era uma tarde de outono quando percebi que não era mais o mesmo. as pessoas, como num filme, ficaram embaçadas, em camera acelerada. e eu andava em meio a elas sem desviar. eram apenas fantasmas figurando a paisagem. os faróis mudavam freneticamente, em contraste com meus passos vagarosos rumo à lugar nenhum. nem tinha porque estar em algum lugar, era simples, apenas andava por andar. o sol ia se pondo acelerado, e com a noite veio a calmaria. a cidade adormecera, e eu ainda caminhava sem saber pra onde ia.
as estrelas estavam esfumaçadas, 'porque olhei pro céu?', me perguntei. percebi que as coisas desaceleravam à medida que eu apreciava o que via. o ritmo de tudo à minha volta começava a diminuir. passei por um banco e não resisti. então, de braços abertos, olhando pro alto, percebi o quanto aquilo clareava minha mente. me fazia bem. levantei num impulso ímpar e corri, pela primeira vez com uma direção determinada.
agora a cena se invertia, era eu que estava voando. as pessoas pareciam estátuas, me desviava com cuidado ao que acelerava meus passos. 'é isso, era isso', pensei. tive tempo apenas de olhar a avenida repleta de ônibus sumir debaixo de meus pés numa velocidade espantosa. de repente, não havia mais chão nem teto, tudo se fundira numa redoma azul escura.
as estrelas vieram me saudar, uma a uma, se aproximavam até fazerem parte de mim. me rodeavam como se esperassem por mim durante toda a eternidade. era eu agora, uma existência de luz infinita. era eu, o céu e o sol.
terça-feira, janeiro 29, 2008
terça-feira, janeiro 08, 2008
stars above us
não sei se você vai querer ver o que eu tenho pra você, pois da sua vida me tirou e sem compaixão aqui me deixou.
tenho um coração que amargura esse céu sem fim.
tolo sem razão, chora por te ouvir dizer pra mim
que não iria mais aguentar.
triste ilusão na qual escuto a tua voz
sussurando que nunca iria acabar,
que nós pra sempre iriamos nos amar,
mas isso... acabou.
tenho um coração que amargura esse céu sem fim.
que na solidão chora por te ouvir dizer pra mim
que iria esquecer tudo que dissemos por amor.
me deixou aqui sofrendo essa amarga e inevitável dor.
naquele dia que você jurou que o amor jamais acabaria e que
ao meu lado você queria acordar, e eu seria a calmaria para as tuas
tempestades de silêncio e lágrimas que insistiam tanto em percorrer
teu rosto pálido que era refletido num espelho ao anoitecer.
mas você se cansou de ouvir as palavras que eu ficava a dizer,
e agora eu não mais respiro pois ao teu lado nunca mais vou viver.
tenho um coração que amargura esse céu sem fim.
que na solidão chora por te ouvir dizer pra mim
que iria esquecer tudo que dissemos por amor.
me deixou aqui sofrendo essa amarga e inevitável dor.
triste conclusão na qual eu escuto a tua voz,
me gritando que acabou o que havia entre nós.
arrancou de mim a esperança de um dia enxergar
um futuro onde vejo teu olhar azul a me guiar,
uma chama de felicidade que possa me alegrar,
pois estou esperando um milagre que faça você voltar...
*de algum dia triste de 2004.
tenho um coração que amargura esse céu sem fim.
tolo sem razão, chora por te ouvir dizer pra mim
que não iria mais aguentar.
triste ilusão na qual escuto a tua voz
sussurando que nunca iria acabar,
que nós pra sempre iriamos nos amar,
mas isso... acabou.
tenho um coração que amargura esse céu sem fim.
que na solidão chora por te ouvir dizer pra mim
que iria esquecer tudo que dissemos por amor.
me deixou aqui sofrendo essa amarga e inevitável dor.
naquele dia que você jurou que o amor jamais acabaria e que
ao meu lado você queria acordar, e eu seria a calmaria para as tuas
tempestades de silêncio e lágrimas que insistiam tanto em percorrer
teu rosto pálido que era refletido num espelho ao anoitecer.
mas você se cansou de ouvir as palavras que eu ficava a dizer,
e agora eu não mais respiro pois ao teu lado nunca mais vou viver.
tenho um coração que amargura esse céu sem fim.
que na solidão chora por te ouvir dizer pra mim
que iria esquecer tudo que dissemos por amor.
me deixou aqui sofrendo essa amarga e inevitável dor.
triste conclusão na qual eu escuto a tua voz,
me gritando que acabou o que havia entre nós.
arrancou de mim a esperança de um dia enxergar
um futuro onde vejo teu olhar azul a me guiar,
uma chama de felicidade que possa me alegrar,
pois estou esperando um milagre que faça você voltar...
*de algum dia triste de 2004.