de olhos fechados
não verá o que
existe e persiste
em tomar o que é real, de você
a hora agora é de assumir
que há algo que deve ser detido ou
irá tirar a liberdade que conquistou
e que te faz seguir em frente
cabeças baixadas vão tentar puxar seus pés
pois a conformidade é um senso comum
siga, se oponha
há uma chance de poder olhar
pra frente sem que o que passou
impeça de andar com
seus próprios pés
a hora agora é de sentir
correr nas veias um porquê
de existir
e ser intenso, e ser sincero
é cada escolha certa que liberta
sem gerar a dor de quem está
perto, há algo que se pode
fazer
há uma chance de poder olhar
pra frente sem que o que passou
impeça de andar com
seus próprios pés
a hora agora é de sentir
correr nas veias um porquê
saber olhar pro amanhã
sem se arrepender
do que já foi
quarta-feira, agosto 27, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
sobre os dias frios desse inverno adulto
já faz tanto tempo
desde que foi perdida
a inocência dos dias
de quando atravessar distâncias
consumia mais do que apenas
se preocupar com lembranças
e soluções impossíveis
desde que ficamos tão críticos
ilicitamente proibitivos com tudo
que poderia apenas ser,
sem restrições nem
receios.
agora as palavras que fazem sentido
são outras, bem mais cruéis, pungentes.
prazos, prioridades, planos
como se todas as palavras fossem
uma aliteração do que arde,
e o prazer,
o perceber,
o permitir...
acabam passando despercebidos em meio à tanta pressa.
domingo, agosto 17, 2008
de veris
e sempre que olhar pro céu
verá o que construiu, mesmo que o
tempo nos poste longe
a cada passo rumo ao futuro
verá em minhas pegadas uma trilha
segura pra pisar
sem medo de afundar ou
de pisar em cacos
pois de sangue já bastam meus pulmões
eu desejei pular de olhos vendados
sem saber se a queda mataria
ou se a terra iria se abrir
frente a mim
não vou olhar pro que passou
e no brilho que irei levar
comigo eu encontrarei meu rumo e seguirei
se eu cair, nada além de minha vontade
e suas palavras, me farão ficar
sobre meus pés de novo
* de algum dia perdido de abril.
verá o que construiu, mesmo que o
tempo nos poste longe
a cada passo rumo ao futuro
verá em minhas pegadas uma trilha
segura pra pisar
sem medo de afundar ou
de pisar em cacos
pois de sangue já bastam meus pulmões
eu desejei pular de olhos vendados
sem saber se a queda mataria
ou se a terra iria se abrir
frente a mim
não vou olhar pro que passou
e no brilho que irei levar
comigo eu encontrarei meu rumo e seguirei
se eu cair, nada além de minha vontade
e suas palavras, me farão ficar
sobre meus pés de novo
* de algum dia perdido de abril.