sábado, maio 23, 2009

sobre garoa e ruas

era primeiro de junho. o garoto acordou e disse as palavras mágicas, segurou sua respiração e fez um pedido. o sol lá fora quase não esquentava, uma garoa fina despontava e a vontade de levantar-se da cama praticamente não existia. era mais uma segunda-feira como todas as outras, e o despertador não parava de apitar. ficou alguns minutos sentado na cama sem pensar em nada específico até perceber que já estava atrasado. pulou da cama, tomou o banho mais rápido de sua vida, colocou a primeira roupa que viu pela frente e saiu apressado pela porta. correu pelas escadas e ao passar pelo portão, viu seu ônibus virando a próxima esquina. havia perdido sua condução. olhou em seu celular, oito e vinte.

e apesar de tudo, ele sorria.

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