olhares pela vidraça embaçada
onde dedos criavam corações
que faziam brotar de novo
lembranças misturadas no vapor
aquelas chaleiras molhadas
chamavam por bocas gélidas
buscando calor em outras
ou em xícaras de café
e os versos se lançavam no ar
de encontro aos ouvidos de quem
enfrentaria qualquer tempestade
em busca de um abraço a mais
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