quarta-feira, julho 27, 2011
when my heart misses a beat
e eu imagino, daqui a alguns anos, o telefone tocando, 'amor, vou pedir pizza pra gente, daqui a quanto tempo você chega?', começando mais uma noite daquele futuro que eu tanto sonhei, e sei que finalmente consegui torná-lo alcançável, mais uma daquelas noites em que eu estaciono o carro, subo as escadas apressado, abro a porta e sou recebido por abraços e beijos da guria que me virou o mundo de cabeça pra baixo de uma forma tão intensa e bela que foi caminho sem volta, e ouço a música no fundo descrevendo nossa realidade, 'all i need is to have you here', e meu coração perde o ritmo e acelera quando sinto seu perfume, e o interfone toca e apressado ainda com o crachá pendurado no pescoço eu desço novamente as escadas até a portaria, e ao voltar encontro um copo de chá e os lábios mais doces do mundo me esperando, e enquanto os pedaços são cortados a fumaça sobe quente na sala, sorrisos denunciando o sentir, o amar, o viver, o amor, presente em cada segundo, em cada verso e em cada toque, que esquenta a alma e preenche o vazio que me matava, e agora me mata de vontade, de saudade a cada instante de distância, mesmo que em pensamento seja sempre, sempre presente, e entrelaço os dedos nos teus enquanto caímos no sofá, a música anunciava seu fim e nosso começo, porque você se tornou o começo do que há de melhor em mim, e do futuro mais perfeito que eu poderia vislumbrar, pois sei que no fim do dia, os olhares vão se cruzar e vão dizer palavras tão sinceras como as que eu digo hoje.
quinta-feira, julho 21, 2011
saúde
deixe estar que tudo uma hora vai se acertar
mesmo que o tempo pareça longo demais,
a vontade é de verdade, e o amor também,
e isso ninguém vai tirar de nós
deixe estar que a confusão uma hora vai embora,
mesmo que o tempo pareça estar perdido
há tão pouco pra se preocupar
agora que o ônibus das nove já passou
sei que também soa como surpresa pra você,
nos ver parados aqui sem nem saber o que dizer
não vou negar que não torci pra te encontrar por acaso,
mesmo sabendo que hoje, o acaso não é o melhor pra nós dois
e quem somos nós pra decidir
quando viver, quando sorrir?
e quem vai me dizer
que a hora não é essa,
e que o lugar não é aqui?
então vem, me conta sobre o seu dia,
que a minha hora preferida é a de te ouvir
mesmo que diga, 'são só amenidades',
significa o mundo pra mim
e nada vai mudar essa sensação que invade
cada vez que o ponto passa
só pra gente ficar mais um pouco aqui
e quem somos nós pra decidir
quando viver, quando sorrir?
e quem vai me dizer
que a hora não é essa,
e que o lugar não é aqui?
e quem vai lembrar
de te contar as novidades
de te acordar fazendo graça
sem se importar se é certo ou não?
tente adivinhar
mesmo que o tempo pareça longo demais,
a vontade é de verdade, e o amor também,
e isso ninguém vai tirar de nós
deixe estar que a confusão uma hora vai embora,
mesmo que o tempo pareça estar perdido
há tão pouco pra se preocupar
agora que o ônibus das nove já passou
sei que também soa como surpresa pra você,
nos ver parados aqui sem nem saber o que dizer
não vou negar que não torci pra te encontrar por acaso,
mesmo sabendo que hoje, o acaso não é o melhor pra nós dois
e quem somos nós pra decidir
quando viver, quando sorrir?
e quem vai me dizer
que a hora não é essa,
e que o lugar não é aqui?
então vem, me conta sobre o seu dia,
que a minha hora preferida é a de te ouvir
mesmo que diga, 'são só amenidades',
significa o mundo pra mim
e nada vai mudar essa sensação que invade
cada vez que o ponto passa
só pra gente ficar mais um pouco aqui
e quem somos nós pra decidir
quando viver, quando sorrir?
e quem vai me dizer
que a hora não é essa,
e que o lugar não é aqui?
e quem vai lembrar
de te contar as novidades
de te acordar fazendo graça
sem se importar se é certo ou não?
tente adivinhar
segunda-feira, julho 04, 2011
dezprastrês
para o tempo. acordei sem saber onde estava, e por alguns segundos, a realidade desafiou meu pensamento. paredes, teto, armário. tudo estava ali, intocado, como se nem um dia houvesse acabado desde aquele último suspiro. respiro. e suspiro novamente. por quê? achei que essa herança já havia me abandonado. 'mas não, meus demônios não me deixam mais', ecoava ironicamente a canção. vacilei por alguns minutos enquanto os olhos se acostumavam à claridade que aos poucos ia entrando no quarto, e por um momento consegui reconhecer aquelas arestas, tão redundantes. um calafrio percorreu meu corpo, forte o suficiente para que eu acordasse num sobressalto. era madrugada, e meu velho amigo teto me encarava com uma risada cínica no rosto e um conselho sábio:
virei pro lado, assassinei meus receios e voltei a dormir.
virei pro lado, assassinei meus receios e voltei a dormir.