já faz tanto tempo
desde que foi perdida
a inocência dos dias
de quando atravessar distâncias
consumia mais do que apenas
se preocupar com lembranças
e soluções impossíveis
desde que ficamos tão críticos
ilicitamente proibitivos com tudo
que poderia apenas ser,
sem restrições nem
receios.
agora as palavras que fazem sentido
são outras, bem mais cruéis, pungentes.
prazos, prioridades, planos
como se todas as palavras fossem
uma aliteração do que arde,
e o prazer,
o perceber,
o permitir...
acabam passando despercebidos em meio à tanta pressa.
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