sabe... eu vejo uma beleza muito melancólica em fumar um cigarro debaixo de chuva olhando pro céu. e como sempre, busco respostas nesses momentos como se estivesse em um diálogo com as luzes, as nuvens e a fumaça. quando foi que eu reencontrei essa vontade de me sentir realmente vivo? e porque ela me escapou entre os dedos por tantas vezes?
me recordei de noites em claro olhando esse mesmo céu de outra janela, me perguntando também porque a sorte tinha me sorrido em definitivo. mas não era pra ser a última vez. mas eu me lembro... lembro como se tivesse sido ontem, da sensação de ter tudo no seu devido lugar, de compartilhar o inteiro de mim sem medos e amarras, e de me jogar ao mar sem me preocupar com ondas e ressacas. eu me lembro...
os contornos dessa embarcação começam a se fazer enxergar. há correntes e mais correntes que levam a tantos destinos possíveis, que sou capaz de perder a conta. mas não há caminho finito onde eu não me sinta enraizado. agora resta descobrir o quão fundo é possível plantar meus pés pra que minha essência possa reflorescer em um novo chão.
i'm dead tired of these lonely
cold nights in the pouring rain
i clear ground and i pay it off
and nobody can say there is another way
the weeds still got such a long way to grow...
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