e sempre que olhar pro céu
verá o que construiu, mesmo que o
tempo nos poste longe
a cada passo rumo ao futuro
verá em minhas pegadas uma trilha
segura pra pisar
sem medo de afundar ou
de pisar em cacos
pois de sangue já bastam meus pulmões
eu desejei pular de olhos vendados
sem saber se a queda mataria
ou se a terra iria se abrir
frente a mim
não vou olhar pro que passou
e no brilho que irei levar
comigo eu encontrarei meu rumo e seguirei
se eu cair, nada além de minha vontade
e suas palavras, me farão ficar
sobre meus pés de novo
* de algum dia perdido de abril.
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