sempre me perguntei qual caminho deveria seguir. havia uma certeza, acompanhada de uma enorme insegurança. em meio à neblina, andava a passos incertos por um jardim onde pouco se via. me guiava apenas pelas vozes que vinham de longe, e que por várias vezes, me fizeram andar em circulos até que se calassem, e eu ouvisse um outro chamado.
algumas vezes cheguei a ver o sol.
por entre frestas na vegetação, uma luz esparsa se fazia presente, ora me esquentando, ora me guiando. mas tão repentinamente quanto surgia, ela também desaparecia, e eu ficava sentado no sereno ouvindo a melodia do jardim, seus laços que se tornavam cada vez mais constantes.
essas canções se tornaram tão familiares que as tomava como reflexos de meu interior, soando para e apenas para mim. e cantarolando-as, seguia meu caminho sem rumo ao suposto fim daquele bosque, entre tropeços e espinhos.
eis que, depois de tanto tempo, o sol tornou a brilhar, me fazendo ver tantos desvios e becos sem saída que ficaram pra trás.
e brilhou também dentro de mim a certeza de seguir o caminho certo.
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