então quando eu olho, de novo dou de cara com essas paredes que me encaram nesses dias mortos de inverno. os corredores, de novo me dão a impressão de que tem quilômetros e mais quilômetros de largura, e fica a sensação de andar, andar, andar e nunca sair do lugar. tédio, tédio, cinza, preto, branco, aaaah, isso ainda vai me enlouquecer. esse triste semblante de rotina, corta, faz sangrar, faz chorar, ah, dá vontade de correr pra longe, pra um lugar colorido.
uma praia, o sol se pondo, árvores balançando, areia branca na companhia de uma pessoa especial. então, ela diz "e ae, o que faremos agora?". seu sorriso me encanta mais uma vez, então de mãos dadas caminhamos até a outra beira da praia. o sol beija nossos rostos e nos faz fechar os olhos. a sensação de arder a pele e sentir a brisa marinha batendo no corpo dá vontade de nunca mais sair desse sonho.
mas, é apenas i m a g i n a ç ã o.
o refrigerante desce pela garganta e me faz lembrar da realidade, as nuvens azuis lá fora brincam e me fazem lembrar que o sol está escondido. o quarto vazio me lembra que ela está longe. e o corredor cinza me lembra do silêncio catastrófico em que eu me encontro, onde soa alto e ensurdecedor o zumbido desse dia congelado.
a folha que caía da arvore parou no ar...
os cachorros dos vizinhos pararam de latir...
o rádio parou de tocar...
a realidade se distorceu...
o tempo parou, as horas se estenderam por anos...
e enfim, o dia morreu em silêncio.
ficou a sua imagem acinzentada jogada ao vento.
quarta-feira, junho 29, 2005
segunda-feira, junho 20, 2005
de olhos fechados, o mundo é outro
a cada dia que passa;
a cada brisa que me toca;
a cada céu que eu contemplo;
a cada vez que eu respiro;
eu lembro de você.
o tempo todo, sinto tua presença.
fecho os olhos e te contemplo em minha frente.
ali, tão perto, mas é só até abrir olhos
pois logo você desaparece.
o mundo inteiro então, perde a cor.
se mistura numa valsa monocromática onde tudo
parece que vai desmoronar, até a hora que você chega.
o mundo reganha forças.
meu mundo reganha forças.
a cada brisa que me toca;
a cada céu que eu contemplo;
a cada vez que eu respiro;
eu lembro de você.
o tempo todo, sinto tua presença.
fecho os olhos e te contemplo em minha frente.
ali, tão perto, mas é só até abrir olhos
pois logo você desaparece.
o mundo inteiro então, perde a cor.
se mistura numa valsa monocromática onde tudo
parece que vai desmoronar, até a hora que você chega.
o mundo reganha forças.
meu mundo reganha forças.
sexta-feira, junho 17, 2005
thoughts of a loser, act II - and the years pass, but the heart remains the same
eu tou ficando velho, eu sei. dezessete e poucos anos, é estranho, me sinto com quinze ainda, mas isso é o de menos. o que importa não é a idade em si, mas a transformação que isso causa. a partir mais ou menos dessa idade, já somos considerados adultos. homens. e isso me leva à seguinte pergunta: será que eu já tou velho demais pra chorar?
peguei aquele cartão de aniversário guardado no fundo da gaveta, aquele único que eu recebi, aquele que mesmo se tivesse no meio de milhares, continuaria sendo o mais importante. aquele que ela me mandou.
eu chorei lendo pois me lembrei que a alguns dias era diferente. chorei pelo "te amo" que eu li naquele cartão, chorei de felicidade também pois lembrei que ela sempre vai estar lá pra se preocupar comigo. chorei por tanta coisa que nem consigo lembrar. resumindo, chorei por ela. é estranho, hoje ser desse jeito.
não sei se foi melhor assim, mas a decisão não foi minha. nem entendi porque num foi tudo diferente, porque não correu tudo bem.
é a vida, sempre pregando peças, e fazendo parecer que desceu uma nuvem negra sobre a minha cabeça. e cada ano que passa, tenho mais certeza que é ela que eu quero, que é ela que eu amo. e a cada dia que passa, mesmo tão perto, me sinto cada vez mais distante dos sonhos que eu já tive.
peguei aquele cartão de aniversário guardado no fundo da gaveta, aquele único que eu recebi, aquele que mesmo se tivesse no meio de milhares, continuaria sendo o mais importante. aquele que ela me mandou.
eu chorei lendo pois me lembrei que a alguns dias era diferente. chorei pelo "te amo" que eu li naquele cartão, chorei de felicidade também pois lembrei que ela sempre vai estar lá pra se preocupar comigo. chorei por tanta coisa que nem consigo lembrar. resumindo, chorei por ela. é estranho, hoje ser desse jeito.
não sei se foi melhor assim, mas a decisão não foi minha. nem entendi porque num foi tudo diferente, porque não correu tudo bem.
é a vida, sempre pregando peças, e fazendo parecer que desceu uma nuvem negra sobre a minha cabeça. e cada ano que passa, tenho mais certeza que é ela que eu quero, que é ela que eu amo. e a cada dia que passa, mesmo tão perto, me sinto cada vez mais distante dos sonhos que eu já tive.
sábado, junho 11, 2005
stardust in the sky
brilha brilha, estrela no céu
você é tão linda dançando tão alto
deixando rastro de poeira de luz
sobre o escuro e celeste véu
brilha brilha, estrela amarela
hipnotizando quem te admira
encantando a todos com sua cor
saida da mais pura e rica aquarela
brilha brilha, estrela saltitante
explodindo em reação
deslumbrando o coração
de todos que te olham apenas um instante
brilha, estrela, e me leve com você
pra um lugar onde eu seja feliz
você é tão linda dançando tão alto
deixando rastro de poeira de luz
sobre o escuro e celeste véu
brilha brilha, estrela amarela
hipnotizando quem te admira
encantando a todos com sua cor
saida da mais pura e rica aquarela
brilha brilha, estrela saltitante
explodindo em reação
deslumbrando o coração
de todos que te olham apenas um instante
brilha, estrela, e me leve com você
pra um lugar onde eu seja feliz
quinta-feira, junho 09, 2005
mais uma história sobre uma madrugada que termina bem, vol I
depois de ter se afogado em lágrimas, o garoto já sem forças limpou o rosto, e foi-se deitar, achando que talvez o próximo dia não fosse o mesmo inferno no qual seu presente havia se tornado. e naquela noite, ele sonhou com uma garota que nunca havia visto em sua vida. sonhou que essa garota o fazia feliz, que ela o compreendia, se entristecia e se alegrava como ele. sonhou com uma pessoa como ele, com sentimentos, com amor, com vida, com alma. acordou no meio da madrugada reclamando que coisas como essa só aconteciam em sonhos mesmo. foi até a cozinha, tomou um gole de café, e desistiu de dormir, já que aquele sonho maravilhoso havia sido estragado. então foi até a janela e admirou a madrugada estrelada, e se deu conta que faziam meses que ele não saia na rua de madrugada para pensar. resolveu então dar uma caminhada pela cidade silenciosa e escura.
passando o portão de sua casa, viu lá longe uma garota sentada no meio fio, e mesmo de longe, pode ver que ela era familiar. ele caminhou na direção dela, e quando estava mais ou menos próximo, ela se levantou e correu em sua direção. eles se abraçaram, se beijaram, e ela disse "antes que você pergunte, eu também sonhei com você". surpreso, o garoto sorriu. ela também, e ele disse "fazia um bom tempo que eu não me sentia feliz, você também, né?". ela concordou, e passaram aquela madrugada juntos de mãos dadas, olhando as estrelas. ele adormeceu nos braços daquela garota.
quando acordou, estava sozinho. voltou pra casa abatido, achando que havia sonhado e que o inferno havia voltado. na porta de sua casa, um bilhete, escrito em letras grandes e azuis "finalmente te achei, garoto dos meus sonhos". pegou o bilhete, e foi para o colégio. quando chegou em casa, se trancou no quarto, e dormiu. sorrindo, esperando a madrugada cair, com a certeza de que seria mais uma noite que a tristeza não conseguiria invadir.
passando o portão de sua casa, viu lá longe uma garota sentada no meio fio, e mesmo de longe, pode ver que ela era familiar. ele caminhou na direção dela, e quando estava mais ou menos próximo, ela se levantou e correu em sua direção. eles se abraçaram, se beijaram, e ela disse "antes que você pergunte, eu também sonhei com você". surpreso, o garoto sorriu. ela também, e ele disse "fazia um bom tempo que eu não me sentia feliz, você também, né?". ela concordou, e passaram aquela madrugada juntos de mãos dadas, olhando as estrelas. ele adormeceu nos braços daquela garota.
quando acordou, estava sozinho. voltou pra casa abatido, achando que havia sonhado e que o inferno havia voltado. na porta de sua casa, um bilhete, escrito em letras grandes e azuis "finalmente te achei, garoto dos meus sonhos". pegou o bilhete, e foi para o colégio. quando chegou em casa, se trancou no quarto, e dormiu. sorrindo, esperando a madrugada cair, com a certeza de que seria mais uma noite que a tristeza não conseguiria invadir.
presença
nas estrelas eu vejo teus olhos, assim como tua face na lua branca,
escuto teu nome em cada frase, enxergo teu sorriso em cada rosto,
sinto tua presença em cada sala, radiante e aconchegante,
e ao mesmo tempo intensa, me deixa flutuando,
ofegante, sem saber o que fazer.
sinto seu perfume em cada flor que se abre no mais belo jardim,
o seu respirar na brisa doce que me acha em cada manhã,
vislumbro tua beleza como o mais belo horizonte sem fim.
eu vejo você no céu, no mar, nos meus sonhos.
te escuto nas rádios, nas vitrolas.
todas as canções de amor que há
parece que foram feitos pra nós.
você está no meu coração.
você está na minha mente.
você está em minha vida.
escuto teu nome em cada frase, enxergo teu sorriso em cada rosto,
sinto tua presença em cada sala, radiante e aconchegante,
e ao mesmo tempo intensa, me deixa flutuando,
ofegante, sem saber o que fazer.
sinto seu perfume em cada flor que se abre no mais belo jardim,
o seu respirar na brisa doce que me acha em cada manhã,
vislumbro tua beleza como o mais belo horizonte sem fim.
eu vejo você no céu, no mar, nos meus sonhos.
te escuto nas rádios, nas vitrolas.
todas as canções de amor que há
parece que foram feitos pra nós.
você está no meu coração.
você está na minha mente.
você está em minha vida.
processo
psicodelicamente falando, minha cabeça dá voltas e voltas sem sair do lugar, começo a viajar, começo a flutuar, me sentir mais leve, assim como meus dedos, que sozinhos assumem o comando de si mesmos e escrevem frenéticamente, sem se importar com o resto, com o pensamento alheio ou a própria indole. apenas escrevem, por prazer, por necessidade, por pura felicidade. vontade de parar? não, só a gana de escrever mais e mais, perder as horas, varar as noites, transpor as barreiras e botar pra fora as visceras de meus pensamentos subconscientes mais profundos. faze-los sangrar sem opacidade pelos meus dedos, infestar o teclado, possuir minhas mãos e quando percebo, já estou de olhos fechados escrevendo por impulso, alguns parágrafos já se desenvolveram sozinho. é a mágica da redação. é a força da criatividade misturada com o sexo entre as palavras, resultando numa orgásmica quimica literária.
terça-feira, junho 07, 2005
hoje, mais uma vez
eu me encontro aqui, sem perceber o tempo passar (se passaram 2 horas e eu achando que havia olhado o relógio somente a 20 minutos) e as palavras dos discos entram em minha cabeça e me bombardeiam com realidade, aquela que fica me cutucando de vez em quando, pra me mostrar que nem sempre a gente sorri, nem sempre as coisas saem do jeito que a gente quer, que por mais que nossa felicidade não parece ter fim, uma hora ela acaba. seja lá o que for que a tire, você percebe que ainda está preso naquela vidinha na qual tijolos chamados tristeza te acertam de vez em quando. seus planos falham, sua visão entorta, suas lágrimas reaparecem como mágica e você se vê como a x meses atrás, quando você chorava por uma causa ou outra.
é incrível como a felicidade nos dá uma impressão de firmeza no chão. por menor que ela seja, qualquer pedaço dela te dá a impressão de que nunca ninguém nem nada vai te derrubar, e que a vida agora parece perfeita. será? será que não estamos apenas cegos pela temporária alegria que nos tomou, e esquecemos de perceber, mas nossos problemas ainda estão ali, espreitando? é, a gente não vê. fica feliz do mesmo jeito, e ignora tudo em volta, por mais crítica que a situação esteja. continuamos sorrindo e falando "foda-se, eu tou feliz".
mas então, alguma coisa que acontece te derruba, é uma porrada tão grande que além de nos tirar a felicidade, ainda faz a gente voltar a ver todos os outros problemas que nos cercam. seja ela minima ou não, a causa de nossa infelicidade parece que veio pra nos tirar de um trono no qual eramos reis do mundo, aquele quarto fechado onde ninguém ia te ferir. mas, a porta se escancara e ela entra, sinistra, e te joga pela janela, você cai, cai, cai, até dar de cara com o chão lá embaixo, aquele bem duro que a gente chama de realidade, sabe? então voltamos a ser nós mesmos, a ver a vida com os olhos que não enxergam só o lado bom da vida.
hoje novamente me encontro com a cara espatifada nesse chão, sentindo bem os antigos problemas e sentindo de novo na pele, finalmente, os cacos afiados do ladrilho que se partiu com a queda. sentindo, mais uma vez, a amarga, triste e pura realidade.
é incrível como a felicidade nos dá uma impressão de firmeza no chão. por menor que ela seja, qualquer pedaço dela te dá a impressão de que nunca ninguém nem nada vai te derrubar, e que a vida agora parece perfeita. será? será que não estamos apenas cegos pela temporária alegria que nos tomou, e esquecemos de perceber, mas nossos problemas ainda estão ali, espreitando? é, a gente não vê. fica feliz do mesmo jeito, e ignora tudo em volta, por mais crítica que a situação esteja. continuamos sorrindo e falando "foda-se, eu tou feliz".
mas então, alguma coisa que acontece te derruba, é uma porrada tão grande que além de nos tirar a felicidade, ainda faz a gente voltar a ver todos os outros problemas que nos cercam. seja ela minima ou não, a causa de nossa infelicidade parece que veio pra nos tirar de um trono no qual eramos reis do mundo, aquele quarto fechado onde ninguém ia te ferir. mas, a porta se escancara e ela entra, sinistra, e te joga pela janela, você cai, cai, cai, até dar de cara com o chão lá embaixo, aquele bem duro que a gente chama de realidade, sabe? então voltamos a ser nós mesmos, a ver a vida com os olhos que não enxergam só o lado bom da vida.
hoje novamente me encontro com a cara espatifada nesse chão, sentindo bem os antigos problemas e sentindo de novo na pele, finalmente, os cacos afiados do ladrilho que se partiu com a queda. sentindo, mais uma vez, a amarga, triste e pura realidade.