luzes na estrada, som de grilos e a brisa suave.
-ei, acorda. vou dar uma parada.
-hmmm... que preguiça... que horas são?
-umas quatro e alguma coisa. você tá dormindo desde umas onze.
-nossa, nem vi o tempo passar, tava tão quentinho com o cobertor aqui...
-eu sei, mas já tá quase chegando. vou só parar um pouco pra esticar as pernas. você fica linda quando acorda, sabia?
-larga de ser besta... (beija ele nos lábios suavemente)
-vou ali fora dar uma respirada e já venho. você fica aqui?
-fico sim, vai lá. (sorrindo)
'perdi o sono...'
(sai do carro)
-ei, volta lá pra dentro, tá frio aqui fora.
-vim ficar com você um pouco. (joga a coberta por cima dos dois e o abraça)
-valeu... tá uma noite bonita, não?
-é... fazia tempo que eu não via tanta estrela no céu assim.
-é, eu também.
(passam alguns minutos, os dois em silêncio)
-vamos lá pra dentro?
-uhum, tá esfriando bastante...
(entram no carro e ligam o som)
-quanto tempo faz?
-o quê?
-desde que a gente viajou juntos pela primeira vez. quando foi?
-ah, acho que a uns 4 anos atrás.
-é... foi tão do nada, nem esperava nada de mais.
-nem eu... mas aí quando ví você lá aquele dia... 'meu coração já sabia'
-é, eu também, foi inevitável... 'o meu também já'
-rá, com esse sorriso aí, como é que eu ia resistir?
-você é muito bestinha... eu tava num momento tão estranho...
-e eu saindo de um buraco, e mesmo assim, deu tudo certo!
-pois é... (troca de música)
-ei, essa é aquela frase que o gui vive citando né, o melhor está por vir!
-é, a gente acredita pra caramba nessa frase...
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