segunda-feira, janeiro 29, 2018
dezoito, pt. III
olhei pela janela e vi a chuva se aproximando. raios riscavam os céus e iluminavam a sala, agora só com a tela do computador à vista. me perguntava como havia voltado no tempo sem sair do sofá, enquanto meus braços sentiam todos os anos que haviam passado em silêncio. havia uma tensão no ar, quase visível, que me arrastava pra perto enquanto me afastava da realidade, e não houve saída, não houve alternativa. o som ecoava pelas paredes vazias, mas não havia nada a ser ouvido, apenas sentir de novo o cheiro de chuva como se não fosse outra década, outro tempo, outra vida.