terça-feira, novembro 11, 2008

sobre perdas e acertos

seis e meia da manhã, não sabia como reagir
andava a esmo por entre os muros
de uma cidade ingrata que cuspia foligem
negra e amarga, inevitável

ardência e tontura,
misturados com remorso
as imagens de um ato
impulsionado pela loucura
chamada de justiça

bem realizada por suas próprias mãos

os sentimentos confusos
confundidos em meio ao inébrio
etílico ruído de rica tessitura

por vezes um baque surdo,
por vezes um estrondo tétrico

as mãos manchadas de sangue,
a camisa manchada de lágrimas,
e a consciência manchada de negro



e na boca, um sabor deplorável de vingança.

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