terça-feira, julho 22, 2008

de sonhos e horizontes, pt II

hoje num surto absoluto de consciência fiquei me perguntando sobre todas as vidas que eu já imaginei ou esperava ter e não vieram (ou ao menos não virão) e todos aqueles mundos e lugares que eu sonhei conhecer, e hoje me conformo que boa parte desses sonhos desvairados estão agora adormecidos ou desaparecidos sem fazer muita falta, há apenas alguns poucos que se mantém vivos e eu creio que esses poucos - que acabaram por ser os mais importantes - eu vou conseguir realizar e sei que a vida é mais do que sonhos, é a realidade é o momento intenso que se vive mas eu não consigo deixar de ser sonhador e os sonhos agora são bem mais concretos do que foram outrora, os sonhos são algo que realmente vão me completar (desconsiderando um ou outro devaneio) e agora o céu que eu almeijo é algo que eu posso ver sentir e aprendi a valorizar, os sonhos agora são outros - meu sonho agora é você, pra sempre eternizada em meu corpo ávido por teu abraço e teus olhares que resgatam o mais profundo dos calafrios de minha alma fazendo tremer cada pedaço do que sou.

quinta-feira, julho 10, 2008

follow me*

então vem até mim
nós dois sabemos que
ninguém precisa saber de nada

ninguém precisa aprovar coisa alguma
que reprovem...
a prova mais certa de que nos dois
somos um só

unidos pelo acaso
pela desilusão
pelo sentimento de que nada mais
fosse acontecer de bom

temos algo em comum
nascemos com uma missão
fazer os outros felizes

abdicar do que queremos
pra fazer sorrir
a quem queremos bem

mas você está tão longe de mim agora
e eu tenho que ir...

maldito coração
não sabe o que diz
não sabe o que pensa
não sabe o que sente

é estranho...
é como se você
já estivesse aqui

estar é ligação
ligação é real
real é estar

olhe ao seu redor
é tudo real?
ou está apenas vendo as luzes?

tenho que ir
mais uma vez
deixar o silêncio envolver

o chão já vai chegar
cada vez mais perto
silêncio...


texto por caio simon

terça-feira, julho 01, 2008

from this side of the road

eram quinze pra uma da tarde de uma terça-feira monótona. alguns telefonemas relacionados ao trabalho, algumas artes realizadas e parecia que já havia uma eternidade separando o momento de sua chegada na empresa do momento atual.


esperava ansiosamente a hora de sair para almoçar, tomar um pouco de ar, um pouco de sol, e ouvir outra coisa além dos toques intermitentes das mil linhas do escritório.


então, resolveu ouvir suas músicas. a batida frenética do lifetime invadia suas veias lentamente, e em poucos segundos, de olhos fechados, observava o público espremido logo à sua frente. de cima do palco, via centenas de pessoas, cantando junto cada palavra que gritava, como se tudo que dissesse pudesse ser captado e entendido sem barreiras por todas aquelas pessoas. os acordes rápidos embalavam aquele momento tão solene em sua mente de uma maneira única, como se com o fim do setlist o mundo fosse acabar também. explosivamente profundo, aquele momento ficaria na memória de todos presentes eternamente.


'essa é nossa última música. muito obrigado'.


e os acordes foram desaparecendo lentamente à medida que o toque do telefone o trazia de volta de seus devaneios. era uma e dez da tarde.


e inexplicavelmente, seu sangue fervia.