ele acordou e ficou encarando o teto...
o sol batia em seu rosto e a manhã cantava dizendo que seria mais um dia como o último e coisa parecida, mas pensou que talvez fosse impressão. pessoas preocupadas ao redor, mas continuava sem pestanejar. cabeça voltada pro chão, e apenas seguia e seguia. ruas e ruas passadas, deu de cara com um prédio, e ficou observando.
aí, quando ela passou pelo portão, deram-se as mãos e esperaram abraçados. o sol os admirava, e ele, de olhos fechados, sorria pois agora a manhã realmente dizia o que ele esperava.
o relógio deu três voltas desde então...
apagaram-se as luzes, mas o o que se seguia não fazia diferença. como vapor, deixou-se ir, leve. momentos, sorrisos, sensações, acenderam-se as luzes, mas mantinha-se o calor.
duas voltas e o mundo havia parado.
ninguém no mundo percebeu, nenhum carro se moveu, nenhum ponteiro girou. mas aqueles dois corações batiam no mesmo rítmo, à três eternidades assim se mantinham.
mantinham-se também os sorrisos...
pois era fato que outras eternidades certamente viriam.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.