foi sobre acordar antes do despertador tocar. e ficar olhando os minutos passando, ouvindo os carros lá embaixo já ganhando pressa com o virar do ponteiro. este teto fica em silêncio frente a tantas indagações, diferente do último, que mais parecia o espírito zombeteiro pendurado no ombro, sempre contundente.
perguntei, perguntei, mas não houve resposta. só um zumbido quase mudo, que se não fosse interrompido pelo despertador tocando, teria me deixado surdo.
mais um dia, e mais um banho gelado pra acalmar os anseios.
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