passos gigantes pra caminhos pequenos
curtos demais pra chegar em algum lugar
percebo o vento soprando enquanto passo
por árvores sem rosto e buracos na estrada
tudo rápido demais pra eu me dar conta.
em cada canto, uma nova placa
em cada placa, um novo destino
e a cada rota, o mesmo receio,
acompanhados pelas solas gastas
e os cadarços imundos.
a vida há de curar o que o tempo não fecha
pois não há amargura que não se possa esquecer
e onde há calma, há segurança
de que há dias melhores na próxima curva.
o cansaço há de ceder;
a dor há de cessar;
e a falta há de passar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.