sexta-feira, março 07, 2008

perfume

parecia as vezes não compreender. olhava pelo vidro estático. que culpa tinha? fora moldado assim, esse vaso imperfeito ao longo dos anos, com medo de ser quebrado, e de que os cacos de tão pequenos não pudessem ser colados novamente. então porque? foram os olhos, brilhantes como esferas de cristal, que o faziam tremer por completo a cada fitada. os olhos acompanhavam de lá de cima, e daqui de dentro. mas com tanta coisa acontecendo, justo esses olhos, piscando incertos. e pra onde vai o medo? tentei jogar fora, por diversas vezes. quem sabe dessa vez ele não ficam na lata de lixo ao invés de vir me atormentar. quero a segurança. quero seu perfume. a argila já secou, a cola também. quem sabe não consigo me equilibrar nessa mesa, sem cair no chão nem derrubar essa flor que é você.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.