mais uma vez, ao deitar, esticava os braços por debaixo do travesseiro e imaginava como seria se eles te sentissem ao meu lado, como as noites seriam mais felizes e os sonhos mais doces.
e ela alçou vôo, foi feliz pelo céu, e eu era suas asas.
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por entre as nuvens, cada vez mais alto
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eu sei que eu vou sonhar
e por favor, não tente me acordar
pois eu sei que o vazio é maior
nesse lugar onde eu finquei meus pés
por favor não solte das minhas mãos
pois você sempre me faz voar
não quero nunca mais voltar pro chão
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pois cada vez mais o horizonte se confundia, até onde a vista alcançava...
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era lindo, um lugar onde nós nunca haviamos pisado, e ao mesmo tempo tão aconchegante. um sonho.
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e eu sabia, que por mais que o sono insistisse, o tanto que eu pensava em você hoje não me deixaria dormir.
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então, de mãos dadas, cruzamos as ilhas flutuantes, onde engrenagens giravam, e tudo tinha uma tonalidade azul-turquesa, e olhares e sorrisos bastavam para que entendessemos que o amor estava ali, impregnado no ar, em nossos corpos, em tudo.
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nós dois, como nós dois. simples.
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-sim, esse lugar é nosso.
-mas, só nosso mesmo?
-claro, ninguém vai atrapalhar nossa felicidade aqui.
-esse é o lugar com o qual você havia sonhado?
-não sei ao certo, mas enquanto eu estiver com você ao meu lado, qualquer lugar será o lugar perfeito.
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para sempre.
terça-feira, março 14, 2006
quarta-feira, março 01, 2006
sobre uma espada quebrada
vagando por entre os cardumes de névoa, via um rosto novamente, claro como a lua, mergulhado nas águas turvas do lago dos desencontros, perdido, pedindo informação pros vagalumes que viajavam sem se preocupar com muita coisa, na verdade sem se preocupar com nada além de seguir a luz, luzluz brilhante e cintilante, beijava o vagalume e o impedia de ver tudo desmoronando à sua volta.
o coreto e o castelinho já haviam virado pó, nem ruinas sobraram para completar a paisagem, havia um imenso nada, e o lago. de joelhos na beira do lago e a espada em punho, a qual acertara o chão em um momento de raiva, provocando fagulhas e assustando os vagalumes, agora só sabiam provocar desgosto de sua pessoa, que havia se tornado algo que sempre odiara: um solitário, a remoer todas as cicatrizes e marcas com as quais o passado lhe marcara.
e tudo que fazia era gritar, desesperado, mas o castelo caiu, a princesa fugiu, e em desalento, ele pereceu.
o coreto e o castelinho já haviam virado pó, nem ruinas sobraram para completar a paisagem, havia um imenso nada, e o lago. de joelhos na beira do lago e a espada em punho, a qual acertara o chão em um momento de raiva, provocando fagulhas e assustando os vagalumes, agora só sabiam provocar desgosto de sua pessoa, que havia se tornado algo que sempre odiara: um solitário, a remoer todas as cicatrizes e marcas com as quais o passado lhe marcara.
e tudo que fazia era gritar, desesperado, mas o castelo caiu, a princesa fugiu, e em desalento, ele pereceu.