quarta-feira, março 01, 2006

sobre uma espada quebrada

vagando por entre os cardumes de névoa, via um rosto novamente, claro como a lua, mergulhado nas águas turvas do lago dos desencontros, perdido, pedindo informação pros vagalumes que viajavam sem se preocupar com muita coisa, na verdade sem se preocupar com nada além de seguir a luz, luzluz brilhante e cintilante, beijava o vagalume e o impedia de ver tudo desmoronando à sua volta.

o coreto e o castelinho já haviam virado pó, nem ruinas sobraram para completar a paisagem, havia um imenso nada, e o lago. de joelhos na beira do lago e a espada em punho, a qual acertara o chão em um momento de raiva, provocando fagulhas e assustando os vagalumes, agora só sabiam provocar desgosto de sua pessoa, que havia se tornado algo que sempre odiara: um solitário, a remoer todas as cicatrizes e marcas com as quais o passado lhe marcara.

e tudo que fazia era gritar, desesperado, mas o castelo caiu, a princesa fugiu, e em desalento, ele pereceu.

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