sábado, junho 18, 2011

the dangers of standing still

então, com um súbito clarão, seu porto explodiu. de dentro de seu navio, podia ver os destroços. livre de inimigos, tudo que restou era uma baía deserta. então, desorientado e com medo do mar, ele aportou e sentou-se na areia.

e ali ficou, conformado com seu futuro. não soube bem quanto tempo havia passado, ou quantas pessoas passaram por ele, e comentaram sobre 'o lindo porto que antes lançava suas luzes ao mar'.

seu conforto, saber que estava a salvo em terra firme. sem um farol, não fazia sentido. sentindo? não. era o medo da possibilidade. medo da chance do naufrágio, e pior, medo de ancorar novamente em um porto, só para tê-lo arrancado de seus pés novamente. medo... da mudança. insegurança.

de onde estava, sentia-se satisfeito com a mesma paisagem nula. era melhor assim, inerte. contemplava as pessoas que passavam. apenas passavam. 


...até que ouviu o mar chamando.

e num lampejo de coragem, içou sua âncora, e atirou seu navio contra as ondas.

e qual foi sua surpresa, ao cruzar conhecidas milhas e descobrir um porto ainda mais belo, e ainda mais seguro...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.