nostalgia.
quero sentir o vento batendo em meu rosto.
quero externar sentimentos em notas novamente.
quero berrar até não ter mais pulmões.
quero gritar aos sete ventos tudo que me importa.
quero a chama acesa novamente.
nostalgia... um desejo consumindo.
as mãos se movem sozinha. o corpo dança do jeito que bem entender.
a música, tomando conta.
eu quero, sim.
domingo, junho 25, 2006
quinta-feira, junho 22, 2006
yeux bruns et sourires
ele acordou e ficou encarando o teto...
o sol batia em seu rosto e a manhã cantava dizendo que seria mais um dia como o último e coisa parecida, mas pensou que talvez fosse impressão. pessoas preocupadas ao redor, mas continuava sem pestanejar. cabeça voltada pro chão, e apenas seguia e seguia. ruas e ruas passadas, deu de cara com um prédio, e ficou observando.
aí, quando ela passou pelo portão, deram-se as mãos e esperaram abraçados. o sol os admirava, e ele, de olhos fechados, sorria pois agora a manhã realmente dizia o que ele esperava.
o relógio deu três voltas desde então...
apagaram-se as luzes, mas o o que se seguia não fazia diferença. como vapor, deixou-se ir, leve. momentos, sorrisos, sensações, acenderam-se as luzes, mas mantinha-se o calor.
duas voltas e o mundo havia parado.
ninguém no mundo percebeu, nenhum carro se moveu, nenhum ponteiro girou. mas aqueles dois corações batiam no mesmo rítmo, à três eternidades assim se mantinham.
mantinham-se também os sorrisos...
pois era fato que outras eternidades certamente viriam.
o sol batia em seu rosto e a manhã cantava dizendo que seria mais um dia como o último e coisa parecida, mas pensou que talvez fosse impressão. pessoas preocupadas ao redor, mas continuava sem pestanejar. cabeça voltada pro chão, e apenas seguia e seguia. ruas e ruas passadas, deu de cara com um prédio, e ficou observando.
aí, quando ela passou pelo portão, deram-se as mãos e esperaram abraçados. o sol os admirava, e ele, de olhos fechados, sorria pois agora a manhã realmente dizia o que ele esperava.
o relógio deu três voltas desde então...
apagaram-se as luzes, mas o o que se seguia não fazia diferença. como vapor, deixou-se ir, leve. momentos, sorrisos, sensações, acenderam-se as luzes, mas mantinha-se o calor.
duas voltas e o mundo havia parado.
ninguém no mundo percebeu, nenhum carro se moveu, nenhum ponteiro girou. mas aqueles dois corações batiam no mesmo rítmo, à três eternidades assim se mantinham.
mantinham-se também os sorrisos...
pois era fato que outras eternidades certamente viriam.
sexta-feira, junho 02, 2006
frio demais para chorar
na vida tudo passa procurando entender por que ou quando ou sempre alguma coisa a mais
crescer e aceitar começa a ser um padrão de todos aqueles que desistiram de continuar andando por aí com a cabeça levantada, procurando novidades ou coisa parecida.
você nunca cresce ou nunca envelhece, dançando entre as colunas da cidade, olhando o céu, procurandoprocurandoprocurando saída pra sua cabeça poder explodir em paz, num quartinho abafado, com pombos desfilando pela janela.
aí você acha a vida um saco, quer fugir, correr, seja pra onde for, mas sempre dá de cara com portas pesadas de acrílico, naquele impasse de ver o que tá do outro lado mas não consegue atravessar.
"i'm tired of screwin' up, tired of going down,
tired of myself, tired of this town."
crescer e aceitar começa a ser um padrão de todos aqueles que desistiram de continuar andando por aí com a cabeça levantada, procurando novidades ou coisa parecida.
você nunca cresce ou nunca envelhece, dançando entre as colunas da cidade, olhando o céu, procurandoprocurandoprocurando saída pra sua cabeça poder explodir em paz, num quartinho abafado, com pombos desfilando pela janela.
aí você acha a vida um saco, quer fugir, correr, seja pra onde for, mas sempre dá de cara com portas pesadas de acrílico, naquele impasse de ver o que tá do outro lado mas não consegue atravessar.
"i'm tired of screwin' up, tired of going down,
tired of myself, tired of this town."