o sol te contemplou mais uma vez
enquanto teus olhos percorriam o quarto
ele se convidava a entrar por frestas
enquanto você se perguntava onde estivera
pois a noite toda parecia se perder
entre névoas e o cheiro do café
passado às pressas para confortar lembranças
-
enquanto a manhã te acalentava
mas ao mesmo tempo pensava-te hostil
meus lamentos se repetiam a meus ouvidos
com um certo arrependimento, talvez
a última imagem ainda se fazia presente
teu rosto sob a luz fraca de letreiros
e eu admirava teus gestos descontraídos
pouco me importava o resto do mundo
-
então peguei minhas coisas e corri
pelo jardim ainda pensando em você
e quando os pingos começaram a descer
eu já estava ali, preso por teus olhos
fitando a mesma janela que me iluminava
enquanto de olhos fechados, meu mundo girava
Mostrando postagens com marcador orange notebook chronicles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador orange notebook chronicles. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, janeiro 08, 2007
quarta-feira, dezembro 27, 2006
orange notebook chronicles, pt IX
não há daqui saídas para o olhar
janelas claras para fugir do então
onde não há mais teu sorriso a me guiar
sem trilhos por ti deixados ao relento
apenas marcas de uma chuva de verão
.
e quando o vento encontrar o teu olhar
trazendo o cheiro de nossas madrugadas
e o sussurrar do rádio quase mudo
ao qual dançavamos sem nos preocupar
com futuros ou páginas à virar
o mundo sumia aos nossos pés
janelas claras para fugir do então
onde não há mais teu sorriso a me guiar
sem trilhos por ti deixados ao relento
apenas marcas de uma chuva de verão
.
e quando o vento encontrar o teu olhar
trazendo o cheiro de nossas madrugadas
e o sussurrar do rádio quase mudo
ao qual dançavamos sem nos preocupar
com futuros ou páginas à virar
o mundo sumia aos nossos pés
terça-feira, novembro 14, 2006
orange notebook chronicles, pt VIII
te olhei a admirar o céu
eu procurava entender a vida e saber porque
perdi tudo ao perder você
as nuvens nunca mais foram as mesmas sem as tuas mãos
e tudo foi lançado ao ar...
eu procurava entender a vida e saber porque
perdi tudo ao perder você
as nuvens nunca mais foram as mesmas sem as tuas mãos
e tudo foi lançado ao ar...
orange notebook chronicles, pt VII
nunca
vão fechar os cortes que você abriu
e os olhos fracos nessa noite de verão
imploravam por um caminho a seguir
pra quem olhar, a quem abrir
a porta que segura a fonte de papel
vão fechar os cortes que você abriu
e os olhos fracos nessa noite de verão
imploravam por um caminho a seguir
pra quem olhar, a quem abrir
a porta que segura a fonte de papel
orange notebook chronicles, pt VI
você sabe, o mundo, caminha rumo ao fim
e as escolhas parecerão certas assim que
for vencido o muro, ego interior (e os laços feitos)
superarem as ruínas erguidas (e em pouco tempo)
deixará de existir a essência do medo
e as escolhas parecerão certas assim que
for vencido o muro, ego interior (e os laços feitos)
superarem as ruínas erguidas (e em pouco tempo)
deixará de existir a essência do medo
orange notebook chronicles, pt V
me diz porque a estrada tem esse gosto
de te dizer adeus e não querer
amarga a boca toda vez que largo
tuas mãos e subo em carros cheios de vontades
ouço tuas palavras a ecoar por ares
e depois...
me volta a imagem de nós dois
andando pelas nuvens
e depois...
me voltam as lembranças de nós dois
de braços dados...
de te dizer adeus e não querer
amarga a boca toda vez que largo
tuas mãos e subo em carros cheios de vontades
ouço tuas palavras a ecoar por ares
e depois...
me volta a imagem de nós dois
andando pelas nuvens
e depois...
me voltam as lembranças de nós dois
de braços dados...
orange notebook chronicles, pt IV
o que eu faço? quando meus braços não te acalmam
o que eu penso? quando eu te vejo chorar
e as palavras já não bastam e não há o que fazer
se não encarar a sombra que se crava ao seu redor
o que eu grito? quando nossos olhos se perdem
o que eu faço? quando te vejo num lugar
longe do alcance dessas asas que criei pra te ninar
e espantar todas as feras que tentassem te atacar
e eu sei...
o que eu penso? quando eu te vejo chorar
e as palavras já não bastam e não há o que fazer
se não encarar a sombra que se crava ao seu redor
o que eu grito? quando nossos olhos se perdem
o que eu faço? quando te vejo num lugar
longe do alcance dessas asas que criei pra te ninar
e espantar todas as feras que tentassem te atacar
e eu sei...
orange notebook chronicles, pt III
me diz pra que nós temos tanta pressa
de viver as coisa que temos que saborear
e o tempo disse que é mentira
e corremos ao som da cidade
sem nem olhar pra trás e ver
que estamos deixando de viver
e passam os anos - sem saber porque
apenas voamos entre as torres sem
nem procurar um chão...
de viver as coisa que temos que saborear
e o tempo disse que é mentira
e corremos ao som da cidade
sem nem olhar pra trás e ver
que estamos deixando de viver
e passam os anos - sem saber porque
apenas voamos entre as torres sem
nem procurar um chão...
sábado, agosto 19, 2006
orange notebook chronicles, pt II
jogado aos cantos de uma balsa que, ora vive, ora tira a vida dos pequenos seres esquálidos que aqui terminaram por um amor maior que o que se entendia por vaso do coração, e levava todos pela mais deslumbrante das quedas que, por consequência, também o mais doloroso dos impactos. e por mais catástrofe, mais estilhaçado que a alma se encontre ao final, o sentimento da queda faz valer qualquer dor futura.
orange notebook chronicles, pt I
será que é tolice desejar cada minuto?
estou certo em contar as horas ou sou empírico demais ao ver que paredes se contraem e o tempo se acelera para minha tormenta?
e as contradições do sentido que falha na percepção do real coabitam com a incerteza da reciprocidade da total devoção do pensamento platônico.
então por um segundo no qual as bordas desaparecem, assim como exergou sofia, fico a deriva de postais e lágrimas.
os letreiros diziam "siga em frente" mas tudo se retorcia conforme eu caminhava.
de repente o mundo se perdeu em uma eterna onda de poeira que os ventos levantaram e tudo se tornara apenas um.
estou certo em contar as horas ou sou empírico demais ao ver que paredes se contraem e o tempo se acelera para minha tormenta?
e as contradições do sentido que falha na percepção do real coabitam com a incerteza da reciprocidade da total devoção do pensamento platônico.
então por um segundo no qual as bordas desaparecem, assim como exergou sofia, fico a deriva de postais e lágrimas.
os letreiros diziam "siga em frente" mas tudo se retorcia conforme eu caminhava.
de repente o mundo se perdeu em uma eterna onda de poeira que os ventos levantaram e tudo se tornara apenas um.