quinta-feira, julho 05, 2007

plataforma

oito e meia da manhã de novo, o sol raiava mas não esquentava, enquanto sombras dançavam atrás de mim. passos e mais passos impacientes até que o zumbido aparecia ; de início, quase como um sussurro, e conforme ia crescendo, fazia os relógios e corações tremerem, ensurdecedor.

de repente, se abrem as portas, e as pessoas, como se fossem sugadas, desaparecem.

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as portas se fecharam, e ficamos ali só eu e o café derramado. estranho eu ter pensado que parecia uma poça cheia de lágrimas. mas era só café. era só mais um devaneio...

o próximo vagão aparece, vazio. quase como um convite...


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o sol ainda brilhava quando as paredes encobriram completamente as janelas. e somente o café restou para contar que por ali, houve um dia um sonhador.

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