terça-feira, fevereiro 06, 2018

dezoito, pt. IV

mais um dia onde o vício gritava, e eu cedia a uma loucura inesperada. não pensar, não pensar, apenas viver, sentir, tudo novo, de novo. andava pelos corredores e vitrines sentindo pulsar na ponta dos dedos, e aos poucos fazer sentido deixava de fazer sentido. sentindo, tudo se encaixava. pensando, a mágica parecia menos sobrenatural. me contento então com a sincronia, me contento com o inesperado, pois não há como ter algo melhor que isso a se esperar agora.

não há nada além do agora, e tudo o que mais ainda virá.