terça-feira, dezembro 06, 2005

à la vie, ne cesse jamais la continuité

mais uma vez nos encontramos por aqui
pensando nas horas que passamos
pulando em bordas de prédios com
vasos em nossas mãos. tudo era tão
seguro e nossos nós não iriam desatar
os dias na porta daquele bar, onde risadas
fluiam sem se importar se lá fora a
chuva dizia para voltar para casa
os tempos que se foram voltam agora
que vendados atiramos em garrafas
até perceber que os cacos que ecoavam
pelas parades refletiam o torpor
de vidas programadas. levados
pela correnteza do nilo, onde a esfinge sorri
irônica da nossa queda.

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