terça-feira, julho 21, 2009
thoughts of a loser, act V - sun shine on
tem dias que o sol bate tão forte em minha janela que eu quase consigo entender o porque de eu existir. dias como esse, como tantos outros que eu tive, principalmente quando trabalhava em um prédio sentado de frente para a janela e uma paisagem sem fim, com árvores banhadas pela manhã e o cheiro forte do café tomando conta da sala, dias que me fazem querer sair sem rumo e caminhar por horas sentindo que o frio do começo do inverno não consegue tirar a maestria da luz se levantando preguiçosa rumo ao ponto mais alto que nossos olhares alcançam para depois tornar a deitar-se e deixar-nos com a sensação de que somos abençoados simplesmente por existir, poder sentir e contemplar a pulsação da vida em cada folha de árvore nascendo, cada passo dado e cada palavra cantada.
terça-feira, julho 14, 2009
jardim de orquídeas, pt II
sempre me perguntei qual caminho deveria seguir. havia uma certeza, acompanhada de uma enorme insegurança. em meio à neblina, andava a passos incertos por um jardim onde pouco se via. me guiava apenas pelas vozes que vinham de longe, e que por várias vezes, me fizeram andar em circulos até que se calassem, e eu ouvisse um outro chamado.
algumas vezes cheguei a ver o sol.
por entre frestas na vegetação, uma luz esparsa se fazia presente, ora me esquentando, ora me guiando. mas tão repentinamente quanto surgia, ela também desaparecia, e eu ficava sentado no sereno ouvindo a melodia do jardim, seus laços que se tornavam cada vez mais constantes.
essas canções se tornaram tão familiares que as tomava como reflexos de meu interior, soando para e apenas para mim. e cantarolando-as, seguia meu caminho sem rumo ao suposto fim daquele bosque, entre tropeços e espinhos.
eis que, depois de tanto tempo, o sol tornou a brilhar, me fazendo ver tantos desvios e becos sem saída que ficaram pra trás.
e brilhou também dentro de mim a certeza de seguir o caminho certo.
algumas vezes cheguei a ver o sol.
por entre frestas na vegetação, uma luz esparsa se fazia presente, ora me esquentando, ora me guiando. mas tão repentinamente quanto surgia, ela também desaparecia, e eu ficava sentado no sereno ouvindo a melodia do jardim, seus laços que se tornavam cada vez mais constantes.
essas canções se tornaram tão familiares que as tomava como reflexos de meu interior, soando para e apenas para mim. e cantarolando-as, seguia meu caminho sem rumo ao suposto fim daquele bosque, entre tropeços e espinhos.
eis que, depois de tanto tempo, o sol tornou a brilhar, me fazendo ver tantos desvios e becos sem saída que ficaram pra trás.
e brilhou também dentro de mim a certeza de seguir o caminho certo.
sexta-feira, julho 10, 2009
untitled
it's been a while since we stared each other's eyes. it could have been more, i know
this always-changing world can be a pretty mess
and so do we. i know
and now we're here without a word. this glassy wall of crossed sights, bold silence and fast beats, in time. so tell me, tell me, did you find at all
any brighter eyes than mine when they saw your face
breathing deeply and shining sunrise gold?
because i would bet every penny in this world
just to prove it. i'm here for you.