segunda-feira, agosto 22, 2022

enchente

me peguei pensando em como essa cidade é grande, mas ao mesmo tempo tão pequena. e com tantos encontros improváveis, me pergunto frequentemente como a gente ainda não se cruzou por acaso nesse ano e meio. tantas possibilidades, amigos em comum, shows que com certeza ambos poderiam estar presentes, e até hoje, nada. parece que o tempo resolveu se dar o luxo de adiar o acaso. ontem foi mais um desses dias, onde dentre tantos rostos familiares, o seu poderia estar ali. mas mais uma vez, me restou esperar. mais uma vez, me restou sentir sozinho o peso da ausência, aprofundado pelas palavras de uma música que já foi nossa. e eu fico me perguntando quando o acaso vai fazer o melhor por nós dois. depois da enchente, sigo transbordando.


e se o tempo nós fizer melhor
e somarmos juntos sem nós diminuir?
calados nos comunicar
do jeito que a gente sempre fez
em algum momento se esqueceu de fazer

zander — dialeto

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