segunda-feira, janeiro 28, 2019

dezenove, pt. II

enquanto caminho pra frente, vejo pegadas me perseguindo. tento correr, mas como a espuma de uma ressaca errada do mar, meus pés são alcançados e encobertos, o passo fica devagar e me sinto preso a algo que não me pertence. quero mergulhar, e não andar com dificuldade. quero, tento, a onda bate em minhas costas e me lembra tanta coisa que perco a direção, e ao mesmo tempo me inunda com a sensação de que em algum momento o oceano finalmente será só paz.

dezenove começou com gosto de sal.