da janela ele conseguia ver algumas árvores
verdes, roxas, amarelas, lindas
casas antigas com telhadinhos terracota
e tanta gente perdida lá embaixo
as vezes tinha vontade de pular de lá de cima
e beijar com força o chão da cidade sem medo
o sol batia forte na soleira
só queria poder retribuir essa luz
via reflexos ao longe, sorrisos
e ouvia carros e bem-te-vis
queria sentir a pele queimando
e gritar ao mundo os ditos de seu coração
via prédios distorcidos pelo copo d'água
e as roupas balançando no varal
queria poder voar
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.