotizado de novo, já é tarde, já estou quase a chorar. dói muito assumir esse meu estado melancolico, mas é a verdade.
"do i trust my heart or trust my mind, why is truth so hard to find in this world?"
continuo esperando aquele milagre que a tempo achei que viria, só que agora com menos fervor. será que depois de tudo o que aconteceu ainda existe a possibilidade de uma melhora repentina? algo que me tire das erroneas tardes olhando ora o teto, ora o monitor, apesar de sempre conversando, usando palavras que não significam nada de mais, pois novamente a rotina as inutiliza.
rotina, como isso é triste. seguir sempre a mesma linha, todo dia, continuando a seguir sem ter chance de mudar. wish i could be outlane, but somehow, i can't.
e eu fico a olhar para o teto como sempre, seja o branco do meu teto ou o azul do céu, ou mesmo aquela singela bola de fogo que fica diariamente aquecendo nossas cabeças.
"i know that there's a point i've missed
a shrine or stone i haven't kissed
a scar that never graced my wrist
a mirror that hasn't met my fist
but i can't help it
feeling like i'm due for a miracle
i'm waiting for a sign
i'll stare straight into the sun
and i won't close my eyes
'til i understand or go blind"
e meu olho não vai parar de arder tão cedo.
hoje é mais um dia no qual minha mente fica a deriva no mar de pensamentos.
tem coisas que eu não consigo compreender, não consigo mesmo, como o fato da ultima perda que eu sofri. eu sei que há males que vem para o nosso bem, mas e quando os males vem para nos machucar, e o bem fica lá no ponto de partida, longe de chegar? e se o mal toma o metrô enquanto o bem vem se arrastando num ônibus enguiçado? qual a chance de eu me sentir feliz, se a cada dia uma nova má noticia aparece?
"o silêncio sempre foi o ruído mais ensurdecedor."
e eu fico aqui como sempre, quieto, olhando o teto, admirando o horizonte imaginario que liga a realidade com meus sonhos. quando percebo que estou hipnotizado de novo, já é tarde, já estou quase a chorar. dói muito assumir esse meu estado melancolico, mas é a verdade.
"do i trust my heart or trust my mind, why is truth so hard to find in this world?"
continuo esperando aquele milagre que a tempo achei que viria, só que agora com menos fervor. será que depois de tudo o que aconteceu ainda existe a possibilidade de uma melhora repentina? algo que me tire das erroneas tardes olhando ora o teto, ora o monitor, apesar de sempre conversando, usando palavras que não significam nada de mais, pois novamente a rotina as inutiliza.
rotina, como isso é triste. seguir sempre a mesma linha, todo dia, continuando a seguir sem ter chance de mudar. wish i could be outlane, but somehow, i can't.
e eu fico a olhar para o teto como sempre, seja o branco do meu teto ou o azul do céu, ou mesmo aquela singela bola de fogo que fica diariamente aquecendo nossas cabeças.
"i know that there's a point i've missed
a shrine or stone i haven't kissed
a scar that never graced my wrist
a mirror that hasn't met my fist
but i can't help it
feeling like i'm due for a miracle
i'm waiting for a sign
i'll stare straight into the sun
and i won't close my eyes
'til i understand or go blind"
e meu olho não vai parar de arder tão cedo.
segunda-feira, abril 11, 2005
vo.lu.bi.li.da.de*
Já sentiu como se te faltasse o ar?
Como se o soluço causado por suas lágrimas te sufocasse?
Você sente um vazio tão grande que parece te arrancar um
pedaço do coração e assim te fazer morrer aos poucos!
E de repente, tudo é tão frio, tão triste e tão enfadonho,
que nem o sangue que corre em suas veias parece te esquentar
e te fazer lembrar que está vivo!
A dor é tão real e tão intensa que você acredita que nunca
mais vai ser feliz de novo!
E é só isso que você busca e deseja desesperadamente... ser feliz!
E que ninguém te machuque de novo!
E sabendo que isso é impossível, você chora, você agoniza,
você perde a fé por alguns instantes...
Nada do que você possa fazer ou dizer é suficiente,
e tudo que você sente parece superficial, todos
parecem superficiais... todos.
Palavras amigas, de consolo se tornam triviais demais,
pois ninguém te entende, ninguém sente como você... nunca é igual.
Sentimentos, sentimentos... quando desprezados,
não representam qualquer valor, precisam ser reconhecidos! E quando não são, precisam ser esquecidos...
texto por fernanda ninomiya
Como se o soluço causado por suas lágrimas te sufocasse?
Você sente um vazio tão grande que parece te arrancar um
pedaço do coração e assim te fazer morrer aos poucos!
E de repente, tudo é tão frio, tão triste e tão enfadonho,
que nem o sangue que corre em suas veias parece te esquentar
e te fazer lembrar que está vivo!
A dor é tão real e tão intensa que você acredita que nunca
mais vai ser feliz de novo!
E é só isso que você busca e deseja desesperadamente... ser feliz!
E que ninguém te machuque de novo!
E sabendo que isso é impossível, você chora, você agoniza,
você perde a fé por alguns instantes...
Nada do que você possa fazer ou dizer é suficiente,
e tudo que você sente parece superficial, todos
parecem superficiais... todos.
Palavras amigas, de consolo se tornam triviais demais,
pois ninguém te entende, ninguém sente como você... nunca é igual.
Sentimentos, sentimentos... quando desprezados,
não representam qualquer valor, precisam ser reconhecidos! E quando não são, precisam ser esquecidos...
texto por fernanda ninomiya
primeiro
vai andando, vagando sozinho
por esse mundo ingrato que te rejeita
continua buscando por uma felicidade equivocada
onde inexiste qualquer possibilidade de mudança
sim, continua por ai, como um fantasma
dopado, fluindo essa aura que chama de apatia
que te impede de ver que o mundo
é um lugar bom, só depende de voce
fica preso dentro de sua mente
achando que tudo e todos foram colocados ai
para satisfazer o prazer de te derrubar
e te deixar ao relento ardendo sob a escuridão
é, voce que acha que a terra te engole
só pra te cuspir e engolir de novo
pois sua vida é um sofrimento infinito
e sua salvação já escorreu por suas mãos
tentar escapar nao adianta
tudo que pode fazer é fugir
fugir para um lugar dentro da sua mente
onde ninguem te alcança, ninguem te fere
deita, descança, dorme
pois amanhã a batalha será dura
o confronto que trava contra si mesmo
onde seu pensamento é o combustivel da sua ruina
voce não pode contorná-la
voce não pode evitá-la
o veneno já tomou sua mente por inteiro
agora, é escravo dela, e obedece sem pensar
controlado, sim
pelo mal que corroi tuas entranhas nervosas
que te joga contra o mundo
que te deprime e faz chorar.
por esse mundo ingrato que te rejeita
continua buscando por uma felicidade equivocada
onde inexiste qualquer possibilidade de mudança
sim, continua por ai, como um fantasma
dopado, fluindo essa aura que chama de apatia
que te impede de ver que o mundo
é um lugar bom, só depende de voce
fica preso dentro de sua mente
achando que tudo e todos foram colocados ai
para satisfazer o prazer de te derrubar
e te deixar ao relento ardendo sob a escuridão
é, voce que acha que a terra te engole
só pra te cuspir e engolir de novo
pois sua vida é um sofrimento infinito
e sua salvação já escorreu por suas mãos
tentar escapar nao adianta
tudo que pode fazer é fugir
fugir para um lugar dentro da sua mente
onde ninguem te alcança, ninguem te fere
deita, descança, dorme
pois amanhã a batalha será dura
o confronto que trava contra si mesmo
onde seu pensamento é o combustivel da sua ruina
voce não pode contorná-la
voce não pode evitá-la
o veneno já tomou sua mente por inteiro
agora, é escravo dela, e obedece sem pensar
controlado, sim
pelo mal que corroi tuas entranhas nervosas
que te joga contra o mundo
que te deprime e faz chorar.
domingo, abril 10, 2005
teto
olho a janela, ela me olha, e percebe minha amargura. entende que eu estou vazio por dentro, que cada dia mais eu volto a ser apático, pois é isso que faço quando fico triste. atitude covarde vinda de um garoto que perdeu o brilho nos olhos. entre os cortes feitos pelos espinhos desse mar, me lembro como era caminhar sobre as pétalas, e me lembro como desci delas. num mergulho de cabeça, sem me importar, e sem perceber que as consequências seriam brutalmente dolorosas. não mais sentir o perfume do pólen, o qual por mais "indiferente" que pudesse estar, eu apreciava com tanto gosto, com tanto amor. agora enquanto me ardem as chagas, olho em direção ao céu, e vejo apenas a sombra do que um dia já foi minha terra firme. como sempre, eu miro o teto. olhar pra cima e ver que o céu não vai parar e me esperar para continuar se deslocando é sem duvida mais inspirador do que olhar o solo e ver que ele sempre terá a mesma cara.
o quarto me encara. ele encolhe a cada lágrima que cai ao chão.
ele ri de mim nas horas de desespero, e me desanima nas horas em que eu sorrio.
esse inimigo tão íntimo continua aqui, dia após dia, e não vou me livrar dele tão cedo.
não que eu queira, pois são suas paredes que estremecem sob meus punhos nas horas de raiva e incompreensão, e por mais que ele me derrube, é ele que me entende.
w i s h i n e v e r w o k e u p
preso de novo nos sonhos inalcançáveis nos quais a princesa me foge, o dragão me devora e eu continuo a sofrer em seu ventre. eu luto, mas minha espada já falha ao cortar.
de dentro dele, posso enchergar todos que me dão forças, mas isso não é o suficiente ainda, pois a espada ainda não consegue lascerar o colo da fera.
queria entender o que significa a espada.
queria entender o motivo dela não cortar nada.
queria entender tudo.
mas eu ainda não sei nada.
e mais uma vez, me foge a paciência.
e mais uma vez, deito e encaro o teto
e mais uma vez, eu desabafo por meio de palavras que eu sei que ninguém vai entender.
o quarto me encara. ele encolhe a cada lágrima que cai ao chão.
ele ri de mim nas horas de desespero, e me desanima nas horas em que eu sorrio.
esse inimigo tão íntimo continua aqui, dia após dia, e não vou me livrar dele tão cedo.
não que eu queira, pois são suas paredes que estremecem sob meus punhos nas horas de raiva e incompreensão, e por mais que ele me derrube, é ele que me entende.
w i s h i n e v e r w o k e u p
preso de novo nos sonhos inalcançáveis nos quais a princesa me foge, o dragão me devora e eu continuo a sofrer em seu ventre. eu luto, mas minha espada já falha ao cortar.
de dentro dele, posso enchergar todos que me dão forças, mas isso não é o suficiente ainda, pois a espada ainda não consegue lascerar o colo da fera.
queria entender o que significa a espada.
queria entender o motivo dela não cortar nada.
queria entender tudo.
mas eu ainda não sei nada.
e mais uma vez, me foge a paciência.
e mais uma vez, deito e encaro o teto
e mais uma vez, eu desabafo por meio de palavras que eu sei que ninguém vai entender.
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
dançando o colapso
tedio. nada pra fazer, nada pra dizer. ninguém pra ver, ouvir, conversar. sentir. fazer alguma coisa, não, impossivel. tudo é tão quieto, parado, sem vida, sem graça.
apenas sussurros roucos e abafados cortam o som do vento lá fora, enquanto eu aqui dentro, preso, sozinho, sem nada que me entretenha nem que por miseros cinco minutos. cinco minutos, cinco horas, cinco dias, tanto faz. não há mais noção de tempo aqui, apenas o prolongamento de um instante que não parece ter fim.
dormir, sim, a unica saida plausivel para uma situação como essa. apagar, sonhar, desligar, nem que sejam só pelos miseros cinco minutos, sumir dessa confusão estatica sem fim é uma ideia mais que agradavel. cinco minutos, apagar, apagar, desviar o pensamento de um vazio mundado para um vazio dentro da mente, um vazio nos sonhos. sonhar, sim, fantasiar, imaginar, deixar levar por uma situação irreal mas tão agradavel que nos faz querer dormir para sempre. nós dois, um salão, musica lenta na vitrola, você aqui, eu dançando com um copo de absinto na mão, abraçado, colado, sentindo, é apenas um sonho, mas sonhar com você é tão bom, então pra que acordar? pra que voltar para um mundo sem graça e vazio se nos meus sonhos tenho tudo que pode me fazer feliz? por que não abolir a vida, e viver somente sonhando?
a vida as vezes é tão inerte e indiferente que parece que estamos presos num disco riscado. repetitivo, algo que nos faz querer sair desse vale de lentidão, no qual os movimentos parecem sem vida e tudo mais não faz sentido.
sim, hoje é apenas mais um dia morto no qual um garoto em colapso se vê preso, dançando por entre os véus que ao vento não balançam, e a vida parece se perder a medida que o filme mudo monocromático chamado casa vai ficando cada vez mais redundante.
apenas sussurros roucos e abafados cortam o som do vento lá fora, enquanto eu aqui dentro, preso, sozinho, sem nada que me entretenha nem que por miseros cinco minutos. cinco minutos, cinco horas, cinco dias, tanto faz. não há mais noção de tempo aqui, apenas o prolongamento de um instante que não parece ter fim.
dormir, sim, a unica saida plausivel para uma situação como essa. apagar, sonhar, desligar, nem que sejam só pelos miseros cinco minutos, sumir dessa confusão estatica sem fim é uma ideia mais que agradavel. cinco minutos, apagar, apagar, desviar o pensamento de um vazio mundado para um vazio dentro da mente, um vazio nos sonhos. sonhar, sim, fantasiar, imaginar, deixar levar por uma situação irreal mas tão agradavel que nos faz querer dormir para sempre. nós dois, um salão, musica lenta na vitrola, você aqui, eu dançando com um copo de absinto na mão, abraçado, colado, sentindo, é apenas um sonho, mas sonhar com você é tão bom, então pra que acordar? pra que voltar para um mundo sem graça e vazio se nos meus sonhos tenho tudo que pode me fazer feliz? por que não abolir a vida, e viver somente sonhando?
a vida as vezes é tão inerte e indiferente que parece que estamos presos num disco riscado. repetitivo, algo que nos faz querer sair desse vale de lentidão, no qual os movimentos parecem sem vida e tudo mais não faz sentido.
sim, hoje é apenas mais um dia morto no qual um garoto em colapso se vê preso, dançando por entre os véus que ao vento não balançam, e a vida parece se perder a medida que o filme mudo monocromático chamado casa vai ficando cada vez mais redundante.
sábado, janeiro 08, 2005
cheiro de chuva
pela janela aberta do meu quarto, eu deixo meu pensamento fluir, até o condomínio ali do lado. queria estar com você agora, te sentir. o cheiro da chuva me traz lembranças doces, onde corremos lado a lado pela calçada. eu ando até a cozinha, e um copo de água me gela a garganta, seca por ter ficado calado por toda a madrugada, sentado frente o computador. então, volto ao meu quarto, que agora está claro.
de novo, me pego a pensar. lembro, e os mesmos raios de sol que agora clareiam meu quarto me ofuscaram a visão naquele dia, e eu olhava pra cima e via teu sorriso ali, tão perto.
imagino se essa mesma chuva que me alegra em trazer lembranças estivesse presente naquele dia. talvez ele não teria sido. talvez nós teríamos nos beijado na chuva. talvez. ainda bem que a chuva pode nos enxergar e sabe a hora certa de aparecer, pois, caso eu não tivesse sentido seu cheiro hoje, não estaria inspirado, nem estaria tão alegre, pois ela me fez lembrar que ali no condomínio do lado dorme uma pessoa muito especial.
de novo, me pego a pensar. lembro, e os mesmos raios de sol que agora clareiam meu quarto me ofuscaram a visão naquele dia, e eu olhava pra cima e via teu sorriso ali, tão perto.
imagino se essa mesma chuva que me alegra em trazer lembranças estivesse presente naquele dia. talvez ele não teria sido. talvez nós teríamos nos beijado na chuva. talvez. ainda bem que a chuva pode nos enxergar e sabe a hora certa de aparecer, pois, caso eu não tivesse sentido seu cheiro hoje, não estaria inspirado, nem estaria tão alegre, pois ela me fez lembrar que ali no condomínio do lado dorme uma pessoa muito especial.
inacabada
um dia você perceberá
que tudo que construiu não mais sustentará
seu monólogo inútil
de superioridades carnais
tudo que para ter em mãos
moveu montanhas e mares abriu
apenas com o poder de teu egoísmo severo e vil
teu império fútil que
insiste em teus semelhantes controlar
ele foi tua ascenção
e tua queda ele trará
que tudo que construiu não mais sustentará
seu monólogo inútil
de superioridades carnais
tudo que para ter em mãos
moveu montanhas e mares abriu
apenas com o poder de teu egoísmo severo e vil
teu império fútil que
insiste em teus semelhantes controlar
ele foi tua ascenção
e tua queda ele trará
aquele velho conto
as pedras que não movemos
barreiras invisíveis que
insistem em acabar
com sonhos gravados em super 8
voando sem sentido algum
fitando flores que em sépia
procuram derrubar-te da viagem
que o futuro reservou
visões e nostalgias
e a memória que está sempre as sumir
e tirar-te a infância que jurou nunca ter vivido
incerta a ser tomada
a volta desse caminho sem fim
por esse castelo corroído
e seus pisos em marfim
barreiras invisíveis que
insistem em acabar
com sonhos gravados em super 8
voando sem sentido algum
fitando flores que em sépia
procuram derrubar-te da viagem
que o futuro reservou
visões e nostalgias
e a memória que está sempre as sumir
e tirar-te a infância que jurou nunca ter vivido
incerta a ser tomada
a volta desse caminho sem fim
por esse castelo corroído
e seus pisos em marfim
hoje...
ah, hoje é só mais um dia como qualquer outro. eu acordei, comi, saí, voltei, olhei, ouvi e dormi. apenas mais um dia. qual é a diferença de hoje pra quase todos os outros dias que vivi? é sempre a mesma coisa, acordar, viver, dormir, isso irrita. rotina irrita. sempre a mesma linha que eu sigo, sempre. bom, era. agora tem você. acrescentando algumas palavras ao mesmo dia de antes, mas agora com você, forma um dia perfeito. pois eu acordei (feliz pois ia ver você), comi (rapido pra que eu pudesse ir logo te ver), saí (e me encontrei com você), voltei (feliz por ter te visto), olhei (tua foto), ouvi (nossa musica) e dormi (depois sonhei com você).
sim, hoje foi só mais um dia como qualquer outro, mas quem sabe, se eu tivesse te visto, eu poderia ter começado com "hoje foi um dia perfeito". quem sabe...
sim, hoje foi só mais um dia como qualquer outro, mas quem sabe, se eu tivesse te visto, eu poderia ter começado com "hoje foi um dia perfeito". quem sabe...