acontece tudo tão rapido
que num piscar de olhos
as folhas caem, as pessoas mudam
fluxo contínuo de energia
que transforma, constrói
remodelando
cada pedaço de seu ser
em uma nova criação
você se vira, se mexe
se renova a cada dia
o mundo pode até não entender
mas você sabe o que tem que
ser feito ou deixar incompleto
ninguém te entende
não, tudo estranho
tempestade
lava a alma com lágrimas e flores
cores no jardim, que te deixam
inebriado com seu perfume
de jasmim
as orquídeas balançam ao vento
tudo parece confuso, tudo balança
a vida, essa triste dança
onde a mais simples mudança
canta no profundo escuro da alma
que feliz ou triste, chora ou sorri
.
mas a lua sabe,
a lua sabe que você está aqui
ela te acaricia com sua claridade
novidade, de novo você apagou
e busca sua luz
.
num eterno giro do girassol
quinta-feira, julho 28, 2005
terça-feira, julho 26, 2005
e quando a verdade não convém?*
Quantas vezes você negou para si mesmo sobre suas virtudes e defeitos? Foi modesto com os outros, nunca com seu próprio “eu”.Deixando que o desejo te guiasse para a beira da mentira, em muitas ocasiões a verdade lhe é mostrada com um instante de epifânia, porém a recusa é imediata talvez por não acreditar na verdade ou, como na maioria das vezes, prefere ignora-la, pois esta não lhe convém.Fugindo sempre para o caminho mais fácil evitando ao máximo encarar tal situação, tal verdade. O anseio para se livrar dela é grande, no entanto o medo te domina e você busca outros caminhos, jamais autenticidade, sinceridade e força de vontade para superar o obstáculo.Não. Você prefere se esconder na sombra do obstáculo esperando por sua queda.
Tente em algum momento da rotina diária se repreender e contar as vezes que você desvia o olhar ou fecha-o, simplesmente ignorando, desfila pelo caminho enquanto o mundo se desfaz diante de ti.Triste, mas é o que realmente acontece, cada vez que você desvia sua visão para enxergar apenas aquilo que te agrada e traz conforto sem nunca tomar frente e encarar a verdade, transpondo a barreira, quebrando o limite, você se torna decadente junto com o mundo que você está. Viver requer mais do que covardia para se esconder quando a fera aparece para se alimentar, é necessário se levantar e mostrar a todos que você está lá, o problema também, mas diferente de muitos você vai derruba-lo e se tornar mais forte a cada queda. A verdade tem que ser admitida, encarada e resolvida na medida do possível, claro que aqui falo da verdade como um problema, um obstáculo, não como uma verdade de caráter imutável ou uma boa verdade. Nem sempre o caminho mais fácil é o certo.
texto por kadu morgado
Tente em algum momento da rotina diária se repreender e contar as vezes que você desvia o olhar ou fecha-o, simplesmente ignorando, desfila pelo caminho enquanto o mundo se desfaz diante de ti.Triste, mas é o que realmente acontece, cada vez que você desvia sua visão para enxergar apenas aquilo que te agrada e traz conforto sem nunca tomar frente e encarar a verdade, transpondo a barreira, quebrando o limite, você se torna decadente junto com o mundo que você está. Viver requer mais do que covardia para se esconder quando a fera aparece para se alimentar, é necessário se levantar e mostrar a todos que você está lá, o problema também, mas diferente de muitos você vai derruba-lo e se tornar mais forte a cada queda. A verdade tem que ser admitida, encarada e resolvida na medida do possível, claro que aqui falo da verdade como um problema, um obstáculo, não como uma verdade de caráter imutável ou uma boa verdade. Nem sempre o caminho mais fácil é o certo.
texto por kadu morgado
segunda-feira, julho 25, 2005
o que eu fiz? o que eu faço? o que me resta fazer?*
tic... tac... tic... tac...
Não tou bem.
O que acontece comigo?
O que foi aquilo? Não aconteceu?
Aquela conversa, olhares, o beijo... o que são? onde ficam?
Sim, gostei de verdade... me apaixonei... mas isso não existe mais. Paixão? Gostar? Gostar e não ser gostado?
A gente tenta tirar resposta, a gente tenta, por mais que isso declare fragilidade, escancarar suas portas pra pessoa, dizer que gostou dela, morrendo de medo da resposta.
E que resposta? Desconversa, não diz nada, não deixa a dizer.
(...)
tic... tac... tic... tac...
O relógio da cozinha bate.
Não! Eu não vou mais voltar pra lá; não vou mais falar com ninguém. Chega de internet, nada mais importa. Pra uma coisa boa são cinquenta decepções. Amigos, esses sim, valem o esforço, mas nada mais parece ter sentido.
Por que acontece comigo?
Os outros têm amores perfeitos, acham pessoas especiais.
Será que não sobra uma pra mim?
(...)
Paixão? Gostar? Gostar e não ser gostado?
Isso não existe mais. Agora, não se apaixona; se olha, se beija, se vai. Te conheço? Não! Vc gosta de mim? Eu tb.
Legal.
Demais.
(...)
tic... tac... tic... tac...
Quem ouve (e é raro quem se dá ao trabalho) pensa: "que coitado, não consegue resolver coisas tão simples."
Mas eu pergunto:
O que aconteceu?
O que foi aquilo?
(...)
― Momento?
Sim, ele pode estar certo.
E posso estar errado sobre tudo isso.
Mas esse tipo de surpresa contrária não acontece comigo.
Eu não faço por merecer? O que sou? Por que não?
O que eu faço de errado?
O que há com elas?¹
¹Acho que depois que faz essa pergunta, você acaba fazendo a outra inevitável em seguida: "o que há comigo?" e descobre que não há nada de errado.
Acaba descobrindo que sua sina é a solidão. Eles têm, você não. Você já teve, ou pensou ter tido, mas não é capaz de ter novamente.
Perguntas e perguntas... ninguém sabe responder; e a única pessoa que sabe é aquela que você não pode e tem medo de perguntar.
tic... tac... tic... tac...
To começando a gostar desse som.
Estou enganado sobre tudo? Acho que não.
Milagre? Não se pode viver deles.
Sim...
― Esquece.
Ele tá certo. Dar as costas pra quem tomou conta do seu pensamento dias atrás. Será a melhor solução?
(...)
Sei que não, mas o que me resta? Implorar pra gostarem de mim?
Esquece.
tic... tac... tic... tac...
texto por andré orodeschi
Não tou bem.
O que acontece comigo?
O que foi aquilo? Não aconteceu?
Aquela conversa, olhares, o beijo... o que são? onde ficam?
Sim, gostei de verdade... me apaixonei... mas isso não existe mais. Paixão? Gostar? Gostar e não ser gostado?
A gente tenta tirar resposta, a gente tenta, por mais que isso declare fragilidade, escancarar suas portas pra pessoa, dizer que gostou dela, morrendo de medo da resposta.
E que resposta? Desconversa, não diz nada, não deixa a dizer.
(...)
tic... tac... tic... tac...
O relógio da cozinha bate.
Não! Eu não vou mais voltar pra lá; não vou mais falar com ninguém. Chega de internet, nada mais importa. Pra uma coisa boa são cinquenta decepções. Amigos, esses sim, valem o esforço, mas nada mais parece ter sentido.
Por que acontece comigo?
Os outros têm amores perfeitos, acham pessoas especiais.
Será que não sobra uma pra mim?
(...)
Paixão? Gostar? Gostar e não ser gostado?
Isso não existe mais. Agora, não se apaixona; se olha, se beija, se vai. Te conheço? Não! Vc gosta de mim? Eu tb.
Legal.
Demais.
(...)
tic... tac... tic... tac...
Quem ouve (e é raro quem se dá ao trabalho) pensa: "que coitado, não consegue resolver coisas tão simples."
Mas eu pergunto:
O que aconteceu?
O que foi aquilo?
(...)
― Momento?
Sim, ele pode estar certo.
E posso estar errado sobre tudo isso.
Mas esse tipo de surpresa contrária não acontece comigo.
Eu não faço por merecer? O que sou? Por que não?
O que eu faço de errado?
O que há com elas?¹
¹Acho que depois que faz essa pergunta, você acaba fazendo a outra inevitável em seguida: "o que há comigo?" e descobre que não há nada de errado.
Acaba descobrindo que sua sina é a solidão. Eles têm, você não. Você já teve, ou pensou ter tido, mas não é capaz de ter novamente.
Perguntas e perguntas... ninguém sabe responder; e a única pessoa que sabe é aquela que você não pode e tem medo de perguntar.
tic... tac... tic... tac...
To começando a gostar desse som.
Estou enganado sobre tudo? Acho que não.
Milagre? Não se pode viver deles.
Sim...
― Esquece.
Ele tá certo. Dar as costas pra quem tomou conta do seu pensamento dias atrás. Será a melhor solução?
(...)
Sei que não, mas o que me resta? Implorar pra gostarem de mim?
Esquece.
tic... tac... tic... tac...
texto por andré orodeschi
quinta-feira, julho 21, 2005
jardim de orquídeas, pt I
reviravoltas acontecem, principalmente quando você menos espera. lá está você, com um copo de coca na mão, andando por um lugar desconhecido quando subitamente se pega olhando na direção daquela garota. ela, simples e ingênua, te olha também, e num daqueles gestos sem muita intenção e com um punhado de inocência, ela pisca para você. então, meio acanhado, você olha pro chão sem saber como agir, com o rosto corado. quando leva o olhar a ela de novo, ela já está posta a sua frente, a te perguntar o nome.
'muito prazer, meu nome é...' então, seja qual for o nome, bonito ou feio, você se encanta completamente por aquela garota que acabou de conhecer. começam a conversar, e você nem tem idéia de como prosseguir. olha para o nada a todo instante, e quando fita o rosto dela, surge uma ligeira sensação de flutuar à brisa dessa tarde. a conversa se prolonga por mais alguns minutos, quando ela sugere que saissem de lá, pois o barulho a estava incomodando, e você concorda, diz que precisava de ar fresco. então seguem para o jardim, que estava um pouco mais colorido agora do que quando você passou ali pela primeira vez. a brisa se transformara em vento, e dava um ar cinematográfico àquela situação. então, ela senta num muro, e fica a te observar, como se visse através de sua alma e te entendesse os pensamentos. você fica atônito, tentando entender como tudo isso estava acontecendo com aquele garoto sempre sem esperança. de repente, ela aproxima o rosto do seu, e numa fração de segundo, você compreende o que estava acontecendo, e aproxima o seu rosto também.
beijo, uma das formas mais básicas de demonstração de carinho, algo tão comum mas que lança calafrios ao ventre de qualquer um. aqueles 15 segundos pra você duraram 15 minutos, e então, ela diz que tem que ir embora, e pergunta 'a gente se encontra aqui amanhã?' e você assente com a cabeça e ela parte, e você anseia pelo dia seguinte.
chega em casa, se joga na cama e reflete sobre tudo que aconteceu. talvez isso não passasse de um sonho, e você sente um medo repentino de acordar e se ver de novo sozinho, com um livro de romance na mão e imaginando como seria se fosse você a personagem a viver aquela história de amor.
mais sonhos de uma noite de inverno.
'muito prazer, meu nome é...' então, seja qual for o nome, bonito ou feio, você se encanta completamente por aquela garota que acabou de conhecer. começam a conversar, e você nem tem idéia de como prosseguir. olha para o nada a todo instante, e quando fita o rosto dela, surge uma ligeira sensação de flutuar à brisa dessa tarde. a conversa se prolonga por mais alguns minutos, quando ela sugere que saissem de lá, pois o barulho a estava incomodando, e você concorda, diz que precisava de ar fresco. então seguem para o jardim, que estava um pouco mais colorido agora do que quando você passou ali pela primeira vez. a brisa se transformara em vento, e dava um ar cinematográfico àquela situação. então, ela senta num muro, e fica a te observar, como se visse através de sua alma e te entendesse os pensamentos. você fica atônito, tentando entender como tudo isso estava acontecendo com aquele garoto sempre sem esperança. de repente, ela aproxima o rosto do seu, e numa fração de segundo, você compreende o que estava acontecendo, e aproxima o seu rosto também.
beijo, uma das formas mais básicas de demonstração de carinho, algo tão comum mas que lança calafrios ao ventre de qualquer um. aqueles 15 segundos pra você duraram 15 minutos, e então, ela diz que tem que ir embora, e pergunta 'a gente se encontra aqui amanhã?' e você assente com a cabeça e ela parte, e você anseia pelo dia seguinte.
chega em casa, se joga na cama e reflete sobre tudo que aconteceu. talvez isso não passasse de um sonho, e você sente um medo repentino de acordar e se ver de novo sozinho, com um livro de romance na mão e imaginando como seria se fosse você a personagem a viver aquela história de amor.
mais sonhos de uma noite de inverno.
flores e meteoros, pt I*
a chuva que começou a cair
pingos brilhantes que até confundi
com as lágrimas que brotavam no rosto
'ele olha pra trás e vê o castelo em chamas
o medo domina sua coragem
e enquanto isso
as pedras caiam do céu'
rancor, dor...
me deixa lutar em paz
por favor
medo querendo te carregar
e o coração implorando a ficar
e os olhos apenas podiam ver
as chamas acesas
braços moles não aguentam mais
o peso de espadas e escudos, jamais
depois de tantas batalhas pagãs
em solo sagrado o guerreiro caiu no chão
olha e percebe suas marcas de sangue
espinhos de flores machucam bastante
enquanto as pedras caiam do céu
e pra se defender
não vai ter fim
não pode mais lutar
vai cicatrizar...
...atira as flores nos meteoros.
texto por diego diegues.
pingos brilhantes que até confundi
com as lágrimas que brotavam no rosto
'ele olha pra trás e vê o castelo em chamas
o medo domina sua coragem
e enquanto isso
as pedras caiam do céu'
rancor, dor...
me deixa lutar em paz
por favor
medo querendo te carregar
e o coração implorando a ficar
e os olhos apenas podiam ver
as chamas acesas
braços moles não aguentam mais
o peso de espadas e escudos, jamais
depois de tantas batalhas pagãs
em solo sagrado o guerreiro caiu no chão
olha e percebe suas marcas de sangue
espinhos de flores machucam bastante
enquanto as pedras caiam do céu
e pra se defender
não vai ter fim
não pode mais lutar
vai cicatrizar...
...atira as flores nos meteoros.
texto por diego diegues.
sábado, julho 16, 2005
un senso trovare le vostre emozioni
por quantas vezes tentei tocar o sol, em vão
mesmo sabendo que alcançar os monumentos
levaria mais tempo do que eu tinha para viver
por quantas vezes tentei me livrar das garras
sem ter sucesso, sem conseguir passo algum
apenas esforço jogado a esmo por mais uma vez
e tudo o que eu temia havia se concretizado
o mal que me consumia novamente aparecera
surgindo do mais profundo abismo do esquecimento
tocou-me novamente, triste repugnância
tirando o nascer da esperança dessa alma
que se perdeu no buraco acinzentado
naquele longo caminho onde a estrada arde em chamas
não há nada além de seus próprios medos
nada além da sua imaginação a te pregar peças
ela, assim como você, almeija a liberdade
pois de nada adianta viver se não se pode correr
de nada serve a mente se não se pode soltá-la
.
aquela criança ficou para trás mais uma vez
deitada no meio fio se debatendo entre lágrimas
sentindo seu corpo evaporar-se ao sol e sumir
(até que novas centelhas incandescentes o tomassem aos braços e em demonstração de compaixão o jogassem aos trilhos novamente, para que o caminho pudesse recomeçar e quem sabe um dia chegar ao pote de ouro que se encontra no âmago de seus pensamentos mais profundos)
mesmo sabendo que alcançar os monumentos
levaria mais tempo do que eu tinha para viver
por quantas vezes tentei me livrar das garras
sem ter sucesso, sem conseguir passo algum
apenas esforço jogado a esmo por mais uma vez
e tudo o que eu temia havia se concretizado
o mal que me consumia novamente aparecera
surgindo do mais profundo abismo do esquecimento
tocou-me novamente, triste repugnância
tirando o nascer da esperança dessa alma
que se perdeu no buraco acinzentado
naquele longo caminho onde a estrada arde em chamas
não há nada além de seus próprios medos
nada além da sua imaginação a te pregar peças
ela, assim como você, almeija a liberdade
pois de nada adianta viver se não se pode correr
de nada serve a mente se não se pode soltá-la
.
aquela criança ficou para trás mais uma vez
deitada no meio fio se debatendo entre lágrimas
sentindo seu corpo evaporar-se ao sol e sumir
(até que novas centelhas incandescentes o tomassem aos braços e em demonstração de compaixão o jogassem aos trilhos novamente, para que o caminho pudesse recomeçar e quem sabe um dia chegar ao pote de ouro que se encontra no âmago de seus pensamentos mais profundos)
04:07 AM, já passou da hora
blá blá blá, pensamentos voando, sensação de fim de madrugada, relógio quase imóvel, barulhos do silêncio lá fora, cachorros latindo na rua de baixo. tudo isso, somado a uma ansiedade esmagadora mais a minha cabeça perturbada resulta em mais uma das longas e homéricas crises de falta de sono, nas quais eu me torno prisioneiro da energia do meu corpo, e a cafeína do refrigerante se prova uma cruel inimiga.
tentar descontar tudo no teclado não vai adiantar de nada, mas é melhor que olhar pro velho inimigo acima de minha cabeça e ouvir suas críticas. agora ele dorme, é uma chance de me livrar da pressão que ele exerce e ter meus pensamentos livres por alguns momentos. música para ajudar a engolir a noite e passar por esse dia sem nenhum corte muito profundo. sim, corte, é o que acontece quando tudo parece me encurralar contra a parede. claustrofóbico? não. apenas com uma dose pequena de paranóia adolescente.
biiiiiiiiiiiiiiiiiin, odeio quando isso acontece, o nivel de percepção sobe, sobe, sobe, e eu escuto uma mosca andando pela janela. a musica de nada adianta, a ausencia de um barulho que não faz parte da paisagem irrita. e a inspiração resolveu ir dormir e me deixar aqui sozinho.
tentar descontar tudo no teclado não vai adiantar de nada, mas é melhor que olhar pro velho inimigo acima de minha cabeça e ouvir suas críticas. agora ele dorme, é uma chance de me livrar da pressão que ele exerce e ter meus pensamentos livres por alguns momentos. música para ajudar a engolir a noite e passar por esse dia sem nenhum corte muito profundo. sim, corte, é o que acontece quando tudo parece me encurralar contra a parede. claustrofóbico? não. apenas com uma dose pequena de paranóia adolescente.
biiiiiiiiiiiiiiiiiin, odeio quando isso acontece, o nivel de percepção sobe, sobe, sobe, e eu escuto uma mosca andando pela janela. a musica de nada adianta, a ausencia de um barulho que não faz parte da paisagem irrita. e a inspiração resolveu ir dormir e me deixar aqui sozinho.
terça-feira, julho 12, 2005
thoughts of a loser, act III - outside lies another ceiling larger than yours
tá, sua vida agora monocroma os dias de inverno da cidade que já é cinza, e cada vez mais você fica surdo. o teto ainda ri de você, as paredes continuam te encarando, a rotina de sempre. então, você resolve mudar. vai até a rua, respira um pouco, pega um ônibus pra lugar nenhum tentando achar o diferencial que completaria essa patética existência feita de coca cola e palavras choradas. o ônibus então chega ao ponto final.
-
você se viu naquele lugar onde todos parecem hostis, ninguém conhecido por perto, e te bate aquela secura na garganta. ah, precisa de alguma coisa para beber. então você bate à porta de um bar, senta e observa à tua volta. pessoas, vivendo a vida sem se preocupar, trabalhando, fofocando ou paquerando. algumas até se beijam. os bêbados viram mais uma caneca de cerveja sem se importar se aquele garoto cuja vida vai ficando cada vez mais trêmula está a beira do delírio olhando sua garrafa ou não. eles apenas bebem, e se divertem. então, você vê que aquele bar foi apenas a fuga das pessoas do mundo lá fora.
-
senta na calçada enquanto os ônibus passam em sua correria rotineira. todo mundo tem rotina, até ônibus tem rotina, então porque a sua te incomoda tanto? de repente, uma revoada de pombos passa sobre sua cabeça, e te faz olhar novamente pra cima. dessa vez, não é o seu teto, mas sim o sol, que te queima o rosto ao invés de dar risada de suas atitudes. as nuvens brancas continuam passando como se você não estivesse olhando. até elas tem rotina, e você continua incomodado.
-
desce as escadas e encontra o colo da mãe que te leva pra casa. o vento bate com força, gela, mas você continua, afinal você nunca viu graça em andar sozinho por ai, seus pensamentos são previsíveis, não é como conversar com outra pessoa. então, já deitado em seu leito, ela começa a se mover, e você adormece ao som daquela melodia que vem debaixo da terra. então você acorda em um outro lugar.
-
desce, mas ao invés de ir ao outro lado pra retomar seu caminho de casa, volta a superfície pra tentar achar algum sentido nos dias longos que vem passando. ora, foi apenas uma estação que você passou, e já que se encontra naquele lugar onde todos vão para procurar alguma coisa, porque não tentar achar o tal diferencial? mas então, você caminha, e no meio daquela multidão se encontra sozinho, como se todos a sua volta tivessem parado no tempo, e você, preso na estaticidade do limbo. sua cabeça gira, então você resolve voltar pra casa e deixar as estátuas para trás.
-
de volta àquele mesmo ônibus de sempre, até já marcado com tinta por você, sempre do lado esquerdo no ultimo assento. e é para lá que você se dirige, e fica remoendo esse dia que por mais inútil que tenha sido, te consola sabendo que ele está quase no fim, e que o próximo pode ser diferente. você, já sem forças, encosta a cabeça e tenta dormir para esquecer tudo isso, e percebe que talvez esse diferencial pode nem existir.
-
de volta ao lar, alguém lhe diz que o telefone tocara, e alguém havia perguntado por você. o nome, ninguém se lembra. então você se questiona se há algo melhor pra fazer do que dormir, e também se não é hora de desistir de achar o sentido. mas, o telefone toca de novo, e dessa vez é você que atende. e se dá conta de que o diferencial pode estar mais perto do que você pensa, e que talvez já o tenha achado sem perceber.
-
volta, dorme, sorri. afinal, os dias não param nem que você realmente queira. mas, será que essa procura épica finalmente encontrou seu final feliz ali onde as pombas dormem? só vivendo pra descobrir se amanhã será mesmo um lindo dia.
-
você se viu naquele lugar onde todos parecem hostis, ninguém conhecido por perto, e te bate aquela secura na garganta. ah, precisa de alguma coisa para beber. então você bate à porta de um bar, senta e observa à tua volta. pessoas, vivendo a vida sem se preocupar, trabalhando, fofocando ou paquerando. algumas até se beijam. os bêbados viram mais uma caneca de cerveja sem se importar se aquele garoto cuja vida vai ficando cada vez mais trêmula está a beira do delírio olhando sua garrafa ou não. eles apenas bebem, e se divertem. então, você vê que aquele bar foi apenas a fuga das pessoas do mundo lá fora.
-
senta na calçada enquanto os ônibus passam em sua correria rotineira. todo mundo tem rotina, até ônibus tem rotina, então porque a sua te incomoda tanto? de repente, uma revoada de pombos passa sobre sua cabeça, e te faz olhar novamente pra cima. dessa vez, não é o seu teto, mas sim o sol, que te queima o rosto ao invés de dar risada de suas atitudes. as nuvens brancas continuam passando como se você não estivesse olhando. até elas tem rotina, e você continua incomodado.
-
desce as escadas e encontra o colo da mãe que te leva pra casa. o vento bate com força, gela, mas você continua, afinal você nunca viu graça em andar sozinho por ai, seus pensamentos são previsíveis, não é como conversar com outra pessoa. então, já deitado em seu leito, ela começa a se mover, e você adormece ao som daquela melodia que vem debaixo da terra. então você acorda em um outro lugar.
-
desce, mas ao invés de ir ao outro lado pra retomar seu caminho de casa, volta a superfície pra tentar achar algum sentido nos dias longos que vem passando. ora, foi apenas uma estação que você passou, e já que se encontra naquele lugar onde todos vão para procurar alguma coisa, porque não tentar achar o tal diferencial? mas então, você caminha, e no meio daquela multidão se encontra sozinho, como se todos a sua volta tivessem parado no tempo, e você, preso na estaticidade do limbo. sua cabeça gira, então você resolve voltar pra casa e deixar as estátuas para trás.
-
de volta àquele mesmo ônibus de sempre, até já marcado com tinta por você, sempre do lado esquerdo no ultimo assento. e é para lá que você se dirige, e fica remoendo esse dia que por mais inútil que tenha sido, te consola sabendo que ele está quase no fim, e que o próximo pode ser diferente. você, já sem forças, encosta a cabeça e tenta dormir para esquecer tudo isso, e percebe que talvez esse diferencial pode nem existir.
-
de volta ao lar, alguém lhe diz que o telefone tocara, e alguém havia perguntado por você. o nome, ninguém se lembra. então você se questiona se há algo melhor pra fazer do que dormir, e também se não é hora de desistir de achar o sentido. mas, o telefone toca de novo, e dessa vez é você que atende. e se dá conta de que o diferencial pode estar mais perto do que você pensa, e que talvez já o tenha achado sem perceber.
-
volta, dorme, sorri. afinal, os dias não param nem que você realmente queira. mas, será que essa procura épica finalmente encontrou seu final feliz ali onde as pombas dormem? só vivendo pra descobrir se amanhã será mesmo um lindo dia.
quinta-feira, julho 07, 2005
(diferentemente,) mais um dia (again)
the truth slaps my face again, so, here i am again, almost washing my keyboard again as my fingertips gain their own life and keep slacking the letters.
the life remains the same old whore, putting those stones for me to stumble. and every fall my hope gets smaller, but i never give up. because it is love that makes me take one more step after each time i kiss the floor.
love... what did this word means? if i'm correct, is a feeling of extreme care and a huge will to be together. but in this case, it isn't. for you, i think.
what when words don't justify, and acts are missing?
maybe it's not so right writing all this things here, but, i'm already showing them in front of you. i don't know what is going to happen, really, i don't know.
maybe this will reach an end... still, i'll be there for you.
maybe this will tear us apart again... still i'll be there for you.
even with all this clothwashing that we are in now, i'll ever be your friend.
whatever happens with all this... still, i'll be there for you.
the life remains the same old whore, putting those stones for me to stumble. and every fall my hope gets smaller, but i never give up. because it is love that makes me take one more step after each time i kiss the floor.
love... what did this word means? if i'm correct, is a feeling of extreme care and a huge will to be together. but in this case, it isn't. for you, i think.
what when words don't justify, and acts are missing?
maybe it's not so right writing all this things here, but, i'm already showing them in front of you. i don't know what is going to happen, really, i don't know.
maybe this will reach an end... still, i'll be there for you.
maybe this will tear us apart again... still i'll be there for you.
even with all this clothwashing that we are in now, i'll ever be your friend.
whatever happens with all this... still, i'll be there for you.