terça-feira, agosto 23, 2005

flores e meteoros, pt II

quando do castelo só sobravam ruínas, eu tive coragem pra voltar
e ver como tudo aquilo havia se tornado pó. no peito, uma pontada.
após todo aquele esforço para sair do buraco, no final foi tudo inútil.

eu poderia ter apodrecido lá, com incerteza, quem sabe seria mais facil.

mas meu coração falou mais alto, persistente como sempre, e me trouxe a isso.

apenas algumas paredes ainda se mantiveram de pé após a tragédia
como se não bastasse, um pedaço do teto havia sobrevivido para rir
da catastrofe que me atingira com tal precisão.
os campos agora apenas traziam restos de flores, que me furavam os pés descalços.

a armadura havia se partido, não passava de uma lembrança.

todos os sentimentos se misturaram por um sublime momento, me trazendo todo o passado de volta a meus olhos. novamente, tudo que eu tinha era dor, sofrimento e arrependimento, por ter visto tudo que importava reduzido a nada.

dei meia volta, e selei meu futuro...


... e o castelo, finalmente veio ao chão.

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